Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / fevereiro 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.342 / e00342
Artigo Original Qualitativo
Como citar este artigo: Villagran CA, Lanes TC, Dalmolin GL. Job satisfaction and intent to leave among
obstetric nurses. Pensar Enf [Internet]. 2025 Fev; 29(1): e00342. Available from:
https://doi.org/10.71861/pensarenf.v27i1.342
Satisfação com o trabalho e a intenção de deixar o
emprego entre enfermeiros obstetras
Job satisfaction and intention to leave the job among
obstetric nurses
Resumo
Introdução
A sustentabilidade da força de trabalho na enfermagem depende da gestão eficaz do estresse
ocupacional e da satisfação profissional. Fatores como carga de trabalho, suporte
organizacional e ambiente de trabalho influenciam a intenção dos enfermeiros de
permanecer ou deixar o emprego. A insatisfação, especialmente em contextos obstétricos,
pode levar ao aumento da rotatividade, afetando tanto a saúde mental quanto o
comprometimento organizacional dos profissionais.
Objetivo
Analisar satisfação com o trabalho e a intenção de deixar o emprego entre enfermeiros
obstetras
Métodos
Estudo qualitativo, descritivo e exploratório realizado com sete enfermeiros obstetras de um
hospital universitário do Sul do Brasil. A coleta ocorreu por meio de entrevista
semiestruturada e os dados foram submetidos à Análise Textual Discursiva. A pesquisa
respeitou os preceitos éticos estabelecidos na Resolução 466/2012 do Conselho Nacional
de Saúde. Os participantes foram identificados com pseudônimos.
Resultados
Surgiram duas categorias: “Satisfação com o trabalho entre enfermeiros obstetras”, onde
decorrência do sofrimento e esgotamento psicológico, percebe-se que os enfermeiros estão
insatisfeitos em atuar no centro obstétrico e, “Intenção de deixar o emprego entre
enfermeiros obstetras” trazendo o desapontamento em trabalhar nesta unidade.
Conclusão
Percebe-se que os enfermeiros obstetras estão insatisfeitos com o trabalho e apresentaram
intenção de deixar o emprego.
Palavras-chave
Enfermeiros Obstétricos; rotatividade de pessoal; Sofrimento psicológico; Satisfação no
emprego.
Abstract
Introduction
The sustainability of the nursing workforce depends on the effective management of
occupational stress and job satisfaction. Factors such as workload, organizational support
and work environment influence nurses' intention to stay or leave their job. Dissatisfaction,
especially in obstetric contexts, can lead to increased turnover, affecting both the mental
health and organizational commitment of professionals.
Objective
To analyze job satisfaction and intention to leave the job among obstetric nurses
Camila Antunez Villagran1
https://orcid.org/0000-0002-9498-3049
Tais Carpes Lanes2
https://orcid.org/0000-0001-9337-7875
Graziele de Lima Dalmolin3
https://orcid.org/0000-0003-0985-5788
1 Mestre em Enfermagem, Universidade de Rio Verde,
Faculdade de Enfermagem,
2 Doutora em Enfermagem, Universidade Federal de
Santa Maria, Departamento de Enfermagem, Santa
Maria, RS, Brasil.
3 Doutora em Enfermagem, Universidade Federal de
Santa Maria, Departamento de Enfermagem, Santa
Maria, RS, Brasil.
Autor de correspondência
Camila Antunez Villagran
E-mail: camilaantunezvillagran@gmail.com
Recebido: 03 Set 2024
Aceite: 05 Fev 2025
Editor
Pedro Bernardes Lucas
Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / fevereiro 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.342 / e00342
Artigo Original Qualitativo
Methods
Qualitative, descriptive and exploratory study carried out with seven obstetric nurses from a university hospital in southern
Brazil. Data collection occurred through semi-structured interviews and the data were submitted to Discursive Textual Analysis.
The research respected the ethical precepts established in Resolution 466/2012 of the National Health Council. Participants
were identified with pseudonyms.
Results
Two categories emerged: “Job satisfaction among obstetric nurses”, where due to suffering and psychological exhaustion, it is
clear that nurses are dissatisfied with working in the obstetric center and, “Intention to leave the job among obstetric nurses”
bringing disappointment in working in this unit.
Conclusion
It is clear that obstetric nurses are dissatisfied with their work and have expressed an intention to leave their jobs.
Keywords
Nurse Midwives; Personnel Turnover; Psychological Distress; Job Satisfaction.
Introdução
A sustentabilidade da força de trabalho na área de
enfermagem está intrinsecamente ligada à abordagem
efetiva das questões de recursos humanos relacionadas ao
estresse no ambiente de trabalho e à satisfação profissional.
A literatura evidencia que os desafios inerentes à prestação
de cuidados de saúde, que inicialmente atraem os
enfermeiros, podem transformar-se em fontes de estresse
ocupacional, insatisfação no trabalho, redução das
perspectivas de capacidade laboral, aumento do
absenteísmo e a intenção de deixar o emprego. 1
Ao fomentar a satisfação no trabalho, a capacidade laboral
e um ambiente seguro, é possível diminuir a intenção dos
trabalhadores de deixarem seus empregos. Portanto, os
gestores de enfermagem precisam compreender esses
fatores para elaborar estratégias que mantenham os
profissionais de enfermagem no processo de trabalho,
alinhadas aos objetivos da instituição. 2 A intenção do
enfermeiro de permanecer ou deixar o emprego está
associada a fatores como autoavaliação de saúde, renda
mensal, horas de trabalho, violência proveniente do
paciente, percepção do respeito ao paciente, coordenação
entre médico e enfermeiro, e satisfação no trabalho. 3
frequentemente relacionada a várias manifestações de
reações adversas e abandono do emprego. Isso inclui baixo
engajamento com a organização, ausências frequentes,
intenção de sair do emprego, alta rotatividade e insatisfação
no trabalho. 4
Fatores organizacionais, como pessoal adequado e um
ambiente de trabalho positivo, influenciam
significativamente as decisões dos enfermeiros de
permanecerem em seus cargos. Quando esses fatores estão
ausentes, é mais provável que os enfermeiros expressem
intenções de sair. 5
O contexto de trabalho nos centros obstétricos exerce uma
influência significativa na intenção dos profissionais de
saúde de deixarem seus empregos. Fatores como satisfação
no trabalho, comprometimento organizacional e a
qualidade do ambiente de trabalho são cruciais nessa
decisão. A insatisfação no trabalho, geralmente resultante
de sobrecarga, falta de suporte organizacional e dificuldades
na conciliação entre trabalho e vida pessoal, pode aumentar
a intenção dos profissionais de abandonar a profissão.
Estudos indicam que tanto enfermeiros obstetras são
diretamente impactados por esses fatores, o que pode levar
a um aumento na rotatividade. 6-7
Pesquisas indicam que enfermeiras obstetras experimentam
uma insatisfação significativa em suas funções, o que se
correlaciona com a intenção de desistir. Um estudo
destacou que fatores como alta carga de trabalho, estresse
emocional e apoio inadequado contribuem para a
insatisfação com o trabalho entre essas enfermeiras. Além
disso, uma pesquisa revelou que muitas enfermeiras
obstétricas se sentem desvalorizadas e sobrecarregadas, o
que não afeta apenas sua satisfação no trabalho, mas
também sua saúde mental, levando a pensar em deixar a
profissão. 5,8
Desta forma, delineou-se como pergunta de pesquisa: Qual
a relação entre a satisfação com o trabalho e a intenção de
deixar o emprego entre enfermeiros obstetras? Objetivou-
se Analisar a satisfação com o trabalho e a intenção de
deixar o emprego entre enfermeiros obstetras.
Métodos
Trata-se de estudo qualitativo, descritivo e exploratório
realizado em um hospital Universitário do Sul do Brasil. O
estudo foi realizado com enfermeiros obstetras, onde a
seleção dos participantes foi intencional, conforme os
critérios de inclusão: enfermeiros obstetras atuando a pelo
menos um mês no centro obstétrico e excluídos aqueles
que estavam em licença médica ou afastados do trabalho
por qualquer motivo durante as coletas de dados. Dos 11
profissionais convidados, 01 se recusou a responder e 3 não
responderam, totalizando 7 participantes.
Villagran, C.
Artigo Original Qualitativo
Os dados foram coletados em agosto a outubro de 2021, e
inicialmente entrou-se em contato com a chefia do setor
com intuito de explicar os objetivos da pesquisa. Foi
solicitado a chefia o contato telefônico dos enfermeiros, o
qual foi repassado para o envio do convite, via mensagem
de texto via whatsApp, para participar da pesquisa. Os
enfermeiros foram convidados a participar da coleta de
dados, sendo explicado os objetivos, riscos e benefícios da
pesquisa. Por questão do panorama de saúde relacionado a
Pandemia da Covid-19, a coleta de dados ocorreu via
online, através da plataforma Google meet, conforme
conveniência e disponibilidade, sem interferir no
andamento das atividades dos profissionais.
As entrevistas foram conduzidas individualmente pelas
pesquisadoras. No guia de entrevista semiestruturado
foram incluídas questões de caracterização, e depois
questões abertas que discorram sobre as vivências e
manifestações da insatisfação com o trabalho e a intenção
de deixar o emprego, composta pelas seguintes questões:
Como você se sente diante dessa rotina?”, Como você
avalia as condições de trabalho neste setor?”, Você
acredita que os conflitos ou a forma com que enfrenta as
situações ocorridas no ambiente de trabalho afetam sua
saúde?”, “Como o cuidado é prestado ao paciente neste
setor?”. As entrevistas foram gravadas para transcrição
posterior com a autorização do entrevistado, com duração
média de aproximadamente 42 minutos por entrevista. O
termo de confidencialidade e o termo de consentimento
livre e esclarecido foram assinados via formulário. O
tamanho da amostra deu-se por saturação de dados, ou seja,
quando se observa que as respostas dos participantes se
tornam repetidas e redundantes, de modo que a coleta de
maior quantidade de dados não gera novas informações. 9
As falas foram transcritas por uma bolsista capacitada do
grupo de pesquisa junto com a pesquisadora. As
informações foram organizadas no software Microsoft Word e
submetidas a análise textual discursiva, que visa
desconstruir e reconstruir a compreensão do pesquisador,
a fim de que novos entendimentos emerjam dos
fenômenos investigados. Tal análise percorreu três etapas:
1) unitarização que consiste na desconstrução dos textos do
corpus; 2) categorização que estabelece relações entre os
elementos unitários; e 3) captação do novo sendo a
compreensão emergente é comunicada e validada. 10 Na
primeira etapa de unitarização, as entrevistas foram
examinadas detalhadamente a fim de identificar unidades
constituintes do fenômeno estudado. Essa etapa, por sua
vez, também seguiu três passos: 1) fragmentação dos textos
e codificação de cada unidade; 2) reescrita de cada unidade
de modo a reconhecer nela um significado; e 3) atribuição
de um título para cada unidade (Moraes; Galiazzi, 2016).
Na segunda etapa de categorização, as unidades de análise
foram organizadas e agrupadas a fim de compor categorias
que estabelecessem relações entre os elementos. na
terceira etapa, relacionada a nova compreensão do
fenômeno estudado, produziram-se meta-textos com base
nas unidades de análise e categorias (Moraes; Galiazzi,
2016). A pesquisa respeitou os preceitos éticos
estabelecidos na Resolução 466/2012 do Conselho
Nacional de Saúde. 11 Os participantes foram identificados
com pseudônimos formados pela sigla “Enf 01, Enf 02...”,
seguida do número de ordem das entrevistas. Os dados
foram salvos em um HD externo, e deletados da nuvem e
serão guardados pelo período de cinco anos conforme
termo de confidencialidade, aprovado no Comitê de Ética
em Pesquisa com o parecer 4.847.212, 14 de julho de 2021.
A emergência de apenas duas categorias principais deve-se
à saturação das informações relacionadas aos objetivos do
estudo. Durante o processo de análise textual discursiva,
observou-se que as respostas dos participantes convergiam
para dois grandes eixos temáticos que englobam múltiplos
aspectos de suas experiências: "Satisfação com o trabalho"
e "Intenção de deixar o emprego". Apesar da amplitude do
roteiro de perguntas, os relatos apontaram maior
intensidade e relevância nesses dois domínios, justificados
pelas condições específicas de trabalho relatadas pelos
participantes.
Resultados
Participaram da pesquisa 07 enfermeiros obstetras dos
quais 100% (n=7) eram do sexo feminino. Relacionado à
faixa etária, 42,8 % (n=03) dos participantes possuíam
idade entre 28-39 anos e 57,2% (n=04) possuíam idade
entre 40-61 anos e atuavam mais de 6 anos no centro
obstétrico, os relatos foram divididos em duas categorias,
conforme o quadro a seguir:
Quadro 1: Categorias
Subcategoria
Sofrimento e esgotamento
psicológico
Desmotivação
Fonte: Autores
Satisfação com o trabalho entre enfermeiros obstetras
Em decorrência do sofrimento e esgotamento psicológico,
percebe-se que os enfermeiros obstetras estão insatisfeitos
em atuar no centro obstétrico. A insatisfação no trabalho é
relatada pela consciência dos enfermeiros em sofrerem
constrangimentos que impedem de cumprir com o trabalho
proposto.
“Um pouco frustrada! Porque, na verdade, o trabalho que eu me
propus a fazer, pelo qual eu vim, foi boicotado” (ENFO6)
“Mas é uma mudança bem lenta e, até acontecer, eu tive várias
colegas que saíram do Centro obstétrico, que o enfermeiras
obstetras também, porque elas não aguentaram ver o que acontecia
[...] (ENF03)
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“Então, a gente não consegue fazer um trabalho completo, assim, como
enfermeira obstetra, sabe? Isso é uma coisa que me incomoda
bastante”. (ENF04)
Intenção de deixar o emprego entre enfermeiros
obstetras
A intenção de deixar o emprego foi verificada mediante o
desapontamento em trabalhar no centro obstétrico.
“Já me senti melhor! foi o meu sonho trabalhar ali. Atualmente,
estou vendo estratégias para me sentir melhor ou para, talvez, até
conseguir outro emprego”. (ENFO5)
“[...]tu não consegue trabalhar assim, tu acaba te isolando da... De
uma forma até dolorida, mas tu acaba te afastando das pacientes e
da vontade de abandonar tudo [...]” (ENF06)
Discussão
A satisfação no trabalho e a intenção de deixar o emprego
entre enfermeiros obstetras estão ligadas a fatores que
refletem um cenário organizacional e sistêmico. A
insatisfação, frequentemente manifestada por desafios
como carga de trabalho excessiva, falta de reconhecimento
e barreiras à implementação de práticas humanizadas, gera
um impacto negativo tanto no bem-estar dos profissionais
quanto na qualidade do cuidado prestado. A insatisfação no
ambiente de trabalho está associada à carga de trabalho
excessiva, onde o volume de atividades supera a capacidade
operacional dos enfermeiros, gerando desgaste físico e
mental.12 A dificuldade em implementar práticas
humanizadas, especialmente em contextos que priorizam o
modelo biomédico, leva ao desalinhamento com os
princípios éticos e profissionais dos enfermeiros. 13 A
pouca valorização do aprendizado especializado dos
enfermeiros obstetras pela equipe médica, como no caso do
manejo do parto normal, acentua o sentimento de
desmotivação. 7 Relações interpessoais difíceis e a ausência
de apoio institucional também agravam o
descontentamento. 14 O adoecimento dos profissionais de
enfermagem obstétrica surge como uma ameaça à
continuidade da assistência de qualidade. Fatores como
exaustão emocional e a sensação de impotência diante de
decisões alheias às boas práticas colaboram para quadros de
estresse, burnout e afastamento do trabalho.5 A
insatisfação, combinada com o desgaste emocional,
influencia significativamente a intenção de rotatividade,
especialmente quando os enfermeiros percebem que suas
competências e valores profissionais não são
reconhecidos.15 Estudos mostram que ambientes
favoráveis, com suporte psicológico e reconhecimento das
contribuições individuais, são essenciais para reverter esse
cenário.16 Para mitigar esses desafios, são necessárias ações
como a revisão das políticas institucionais para promover
condições de trabalho mais justas, com equipes adequadas
e redução da sobrecarga.17 Oferecer oportunidades de
desenvolvimento e atualização profissional que valorizem a
atuação especializada dos enfermeiros obstetras também é
fundamental.7 Além disso, é necessário implantar
programas de apoio psicológico que cuidem da saúde
mental dos profissionais e fortalecer o diálogo
interprofissional, promovendo a inclusão dos enfermeiros
nas decisões de cuidado. 15 A interação entre satisfação no
trabalho e intenção de deixar o emprego reflete a
necessidade de um olhar holístico sobre as condições de
trabalho e os fatores institucionais que impactam a prática
dos enfermeiros obstetras. A valorização desses
profissionais é essencial para garantir a retenção e a
melhoria contínua na assistência obstétrica. 14
Conclusão
Percebe-se através dos resultados que os enfermeiros
obstetras estão insatisfeitos com o trabalho e apresentaram
intenção de deixar o emprego. Este estudo contribui tanto
para a prática quanto para a teoria ao evidenciar as
complexas dinâmicas que influenciam a satisfação no
trabalho e intenção de deixar o emprego entre enfermeiros
obstetras. Na esfera prática, os resultados destacam a
necessidade de reavaliar o ambiente de trabalho e as
práticas de gestão em instituições de saúde, propondo
maior valorização e reconhecimento do conhecimento
especializado desses profissionais. A falta de autonomia e o
subaproveitamento das competências obstétricas emergem
como fatores críticos que impactam diretamente na
motivação e na retenção desses profissionais, sugerindo a
urgência de estratégias que promovam a autonomia na
tomada de decisões e a integração colaborativa no cuidado
das parturientes.
Do ponto de vista teórico, o estudo reforça a importância
de investigar a relação entre satisfação no trabalho,
valorização profissional e intenção de abandono em grupos
específicos de enfermeiros, contribuindo para um corpo
crescente de literatura sobre bem-estar e gestão no campo
da enfermagem.
As implicações para a gestão e as políticas de trabalho em
enfermagem são claras: é essencial implementar práticas
organizacionais que valorizem o conhecimento técnico dos
enfermeiros obstetras, promovam ambientes de trabalho
inclusivos e estimulem uma cultura de reconhecimento e
autonomia. Adicionalmente, políticas de retenção devem
priorizar intervenções baseadas em evidências que
abordem os fatores de insatisfação destacados,
considerando também as especificidades das instituições
públicas e privadas.
Pesquisas futuras podem expandir essas descobertas,
investigando como as características de diferentes
instituições de saúde influenciam os níveis de insatisfação e
Villagran, C.
Artigo Original Qualitativo
abandono, além de explorar intervenções concretas que
possam aumentar a satisfação no trabalho e fortalecer a
permanência de enfermeiros obstetras no mercado de
trabalho.
Limitações do estudo
Como limitação do estudo de dá que o estudo foi realizado
em um único hospital universitário no Sul do Brasil, o que
pode não refletir as realidades de outros locais ou
instituições de saúde e a coleta de dados ocorreu durante a
pandemia de COVID-19, o que pode ter influenciado as
respostas dos participantes devido ao aumento do estresse
e mudanças nas condições de trabalho.
Autoria e Contribuições
Villagran CA: Recolha de dados; Análise e interpretação dos
dados; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito;
Lanes TC: Análise e interpretação dos dados; Redação do
manuscrito; Revisão crítica do manuscrito;
Dalmolin GL: Conceção e desenho do estudo; Recolha de
dados; Análise e interpretação dos dados; Redação do
manuscrito; Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da
versão final do manuscrito;
Conflitos de interesse e Financiamento
Nenhum conflito de interesse foi declarado pelos autores.
Fontes de apoio / Financiamento
O estudo não foi objeto de financiamento.
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