REVISTA
 

 
 
Editorial
Rebelo Botelho, Maria Antónia, *, ESEL
Artigo

O lugar da melhor evidência no processo de tomada de decisão clinica

Quando, no editorial do vol.14 número 2 de 2010, escrevi “A complexidade das situações clínicas faz apelo a profissionais de enfermagem capazes de usar de forma conscienciosa e prudente a melhor evidência na tomada de decisão” não estava apenas a lançar um desafio aos enfermeiros, estava também a chamar a atenção para a imputação de uma responsabilidade. Com efeito, o cuidado de enfermagem exige conhecimento e “a evidência é conhecimento que emerge de diversas fontes que foi sujeito a testes e foi considerado credível” (Higgs and Jones, 2000)

A prática baseada na evidência (PBE) está aberta a diferentes metodologias de investigação e a diferentes fontes de conhecimento por isso: a melhor evidência é sempre o resultado de uma escolha em situação baseada em valores; a melhor evidência tem a capacidade de guiar a prática clinica em função do bem-do-outro; a melhor evidência é intrinsecamente uma questão ética que se coloca em cada etapa do processo de tomada de decisão clinica.

A escolha da melhor evidência não é, porém, tarefa fácil porque está dependente da literacia em investigação, do pensamento crítico e da sensibilidade ética do enfermeiro.

Neste número destacamos:

  1. Estudo primário:

“O Papel das Enfermeiras – Visitadoras na Profilaxia da Tuberculose em Portugal na Primeira Metade do Século XX”;

  1. Estudos Secundários:

“Impacto dos Programas Educacionais nos Membros da Família Prestadores de cuidados de Pessoas em fase terminal – Revisão Integrativa”;

“Cuidar da Família em Situação Critica: A Experiência do Enfermeiro – Revisão Sistemática Compreensiva da Literatura”;

“Individualised Nursing interventions: A literature Review”;

“Intubação Endotraqueal – Um Dilema na Assistência Pré-hospitalar – Revisão Sistemática da Literatura”.

Referências

Higgs, J; Jones, M. (2000). Will evidence-based practice take the reasoning out of practice? In Higgs J; Jones, M. (eds) (2nd edn) Clinical Reasoning in Health Professionals. Butterworth Heinemann. Oxford. Pp 207-315

14/Agosto/2015