PI.16,18,20 A capacidade de monitorizar regularmente os
valores de TA levou a uma redução significativa dos
mesmos, tanto na comunidade16 como em ambientes
institucionais.21 Além disso, a TC motivou o contacto
frequente com profissionais de saúde, resultando na
marcação de consultas regulares, o que é vital para o
controlo da HTA.17 A dinâmica de empoderamento
proporcionada pela TC ficou evidente, com os clientes a
adquirir uma perceção, consciência e conhecimento mais
profundos sobre a doença e o risco CV.17,19
Qualidade de vida (QV)
A TE demonstrou impactos positivos na QV tanto para
pessoas idosas18,20,17 quanto para cuidadores (12). A
promoção da QV reflete-se na diminuição das taxas de
reinternamento17,21 e na melhoria geral da saúde.10
. A economia de custos associada à teleconsulta em
comparação com internamentos hospitalares é uma
vantagem adicional, sublinhando a eficácia do modelo de
cuidado.17,20 A alta taxa de satisfação dos indivíduos indica
uma aceitação positiva desta abordagem15 e destaca a
importância de considerar a experiência da pessoa no
desenvolvimento de serviços de teleconsulta. Verificou-se
também a diminuição da incidência de recorrência de
acidente vascular cerebral (AVC) e acidente isquémico
transitório (AIT)16, 12 e foi identificada uma redução no
risco de doença cardiovascular.10,20
Adesão terapêutica
A TE emergiu como um facilitador significativo para
aumentar a adesão terapêutica em pessoas idosas.16, 18, 19,21
A melhoria do conhecimento sobre a medicação no grupo
submetido a teleconsulta, onde foram abordadas questões
ligadas à gestão do regime medicamentoso16, 20 e a deteção
precoce de possível não adesão18 contribuem para
resultados positivos.
Prevenção da inércia clínica
A TE não apenas reforça o vínculo de confiança entre
profissionais de saúde e clientes18, como também motiva os
profissionais a implementar estratégias mais eficazes para
diminuir o risco cardiovascular.17 A deteção de alterações
nos sinais vitais19, a identificação de hipertensão mascarada
e a redução da carga laboral através da auto transmissão de
registos18 permite a intervenção precoce dos profissionais
de saúde.19
Além disso, a TE oferece estimativas abrangentes do nível
médio da PA e melhora a comunicação com os médicos.18
Oferece também uma oportunidade ideal para a educação
dos indivíduos, destacando seu papel não apenas no
tratamento, mas também na prevenção.19
Monitorização e prevenção de eventos adversos
A vigilância regular facilitada pela TE contribui para a
prevenção de eventos adversos20 especialmente em
populações mais vulneráveis, como os clientes
institucionalizados. A redução do risco de síncope e quedas
é particularmente notável, destacando a importância da
teleconsulta na segurança do cliente.21 Adie et al16.
destacaram uma redução significativa no número de
eventos, incluindo Acidentes Vasculares Cerebrais, Enfarte
Agudo do Miocárdio, angina instável e mortalidade,
observada no grupo que utiliza TM. Os achados de Padwal
et al.20 corroboram essa redução, reforçando a eficácia da
TM na prevenção desses eventos críticos. Esses resultados
destacam a relevância da TE como uma ferramenta valiosa
na gestão e prevenção de eventos isquémicos adversos.
A apesar de não ser um contributo direto para a prevenção
do risco cardiovascular, a fragilidade da PI emerge também
como uma consideração vital ao examinar os benefícios da
teleconsulta de enfermagem. Tanto os estudos de Fujiwara
et al.21 quanto os de Millan-Calenti et al.15 apontam para a
capacidade da teleconsulta em prevenir a incidência, reduzir
a gravidade e minimizar os custos associados a quedas e
hipotensão postural, dois desafios significativos para
pessoas idosas frágeis. Fujiwara et al.21 ressaltam ainda que
a TC pode superar a iliteracia tecnológica entre os clientes,
eliminando barreiras que poderiam dificultar o acesso a
cuidados de saúde. Millan-Calenti et al.15 e Fujiwara et al.21
evidenciam também que a teleconsulta reduz a necessidade
de viagens desnecessárias, proporcionando conveniência e
aliviando o ônus logístico as pessoas em situação de
fragilidade. Conforme apontado por Millan-Calenti et al15.,
a TC revela-se particularmente adequada para pessoas com
dependência na marcha, oferecendo uma alternativa
acessível e eficaz para a obtenção de cuidados de saúde.
Fujiwara et al. 21 destacam a capacidade da TC reduzir as
barreiras geográficas, oferecendo a oportunidade crucial de
acesso a cuidados de saúde de alta qualidade em regiões
remotas, superando tradicionais desafios das distâncias.
Correia et al. 18 destacam que a TC não apenas promove a
escuta ativa, mas também atua na diminuição da solidão,
especialmente durante períodos de isolamento social e
realçam sua utilidade em evitar deslocamentos durante
períodos de pandemia, proporcionando uma solução
segura e eficaz.
Conclusão
A TE surge como um importante catalisador da
transformação digital em saúde, que melhora a
acessibilidade e proximidade aos cuidados de
enfermagem.22-24 A TE apresenta-se como uma abordagem
abrangente e eficaz para intervir na prevenção e controle
do risco vascular na PI com HTA, proporcionando
benefícios significativos na autogestão da doença, QV,
adesão terapêutica, inércia clínica e monitorização de
eventos adversos.
A evidência mapeada sugere que uma integração mais
ampla da TC na prática clínica de enfermagem pode