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Pensar Enfermagem / v.28 n.01 / outubro 2024
DOI: 10.56732/pensarenf.v28i1.324
Artigo de Revisão
Como citar este artigo: Dias MR, Ramos AF, Gomes ID. TelEnfermagem na Prevenção e Controlo do
Risco Vascular na Pessoa Idosa com Hipertensão Arterial: uma Revisão Scoping. Pensar Enf [Internet]. 2024
Out; 28(1): 105-113. Available from: https://doi.org/10.56732/pensarenf.v28i1.324
TelEnfermagem na Prevenção e Controlo do Risco
Vascular na Pessoa Idosa com Hipertensão Arterial:
uma Revisão Scoping
TeleNursing in the Prevention and Management of
Cardiovascular Risk in Older Adults with
Hypertension: a Scoping Review
Resumo
Introdução
O aumento global da população idosa tem gerado uma maior procura por serviços de saúde,
dado que a maior longevidade contribui para o crescimento da prevalência de doenças
crónicas, como a hipertensão arterial (HTA). As restrições geográficas, aliadas às limitações
atuais dos serviços de saúde têm apresentado desafios significativos na acessibilidade aos
cuidados, especialmente para a pessoa idosa. Várias entidades nacionais e internacionais
defendem que a telenfermagem é uma ferramenta que deve ser amplamente disponibilizada
pelos serviços de saúde para mitigar essas dificuldades, na medida em fomenta o
atendimento, a proximidade da pessoa idosa aos cuidados de enfermagem e os resultados
em saúde.
Objetivo
Mapear a evidência disponível sobre o contributo da telenfermagem para a prevenção e
controlo do risco cardiovascular da pessoa idosa com HTA.
Métodos
A scoping review foi conduzida de acordo com a metodologia Joanna Briggs Institute e o
PRISMA-ScR como lista de verificação complementar. As bases de dados medline, cinahl,
repositório científico de acesso aberto e Google Scholar foram utilizadas para pesquisa de
artigos/ documentos até maio de 2023, sem filtro temporal.
Resultados
Sete dos estudos preencheram os critérios de inclusão. Foram identificadas seis grandes dimensões das
potencialidades que caracterizam a telenfermagem na pessoa idosa com HTA: controlo e prevenção do
risco cardiovascular; autogestão da doença (especificamente a hipertensão arterial); melhoria da qualidade
de vida; adesão terapêutica; prevenção da inércia clínica e monitorização de eventos adversos.
Conclusão
A telenfermagem contribui para a prevenção e controlo do risco cardiovascular, bem como promove
uma relação de parceria com a pessoa idosa, oferecendo assistência na autogestão de seu processo de
sde e incentivando o cuidado de si.
Palavras-chave
Telenfermagem; Risco Cardiovascular; Hipertensão Arterial; Pessoa Idosa.
Abstract
Introduction
The global increase in the older adult population has led to a greater demand for healthcare services, as
increased longevity contributes to the growing prevalence of chronic diseases,
Mário Rui Dias1
orcid.org/0009-0000-8232-1198
Ana Filipa Ramos2
orcid.org/0000-0002-4661-0731
Idalina Delfina Gomes3
orcid.org/0000-0003-2974-0734
1 Mestrando em Enfermagem Médico-Cirúrgica à
Pessoa em Situação Crónica. Escola Superior de
Enfermagem de Lisboa (ESEL), Lisboa. Hospital da
Luz Lisboa, Lisboa, Portugal.
2 Doutoramento. Escola Superior de Enfermagem de
Lisboa (ESEL), Lisboa. Centro de Investigação,
Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de
Lisboa (CIDNUR), Lisboa, Portugal.
3 Doutoramento. Escola Superior de Enfermagem de
Lisboa (ESEL), Lisboa. Centro de Investigação,
Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de
Lisboa (CIDNUR), Lisboa, Portugal.
Autor de correspondência
Ana Filipa Ramos
E-mail: anaramos@esel.pt
Recebido: 29.03.2024
Aceite: 29.10.2024
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Artigo Revisão
such as hypertension. Geographic constraints, coupled with current healthcare service limitations, have presented significant challenges in accessing
care, especially for the older adult. Several national and international entities advocate that telenursing is a tool that should be widely available in
healthcare services to mitigate these difficulties, as it promotes access to care, proximity of the older adult to nursing care, and health outcomes.
Objective
To map the available evidence on the contribution of telenursing for the prevention and control of cardiovascular risk in older adults with
hypertension.
Methods
A scoping review was conducted following the Joanna Briggs Institute methodology and the PRISMA-ScR as a complementary checklist. The
databases MEDLINE, CINAHL, Open Access Scientific Repository, and Google Scholar were used to search for articles/documents up to May
2023, without temporal filter.
Results
Seven studies met the inclusion criteria. Six major dimensions of the potentialities characterizing telenursing in older adults with hypertension were
identified: cardiovascular risk control and prevention; disease self-management (specifically arterial hypertension); improvement of quality of life;
therapeutic adherence; prevention of clinical inertia; and monitoring of adverse events.
Conclusion
Telenursing contributes to the prevention and control of cardiovascular risk, as well as fosters a partnership relationship with older adults, helping
in self-managing their health process and encouraging self-care.
Keywords
Telenursing; Cardiovascular Risk; Hypertension; Older Adults.
Introdução
O envelhecimento populacional é uma realidade inevitável,
que tem vindo a moldar significativamente os desafios e as
prioridades nos cuidados de saúde, particularmente no
âmbito da enfermagem. Segundo dados do Instituto
Nacional de Estatística1, observa-se uma projeção
preocupante, indicando uma proporção de 128,0 para 181,3
idosos por cada 100 jovens, com uma tendência para
duplicar até 2080. Esta mudança demográfica traz consigo
uma crescente prevalência de Doenças Crónicas (DC),
atingindo 43,9% da população em Portugal. Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS)2 em 2023, a HTA é
a DC não transmissível mais prevalente, afetando 46% da
população mundial, dos quais 1,28 mil milhões de adultos
desconhecem ser portadores. Em Portugal, estudos
recentes3,4 revelam uma prevalência de 36%, sendo uma das
principais causas de mortalidade. Além disso, é alarmante
constatar que apenas 38,9% das pessoas diagnosticadas
com HTA tomam medicação, enquanto apenas 28,9%
conseguem manter a sua Tensão Arterial (TA) sob
controlo. No contexto hospitalar, a prevalência de HTA no
internamento varia entre 50,5% a 72%.
A HTA é uma doença crónica caracterizada por níveis
elevados de pressão arterial, em que os valores obtidos na
avaliação da mesma estão consistentemente iguais ou
superiores a 140/90 mmHg. A HTA pode ser primária
(essencial), quando não uma causa identificável, ou
secundária, quando causada por outra doença associada.5,6
O risco cardiovascular refere-se à probabilidade de um
indivíduo desenvolver patologia do coração e dos vasos
sanguíneos, como é o caso do enfarte agudo do miocárdio,
acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência cardíaca.
Este risco é influenciado por vários fatores, incluindo
HTA, hipercolesterolemia, diabetes, tabagismo, obesidade
e sedentarismo.5,6 A gestão adequada destes fatores p de
risco modificáveis pode ajudar a reduzir a probabilidade de
eventos cardiovasculares graves.5,6
Diante deste panorama desafiador emerge a necessidade de
aplicação de estratégias inovadoras e sustentáveis para
enfrentar os problemas relacionados com o
envelhecimento e as DC. Em 2021 a OMS2, em plena
pandemia COVID-19, delineou o “Global strategy on digital
health” que visa fomentar a utilização apropriada de
recursos digitais e tecnologias adaptáveis às diversas nações
e cenários, com o propósito de enfrentar os principais
desafios do sistema de saúde e promover a equidade no
acesso a esses recursos, garantindo que nenhuma pessoa
seja excluída.5 Também os Serviços Partilhados do
Ministério da Saúde (SPMS)7, em 2019, no Plano
Estratégico Nacional para a TeleSsaúde (PENTS),
definiam a Telessaúde, como uma solução promissora,
onde se insere a TelEnfermagem (TE) (com a teleconsulta
e a telemonitorização), propondo-se a moldar o futuro dos
cuidados de enfermagem. Apesar de ter sido impulsionada
significativamente pelos desafios apresentados pela
Pandemia COVID-19, a TE era uma realidade que
precisa persistir, evoluir e aprimorar-se de forma contínua
Pensar Enfermagem / v.28 n.01 / outubro 2024 | 107
DOI: 10.56732/pensarenf.v28i1.324
e sistemática, independentemente daquela situação
excecional.7
A TeleConsulta (TC) de enfermagem, pode ser definida
como a consulta na qual o enfermeiro, à distância e com
recurso às diversas tecnologias, aprecia a situação clínica de
uma pessoa e planeia a prestação de cuidados de saúde, o
que representa um avanço significativo na abordagem
preventiva, avaliativa, diagnóstica e interventiva.7 Por sua
vez, a TeleMonitorização (TM) consiste na utilização de
tecnologias para monitorizar à distância, parâmetros
biométricos do cliente, tais como a pressão arterial, ritmo
cardíaco, glicemia capilar, peso, oximetria e temperatura,
que são transmitidos ao prestador de cuidados.8 O
enfermeiro, sempre que necessário, deve socorrer-se da TM
para a criação de diagnósticos de enfermagem e,
consequente, planeamento de intervenções.7 Os modelos
de cuidados baseado em tecnologia tem sido amplamente
utilizados e potenciados após a pandemia COVID-19, na
população idosa.9
Face a revisões sistemáticas previamente conduzidas que
salientam os resultados da TE na redução dos valores de
HTA10, sobretudo na pressão arterial sistólica, níveis de
colesterol, autoeficácia e adesão terapêutica, esta revisão
centra-se num grupo populacional mais específico, ou seja,
com 65 ou mais anos.11 Pretende-se, assim, mapear a
evidência existente sobre a eficácia da TE na gestão da
HTA para a prevenção e controlo do Risco Vascular (RV)
na Pessoa Idosa (PI). Este estudo visa contribuir
significativamente para o avanço dos cuidados de
enfermagem, fornecendo importantes contributos sobre a
implementação eficaz desta abordagem inovadora no
contexto do envelhecimento populacional e das doenças
crónicas.
Métodos
A presente scoping review foi realizada seguindo a
metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI).12 A estratégia de
pesquisa e a análise dos artigos foram conduzidas de acordo
com as diretrizes de revisões sistemáticas e extensão de
meta-análises, especificamente o PRISMA-ScR.13 O
protocolo da presente scoping review foi registado na Open
Science Framework (OSF): osf.io/76pnm, com o objetivo de
evitar a duplicação da evidência científica.
Critérios de seleção
Os critérios de inclusão e exclusão foram determinados de
acordo com a terminologia População, Conceito e
Contexto (PCC), tendo por base os princípios orientadores
da JBI. Neste sentido foi construída a questão de
investigação: Qual é o contributo da Teleconsulta de
Enfermagem (C) para a prevenção e controlo do risco
cardiovascular da pessoa idosa com HTA (P), em vários
contextos (C)?
População: Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos,
com ou sem HTA controlada;
Conceito: Contributos da teleconsulta na prevenção e
controlo da HTA e Risco Vascular (RV);
Contexto: Qualquer contexto de cuidados.
Foram eliminados os artigos que não apresentavam
correlação com a questão de investigação ou com cuidados
de enfermagem. Também foram eliminados os artigos que
não tinham objetivos definidos ou eram de natureza
editorial ou de opinião.
Esta revisão incluiu estudos com desenhos qualitativos,
quantitativos e mistos, além de incorporar outras revisões
sistemáticas anteriormente conduzidas que exploravam a
questão de pesquisa, sem restrições quanto ao idioma ou
período temporal.
Estratégia de pesquisa
Para validar a novidade do tema em estudo foi realizada
uma pesquisa em diversas bases de dados no dia 19 de maio
de 2023, como a PubMed database, JBI Evidence Synthesis e
PROSPERO e não foi encontrada nenhuma scoping review
finalizada ou com protocolo registado.
Considerando a lista de verificação Peer Review of the Electronic
Search Strategies9, dois autores desenvolveram a estratégia de
pesquisa, leitura e seleção dos artigos (M.D e A.R), que foi
validada por um terceiro autor (I.G).
Foram utilizadas as bases de dados eletrónicas MEDLINE
(via PubMed) e CINAHL Complete (EBSCOhost) para a
pesquisa de artigos. A escolha de apenas duas bases de
dados esteve relacionada com o facto de estas indexarem
grande parte dos artigos, relevantes em saúde, enfermagem
e tecnologia aplicada à saúde. Os descritores foram
validados no Medical Subject Headings (MeSH), visando
assegurar um procedimento de seleção e extração de dados
de alta qualidade. A estratégia de pesquisa adotada é
detalhada na Tabela 1. As bases de dados Google Scholar e
Repositório Científico de Acesso Aberto em Portugal
também foram utilizadas, a pesquisa foi guiada pela mesma
delimitação temporal e os descritores foram validados em
Ciências da Saúde (DeSC).
Tabela 1 - Estratégia de pesquisa MEDLINE (EBSCOhost)
and CINAHL Complete (EBSCOhost) conduzida
19/05/2023
Pesquisa
Descritores
#1
“tele*”
#2
Hipert* OR Cardiov* Risk
#3
Aged: 65+ years”
#4
“nurs*”
#5
[“tele*” AND (“Hipert* OR Cardiov* Risk”) AND
Aged: 65+ years” AND “nurs*”]
108 | Dias, MR.
Artigo Revisão
Processo de seleção e critérios de elegibilidade dos
artigos
Todos os documentos foram extraídos de acordo com o
título e o resumo, que estavam relacionados ao objetivo
definido para a scoping review, assim como com os critérios
de inclusão estabelecidos. Os artigos repetidos foram
eliminados com o auxílio da ferramenta Mendeley® 19.4
(Mendeley Ltd., Elsevier, Amsterdam, The Netherlands). A
triagem foi realizada em duas fases: inicialmente, com base
nos títulos e resumos, seguida pela leitura completa dos
artigos que atendiam aos critérios de elegibilidade, com
exclusão dos que apresentavam metodologia
insuficientemente clara ou dados imprecisos. Os dados
foram extraídos e sistematizados pela seguinte forma:
autor(es), ano e país do estudo; objetivo; metodologia;
população/tamanho da amostra e contributo da TE para a
prevenção e controlo do risco cardiovascular da PI. Todas
as divergências quanto à inclusão de relatórios foram
resolvidas por meio de discussão com um terceiro revisor.
Resultados
Características dos estudos incluídos, contexto e população
A pesquisa inicial identificou um total de 49 artigos. Após
a remoção de duplicados (n=2) e artigos com participantes
com idade inferior a 65 anos (N=10), restaram 37. Uma
análise mais aprofundada dos títulos e resumos resultou na
exclusão de 1 artigo sem correlação com o objeto de estudo
e 10 devido à falta de acesso integral ao texto, deixando 26
artigos elegíveis. No entanto, ao verificar o conteúdo,
confirmou-se que 22 continham concomitantemente uma
população inferior a 65 anos, resultando em apenas 7
artigos para análise detalhada. Estes artigos e documentos
selecionados serão discutidos e sistematizados neste artigo,
conforme mostrado na Figura 1.
Os artigos incluídos são de 6 países distintos: Estados
Unidos da América (n=2), Canadá (n=1), Espanha (n=1),
Brasil (n=1), Japão (n=1) e Reino Unido (n=1).
Foram incluídos estudos com diferentes desenhos
metodológicos, nomeadamente dois estudos aleatorizados
controlados, dois estudos observacionais, um quantitativo
descritivo transversal, um de índole qualitativa e uma
revisão narrativa. Na Tabela 2 sintetiza-se a informação
extraída dos artigos, relativa ao autor/ ano de publicação;
objetivo principal; metodologia; amostra/ população em
estudo, contexto de cuidados e o conceito.
1
Figura 1. Fluxograma PRISMA do processo de seleção dos artigos e publicações
2
3
4
5
Pensar Enfermagem / v.28 n.01 / outubro 2024 | 109
DOI: 10.56732/pensarenf.v28i1.324
Tabela 2. Sistematização dos artigos e publicações incluídos na Scoping Review
6
Autor(es)/
Ano de
publicação/
País
Objetivo
Metodologia
População/
Composição da amostra/
Contexto de cuidados
Contributos da telenfermagem para a prevenção
e controlo do risco cardiovascular da pessoa
idosa com HTA
Millan-
Calenti et
al.15, 2016
Espanha
Definir o perfil, padrão de
consumo de medicamentos
e frequência de doenças em
utilizadores se serviço de
teleassistência.
Estudo descritivo
transversal.
Duração do estudo: 6
meses.
Chamadas regulares +
serviço de SOS.
742 idosos (homens e mulheres) com
mais de 65 anos que usam
teleassistência;
75% consumiam medicamentos
sistema cardiovascular;
Média de idades: 83,3anos;
Comorbilidade de 2,8
doenças/pessoa;
51,1% com HTA, 34,7% com
Enfarte Agudo do Miocárdio e
Insuficiência Cardíaca.
Ambulatório
Minimiza a necessidade de viagens;
Vigilância regular;
Melhora a QV (Qualidade de Vida) da PI e
cuidador;
Diminui a possibilidade de internamentos;
Melhorou a autogestão da HTA e controlo da PA
em pacientes idosos;
Aumento da adesão terapêutica;
Adequada para pessoas com dependência na
marcha;
Reduz a incidência/gravidade/custos com as
quedas.
Adie et al.16,
2010
Reino
unido
Investigar se o
acompanhamento
telefónico para controlo da
TA aumentou o controle
dos fatores de risco em
indivíduos com AVC/AIT.
Estudo aleatorizado
controlado
Duração do estudo: 6
meses.
Contato inicial + TC ao
fim de 6 meses.
56 indivíduos (homens e mulheres)
com mais de 18 anos;
Acidente Vascular Cerebral/Acidente
Isquémico Transitório há 1 mês:
27 receberam cuidados habituais, 29
cuidados habituais mais TC;
Média de idades: 72,5 anos;
69,7% com HTA; 21,5% com
hipercolesterolemia.
AIT 43%, 57% pequeno AVC,
12,5% AVC e AIT anterior.;
18% fumadores.
Ambulatório
Redução dos valores de PA em ambos os grupos;
Melhorou o conhecimento sobre a medicação no
grupo com TC;
Redução significativa no colesterol total nos dois
grupos (facilidade da medicação);
Fumadores da TC deixaram de fumar;
Redução na recorrência de Acidente Vascular
Cerebral/Acidente Isquémico.
Refere limitação de tempo;
Tamanho da amostra pequeno;
Insuficiente para aumentar a adesão;
Recomenda o uso de entrevistas motivacionais;
Mantiveram número de contato com os Hospitais.
Jensen et
al.17, 2009
Estados
Unidos
Descrever o
comportamento na procura
de cuidados de saúde dos
participantes com alto risco
de doença cardiovascular;
Descrever as terapias de
redução do risco de doença
cardiovascular fornecidas
aos participantes da 9ª feira
??? de saúde.
Estudo observacional
Duração do estudo: 1
mês.
Teleconsulta ao fim de 1
mês após contato inicial.
447 participantes (homens e
mulheres) com mais de 18 anos com
alto risco de DCV;
Média de idades: 69 anos;
62% com HTA;
Fumador (14,3%), Diabetes (50%),
hipercolesterolemia (47,4%)
ACV: DCA (16,6%), EAM (9,6%),
Revascularização Coronária (12,3%);
Sem grupo de controlo;
Ambulatório.
Motivou os contactos com profissional de saúde
e/ou marcação de consulta;
Motivou a procura sobre o conhecimento da sua
doença e risco CV, dieta e/ou exercício;
Melhorou a procura/adesão terapêutica;
Criou dinâmica de “empoderamento”;
Incita os profissionais de saúde a implementar e
melhorar as estratégias para diminuir o risco CV
clientes;
Apenas 1 discutiu a cessação tabágica.
Recomenda maior período de tempo na aplicação da
TC e mensagem eficaz;
Recomenda o uso de entrevistas motivacionais.
Correia et
al.18, 2020
Brasil
Relatar sobre a utilização
da teleorientação pela
enfermagem como
estratégia direcionada a
hipertensos em isolamento
social sob
atendimento de um
ambulatório especializado.
Estudo de relato de
experiências (qualitativo)
Duração do estudo: de 7
a 10 de abril de 2020,
durante a pandemia
(isolamento social)
Contato telefónico diário.
53 participantes (homens e mulheres)
com mais de 60 anos com HTA
resistente:
27 para o grupo com TM,
26 para o grupo controlo.
Média de idades: 69 anos;
Ambulatório;
Videochamadas semanais.
Evitou o deslocamento (em contexto de pandemia);
Reforçado o vínculo de confiança com o
profissional de saúde;
Reforça o autocuidado, adesão terapêutica, cuidados
alimentares;
Promoveu a escuta ativa durante o
isolamento/diminuiu a solidão;
Promove a Qualidade de Vida (QV).
Idris et al.19,
2015
Estados
Unidos
Determinar a praticidade e
aceitabilidade de um novo
sistema de TM doméstico
(Health Connect).
Estudo aleatorizado
controlado;
Duração do estudo: 3
meses;
Videochamadas semanais.
28 participantes (homens e mulheres)
com mais de 65 anos com IC sistólica
classe II/III da NYHA e FE 35%:
14 para o grupo de TM e 14 para o
grupo controle.
Média de idades: 69 anos;
96% com HTA;
Fumador (39%), Diabetes (57%),
Dislipidemia (67%)
ACV: DCA (32%);
Ambulatório.
Diminuição da taxa de reinternamento foram
menores no grupo com TM;
Benefício adicional de consultas virtuais com
profissionais de saúde;
Criou dinâmica de “empoderamento” – clientes
ganham perceção e consciência sobre a doença;
Fomenta a adesão terapêutica;
Oportunidade ideal para educação do paciente;
Estudo relata uma alta taxa de satisfação do utente.
Deteta alterações nos sinais vitais que permitem
intervenção precoce dos profissionais de saúde.
110 | Dias, MR.
Artigo Revisão
Não foi detetada diferença significativa na
readmissão hospitalar ou morte entre os 2 grupos.
Padwal et
al.20, 2018
Canadá
Comparar o custo-
efetividade da TM versus
cuidados habituais em
pessoas com doença
cerebrovascular, em
estruturas residenciais para
idosos.
Estudo observacional
Duração do estudo: 3
meses, depois
trimestralmente (20 anos).
279 participantes com evento
cerebrovascular menor recente;
Média de idades: 67,6 anos;
Economia de custos, aumento da QV e melhorias
na saúde;
Redução do número de AVC’s, EAM e angina
instável e mortes no grupo com TM;
Redução dos valores de PA no grupo com TM.
Recomenda estratégias e financiamento para ampla
implementação da TM.
Recomendam a gestão de caso.
Fujiwara et
al.21, 2023
Japão
Abordar e discutir as
evidências atuais sobre
sistemas de TM para o
tratamento da HTA em
idosos.
Revisão narrativa
Pessoas com mais de 65 anos em
telemonitorização;
Pessoas com HTA;
Redução do risco de doença CV;
Prevenção de quedas e hipotensão postural;
Identificação de HTA mascarada;
Deteta variações sazonais;
Diminui a carga laboral;
Rigor no relatório das PA’s;
Anula alguma iliteracia tecnológica do cliente;
Deteta possível não adesão e previne as suas
complicações;
Fornecem estimativas abrangentes do nível médio
da PA;
Melhora a educação e a comunicação com os
médicos;
Reduz o risco de sincope e quedas;
Diminui as distâncias geográficas;
Reduz as idas desnecessárias aos consultórios;
Aumenta a autogestão da doença;
Acesso a cuidados de saúde de alta qualidade em
regiões remotas;
Melhor controlo da PA e prevenção de eventos
adversos.
ACV= Antecedentes cardiovasculares; AVC= Acidente vascular cerebral; AIT= Acidente isquémico transitório; CV= Cardiovascular; DCA= Doença coronária aguda;
DCV= Doença cardiovascular; EAM= Enfarte agudo do miocárdio; QV= Qualidade de vida; PA= Pressão arterial; TC= Teleconsulta; TM= Telemedicina.
7
Discussão
Para analisar os dados obtidos, escolhemos uma
abordagem que segue as diversas dimensões identificadas
sobre os contributos da TE: controlo e prevenção do risco
cardiovascular (CV), autogestão da(s) doença(s), melhoria
da qualidade de vida (QV), adesão terapêutica, inércia
clínica e monitorização e prevenção de eventos adversos.
Controlo e Prevenção do risco CV
A evidência apresentada sugere que a TE surge como uma
ferramenta promissora neste contexto, proporcionando
uma gama de benefícios que contribuem para o reforço do
autocuidado, adesão terapêutica e cuidados alimentares,
como evidenciado por Correia et al.18. Adie et al.16 destaca
a importância da TE ao fomentar o contato regular com os
hospitais e ao demonstrar a eficácia na redução dos valores
de tensão arterial (TA) em grupos que utilizam a TM. Essa
redução, como apontado por Padwal et al.20, está
diretamente ligada à diminuição do risco de doenças
cardiovasculares.
Outro ponto relevante é a capacidade da TM em identificar
a hipertensão arterial mascarada, detetar variações sazonais
e fornecer estimativas abrangentes do nível médio da TA.21
Estes elementos são fundamentais para uma intervenção
personalizada e eficaz na prevenção e controle do risco
cardiovascular. Jensen et al.17 enfatizam que a TE não
apenas motiva as pessoas a manterem contato frequente
com profissionais de saúde, mas também estimula a busca
ativa de conhecimento sobre sua doença e os fatores de
risco cardiovascular. Isso cria uma dinâmica de
empoderamento, onde os indivíduos ganham perceção e
consciência sobre sua condição de saúde, incentivando a
adoção de hábitos de vida saudáveis, como dieta equilibrada
e prática regular de exercícios. Além disso, a TE demonstra
ser uma ferramenta eficaz na anulação da iliteracia
tecnológica por parte dos pacientes, conforme observado
por Fujiwara et al..21 Essa capacidade de superar barreiras
tecnológicas é essencial para garantir que toda a população
tenha acesso equitativo aos benefícios da TE na prevenção
e controle do risco CV. Os resultados apresentados por
Idris et al19 destacam uma alta taxa de satisfação do usuário
em relação à TE, reforçando a aceitação positiva dessa
abordagem pelos clientes.
A redução significativa no colesterol total e a cessação do
tabagismo em indivíduos que participaram em TC também
destaca a eficácia da TC na gestão global da saúde
cardiovascular.17
Autogestão da doença (HTA)
Segundo a evidência apresentada, a TE desempenha um
papel crucial na melhoria da autogestão da HTA na
Pensar Enfermagem / v.28 n.01 / outubro 2024 | 111
DOI: 10.56732/pensarenf.v28i1.324
PI.16,18,20 A capacidade de monitorizar regularmente os
valores de TA levou a uma redução significativa dos
mesmos, tanto na comunidade16 como em ambientes
institucionais.21 Além disso, a TC motivou o contacto
frequente com profissionais de saúde, resultando na
marcação de consultas regulares, o que é vital para o
controlo da HTA.17 A dinâmica de empoderamento
proporcionada pela TC ficou evidente, com os clientes a
adquirir uma perceção, consciência e conhecimento mais
profundos sobre a doença e o risco CV.17,19
Qualidade de vida (QV)
A TE demonstrou impactos positivos na QV tanto para
pessoas idosas18,20,17 quanto para cuidadores (12). A
promoção da QV reflete-se na diminuição das taxas de
reinternamento17,21 e na melhoria geral da saúde.10
. A economia de custos associada à teleconsulta em
comparação com internamentos hospitalares é uma
vantagem adicional, sublinhando a eficácia do modelo de
cuidado.17,20 A alta taxa de satisfação dos indivíduos indica
uma aceitação positiva desta abordagem15 e destaca a
importância de considerar a experiência da pessoa no
desenvolvimento de serviços de teleconsulta. Verificou-se
também a diminuição da incidência de recorrência de
acidente vascular cerebral (AVC) e acidente isquémico
transitório (AIT)16, 12 e foi identificada uma redução no
risco de doença cardiovascular.10,20
Adesão terapêutica
A TE emergiu como um facilitador significativo para
aumentar a adesão terapêutica em pessoas idosas.16, 18, 19,21
A melhoria do conhecimento sobre a medicação no grupo
submetido a teleconsulta, onde foram abordadas questões
ligadas à gestão do regime medicamentoso16, 20 e a deteção
precoce de possível não adesão18 contribuem para
resultados positivos.
Prevenção da inércia clínica
A TE não apenas reforça o vínculo de confiança entre
profissionais de saúde e clientes18, como também motiva os
profissionais a implementar estratégias mais eficazes para
diminuir o risco cardiovascular.17 A deteção de alterações
nos sinais vitais19, a identificação de hipertensão mascarada
e a redução da carga laboral através da auto transmissão de
registos18 permite a intervenção precoce dos profissionais
de saúde.19
Além disso, a TE oferece estimativas abrangentes do nível
médio da PA e melhora a comunicação com os médicos.18
Oferece também uma oportunidade ideal para a educação
dos indivíduos, destacando seu papel não apenas no
tratamento, mas também na prevenção.19
Monitorização e prevenção de eventos adversos
A vigilância regular facilitada pela TE contribui para a
prevenção de eventos adversos20 especialmente em
populações mais vulneráveis, como os clientes
institucionalizados. A redução do risco de síncope e quedas
é particularmente notável, destacando a importância da
teleconsulta na segurança do cliente.21 Adie et al16.
destacaram uma redução significativa no número de
eventos, incluindo Acidentes Vasculares Cerebrais, Enfarte
Agudo do Miocárdio, angina instável e mortalidade,
observada no grupo que utiliza TM. Os achados de Padwal
et al.20 corroboram essa redução, reforçando a eficácia da
TM na prevenção desses eventos críticos. Esses resultados
destacam a relevância da TE como uma ferramenta valiosa
na gestão e prevenção de eventos isquémicos adversos.
A apesar de não ser um contributo direto para a prevenção
do risco cardiovascular, a fragilidade da PI emerge também
como uma consideração vital ao examinar os benefícios da
teleconsulta de enfermagem. Tanto os estudos de Fujiwara
et al.21 quanto os de Millan-Calenti et al.15 apontam para a
capacidade da teleconsulta em prevenir a incidência, reduzir
a gravidade e minimizar os custos associados a quedas e
hipotensão postural, dois desafios significativos para
pessoas idosas frágeis. Fujiwara et al.21 ressaltam ainda que
a TC pode superar a iliteracia tecnológica entre os clientes,
eliminando barreiras que poderiam dificultar o acesso a
cuidados de saúde. Millan-Calenti et al.15 e Fujiwara et al.21
evidenciam também que a teleconsulta reduz a necessidade
de viagens desnecessárias, proporcionando conveniência e
aliviando o ônus logístico as pessoas em situação de
fragilidade. Conforme apontado por Millan-Calenti et al15.,
a TC revela-se particularmente adequada para pessoas com
dependência na marcha, oferecendo uma alternativa
acessível e eficaz para a obtenção de cuidados de saúde.
Fujiwara et al. 21 destacam a capacidade da TC reduzir as
barreiras geográficas, oferecendo a oportunidade crucial de
acesso a cuidados de saúde de alta qualidade em regiões
remotas, superando tradicionais desafios das distâncias.
Correia et al. 18 destacam que a TC não apenas promove a
escuta ativa, mas também atua na diminuição da solidão,
especialmente durante períodos de isolamento social e
realçam sua utilidade em evitar deslocamentos durante
períodos de pandemia, proporcionando uma solução
segura e eficaz.
Conclusão
A TE surge como um importante catalisador da
transformação digital em saúde, que melhora a
acessibilidade e proximidade aos cuidados de
enfermagem.22-24 A TE apresenta-se como uma abordagem
abrangente e eficaz para intervir na prevenção e controle
do risco vascular na PI com HTA, proporcionando
benefícios significativos na autogestão da doença, QV,
adesão terapêutica, inércia clínica e monitorização de
eventos adversos.
A evidência mapeada sugere que uma integração mais
ampla da TC na prática clínica de enfermagem pode
112 | Dias, MR.
Artigo Revisão
representar uma estratégia útil na prevenção e controlo da
saúde cardiovascular, sobretudo em população com
condições de mais fragilidade e vulnerabilidade.
Diversos estudos destacaram a eficácia da TE, mas que
ainda está insuficientemente explorada nas pessoas com 65
ou mais anos. Como estudos futuros recomendam-se
estudos de efetividade, que clarifiquem as componentes da
intervenção de enfermagem, que promovem o controlo da
HTA e fomentem a qualidade e segurança na utilização da
TE. Assim como investigações para conhecer as
expetativas e necessidades em TE das pessoas idosas, ou
seja, os resultados em saúde reportados pelos indivíduos.
Limitações do estudo
A ausência da recuperação dos artigos, sem texto integral
disponível, poderá residir em uma limitação na revisão
conduzida, dado que poderia adicionar novos dados à
síntese de evidência realizada.
Autoria e Contribuições
Dias, Mário R: Conceção e desenho do estudo; Recolha de
dados; Análise e interpretação dos dados; Análise estatística;
Redação do manuscrito; Revisão crítica do manuscrito.
Ramos, Ana F: Conceção e desenho do estudo; Recolha de
dados; Análise e interpretação dos dados; Análise estatística;
Redação do manuscrito; Revisão crítica do manuscrito.
Gomes, Idalina D: Conceção e desenho do estudo; Recolha
de dados; Análise e interpretação dos dados; Análise
estatística; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito.
Conflitos de interesse e Financiamento
Nenhum conflito de interesse foi declarado pelos autores.
Fontes de apoio / Financiamento
O estudo não foi objeto de financiamento.
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