Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / Jan-Dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.368 / e00368
Artigo Original Qualitativo
Como citar este artigo: Galamba R, Bacatum C, Sousa E. Atividade física promotora do bem-estar mental
entre adolescentes: Intervenção de enfermagem comunitária em contexto escolar. Pensar Enf [Internet]. 2025
Jan-Dez; 29(1): e00368. Available from: https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29i1.368
Atividade física promotora do bem-estar mental
entre adolescentes: Intervenção de enfermagem
comunitária em contexto escolar
Physical activity promoting mental well-being
among adolescents: A community-based school
nursing intervention
Resumo
Introdução
O comportamento sedentário entre os adolescentes representa uma preocupação de saúde
pública, que urge intervenção, que contribui para o desenvolvimento de doenças físicas e
de saúde mental, com impacto efetivo na qualidade de vida dos adolescentes. Fatores
externos como o suporte familiar, literacia em saúde dos pais e o uso, por vezes excessivo,
de ecrãs diariamente, impactam negativamente a adoção de prática de atividade física
regular. Sendo esta uma problemática cada vez mais prevalente entre os adolescentes, o
enfermeiro especialista em enfermagem comunitária e de saúde pública desempenha um
papel chave junto da comunidade escolar, desenvolvendo a promoção da literacia em saúde
nas camadas mais adolescentes da sociedade, com contributos ativos na capacitação e
mudança de comportamentos.
Objetivo
Capacitar os adolescentes do 8º ano de escolaridade para a adoção de hábitos saudáveis de
atividade física para um bem-estar mental.
Métodos
O projeto foi desenvolvido de acordo com a Metodologia do Planeamento em Saúde e
alicerçado no Modelo de Promoção de Saúde de Nola Pender. O diagnóstico de situação
foi realizado através da aplicação do questionário Atitudes dos alunos face à disciplina de
Educação física e realização de um focus group. Obteve-se uma amostra não probabilística
por conveniência, constituída por 10 alunos.
Resultados
Os adolescentes demonstraram falta de conhecimentos no que respeita à importância da
atividade física no seu desenvolvimento global e influência no bem-estar mental e presença
de comportamentos sedentários nos tempos livres.
Conclusão
A realização deste projeto permitiu, através da promoção da saúde em contexto escolar,
aumentar o nível de conhecimentos dos adolescentes face à temática, capacitando-os na
adoção de hábitos de atividade física saudáveis no futuro que conduzam à mudança de
comportamento e estilos de vida.
Palavras-chave
Atividade Física; Bem-estar Mental; Adolescentes; Enfermagem Comunitária e de Saúde
Pública.
Raquel Galamba1
orcid.org/0009-0005-0383-6537
Cláudia Bacatum2
orcid.org/0000-0002-6820-5403
Edmundo Sousa3
orcid.org/0000-0003-2136-4471
1 Mestrado. ULSAR; Enfermagem de Saúde
Comunitária, Escola Superior de Enfermagem de
Lisboa, Lisboa; CIDNUR - Centro de Investigação,
Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de
Lisboa, Lisboa, Portugal.
2 Mestrado. Departamento de Enfermagem de Saúde
Comunitária, Escola Superior de Enfermagem de
Lisboa, Lisboa; CIDNUR - Centro de Investigação,
Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de
Lisboa, Lisboa, Portugal.
3 Doutoramento. Departamento de Enfermagem de
Saúde Comunitária, Escola Superior de Enfermagem
de Lisboa, Lisboa; CIDNUR - Centro de Investigação,
Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de
Lisboa, Lisboa, Portugal.
Autor de correspondência
Raquel Galamba
E-mail: rgalamba@campus.esel.pt
Recebido: 21/10/2024
Aceite: 23/07/2025
Editor: Pedro Lucas
Galamba, R.
Artigo Original Qualitativo
Abstract
Introduction
Sedentary behavior among adolescents is a growing public health concern that calls for urgent intervention, as it contributes to
both physical and mental health problems and directly affects adolescents’ quality of life. External factors such as parental
support, parents’ health literacy, and frequent screen use negatively influence the adoption of regular physical activity. As this
issue becomes increasingly prevalent among adolescents, community and public health nurses play a key role in school settings
by promoting health literacy among young people and actively supporting behavior change through empowerment strategies.
Objective
To equip 8th-grade adolescents with the knowledge and skills to adopt healthy physical activity habits that promote mental well-
being.
Methods
The project was developed using the Health Planning Methodology and grounded in Nola Pender’s Health Promotion Model.
The situational assessment was carried out using the Students’ Attitudes Toward Physical Education questionnaire and a focus
group. A non-probabilistic convenience sample of 10 students was obtained.
Results
Adolescents demonstrated limited knowledge about the importance of physical activity for their overall development and mental
well-being, and reported engaging in sedentary behavior during their free time.
Conclusion
This school-based health promotion project increased adolescents’ knowledge of the topic and empowered them to adopt
healthier physical activity habits, contributing to long-term behavior change and healthier lifestyles.
Keywords
Physical Activity; Mental Well-being; Adolescents; Community and Public Health Nursing.
Introdução
A adolescência corresponde a uma fase de grandes
mudanças, quer físicas, quer emocionais, na qual os
adolescentes experienciam diversos acontecimentos que
podem marcar o seu desenvolvimento e ter impacto no seu
bem-estar e saúde mental. A nível global, a World Health
Organization (WHO)1 estima que 14% dos adolescentes,
entre os 10 e os 19 anos, apresentam uma perturbação
mental, sendo a ansiedade a mais comum entre os
adolescentes dos 15 aos 19 anos. Também o suicídio
configura uma das principais causas de morte na
adolescência1, sendo esta uma fase sensível no que respeita
à saúde mental, que é nesta altura que os adolescentes
experimentam muitos comportamentos de risco podendo
estes serem prejudiciais à sua saúde mental. O Programa
Nacional de Saúde Escolar 2015 contempla a saúde mental
como uma das áreas de intervenção prioritárias, onde se
pretende capacitar os alunos através da promoção das
competências socio emocionais, atuando nos fatores
protetores de saúde.2 Segundo a WHO3, a atividade física
promove benefícios para a saúde mental, prevenindo a
degeneração cognitiva, depressão e ansiedade. Constata-se
que a prevalência da inatividade física entre os adolescentes
portugueses é elevada; segundo dados da WHO4, 78% dos
rapazes e 91% das raparigas são inativos. A atividade física
representa um contributo positivo na manutenção do bem-
estar e de comportamentos saudáveis, sendo por isso
essencial intervir e fomentar a prática regular de atividade
física nos adolescentes. A pandemia da COVID-19 trouxe
maior destaque à importância da sensibilização da
população para a prática de atividade física, reconhecendo
este comportamento como um determinante da saúde física
e mental.5 Pender et al.6 afirmam que a prática regular de
atividade física em adolescentes promove a redução de
sintomas depressivos, o declínio cognitivo e contribui para
uma sensação de bem-estar. A atividade física constitui um
fator de proteção para uma boa saúde mental, em oposição,
a inatividade física pode contribuir para o surgimento de
problemas de saúde mental.7
Todavia, existem diversos fatores que podem influenciar
negativamente a atitude dos adolescentes face à atividade
física. A dependência das tecnologias, devido ao uso
excessivo de redes sociais, jogos de computador ou
televisão é uma problemática com impacto direto na
qualidade de vida dos adolescentes. Os adolescentes que
despendem mais tempo em frente a ecrãs, mais de 2h por
dia, apresentam piores resultados relativamente à saúde
mental.8 O estudo de Chortatos et al.9 revelou que os
adolescentes com pouco tempo gasto em atividades
multimédia (streaming de TV/filme e jogos eletrónicos)
tem significativamente maior hipótese de participar em
atividades físicas durante a semana ou em dias de fim de
semana. Estes dados comprovam o impacto negativo que a
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dependência do uso de tecnologias acarreta no quotidiano
dos adolescentes, influenciando decisões quanto à prática
de atividade física e justificam assim, a necessidade de
intervenção junto dos adolescentes, na promoção de
hábitos de vida saudáveis. Por outro lado, a influência
familiar é também um fator que pode impactar os bitos
de atividade física e exercício físico nos adolescentes, com
grande influência na motivação. No estudo de Kefeliçol e
Altay10, os resultados revelam que os adolescentes em que
os pais detenham um nível de escolaridade mais elevado e
existam boas relações familiares, impacta diretamente na
adoção de comportamentos saudáveis por parte dos
adolescentes. O mesmo estudo indica também que os
adolescentes que não pertencem a uma família nuclear
apresentam menos hábitos de vida saudáveis, em
comparação com aqueles que vivem numa família nuclear.10
Estes achados o corroborados por Sollerhed et al.11 que
afirmam que os adolescentes com uma boa saúde subjetiva,
satisfação escolar, elevados níveis de atividade física, estão
relacionados com uma situação familiar e financeira boa.
Contrariamente, os adolescentes cujos pais tem um nível de
escolaridade mais baixo, apresentam maiores
probabilidades de despenderem mais tempo em frente a
ecrãs.9
O comportamento sedentário dos adolescentes tem sido
cada vez mais uma preocupação de saúde pública, com
consequências negativas importantes para a saúde. Sabe-se
que o sedentarismo representa um fator de risco no
desenvolvimento de diversas doenças do foro físico, mas
também na ansiedade e depressão, e na qualidade de vida e
bem-estar.12 Também Pontes et al.13 afirmam esta ideia ao
referir que o sedentarismo entre os adolescentes contribui
para o desenvolvimento de comorbilidades, como as
cardiovasculares, diabetes tipo 2, sintomas depressivos,
tentativas de suicídio e morte prematura entre adolescentes
e adolescentes adultos. Os mesmos autores reiteram
também, que a inatividade física é mais evidente entre as
raparigas, do que nos rapazes.13 A prática recorrente de
atividade física, para além do contributo inegável no
crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes,
contribui para o desenvolvimento de competências sociais,
trazendo inúmeros benefícios a nível psicológico,
emocional, cognitivo e com repercussões no sucesso
escolar.12 Segundo o Referencial de Educação para a
Saúde12, as crianças e os adolescentes Portugueses passam
cerca de 545 minutos diariamente em atividades
sedentárias.
Sabe-se que a prática de atividade física regular contribui
para a melhoria da saúde positiva, e para o bem-estar ao
longo da vida, portanto a idade escolar surge como uma
oportunidade única para intervir, no sentido de prevenir
hábitos de sedentarismo, que é no decorrer deste período
que se instalam grande parte dos hábitos não saudáveis.12 A
escola desempenha um papel fundamental na formação dos
adolescentes, não na componente académica, como
também na promoção da saúde e estabelecimento de
hábitos saudáveis.
O enfermeiro é o profissional de saúde de excelência para
a promoção da saúde em contexto escolar.6 A proximidade
à comunidade, é fulcral no processo de planeamento em
saúde e permite aferir as reais necessidades da população,
desenvolvendo as estratégias adequadas que permitam
capacitar a população para adoção de estilos de vida
saudáveis. De acordo com os pressupostos assentes na
Carta de Ottawa14 incumbe aos profissionais de saúde
capacitar a população, através da promoção da saúde para
que esta possa atingir o seu potencial de saúde, controlando
os fatores que a determinam.
O presente projeto está alicerçado no projeto europeu
“Promoting mental wellbeing trough online exchange in secondary
schools - wExchange” cofinanciado pela União Europeia, e é
desenvolvido através de um consórcio entre instituições do
ensino superior e escolas secundárias da Finlândia,
Eslovénia, Grécia e Portugal, cuja finalidade é a de
desenvolver atividades de promoção do bem-estar mental
dos adolescentes através da educação por pares. O objetivo
deste projeto foi capacitar os adolescentes do ano de
escolaridade para a adoção de hábitos saudáveis de
atividade física para um bem-estar mental. Utilizou-se a
estratégia da educação por pares, na fase de intervenção na
comunidade.
Métodos
Foi realizado um estudo observacional transversal,
suportado pela metodologia do Planeamento em Saúde de
Imperatori e Giraldes e teve como referencial teórico, o
Modelo de Promoção de Saúde de Nola Pender. Imperatori
e Giraldes referem que planear em saúde advém da
necessidade de gerir os escassos recursos disponíveis, de
forma a intervir nos problemas de saúde identificados
como prioritários, numa perspetiva colaborativa com os
outros setores da comunidade.15 O planeamento em saúde,
caracteriza-se por um processo contínuo que articula os
recursos necessários e permite eleger as soluções mais
adequadas para atingir o estado de saúde desejado.16 O
MPSNP revelou-se essencial ao longo do processo, tendo
sido mobilizado em todas as etapas do planeamento em
saúde. Este modelo teórico reitera que a mudança de
comportamento de saúde, é uma capacidade intrínseca de
cada individuo, e este detém em si todo o potencial para
mudar, que advém do conhecimento de si próprio,
autorregulação, resolução de problemas e tomadas de
decisão.6
O projeto foi desenvolvido na área de abrangência de uma
Unidade Local de Saúde, na Unidade de Saúde Pública e
Unidade de Cuidados na Comunidade, em parceria com
uma Escola Secundária de um Agrupamento de Escolas.
A população deste projeto é constituída pelos adolescentes
pertencentes ao ano de uma Escola Secundária no
Galamba, R.
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Barreiro. A população-alvo incluída no presente estudo
inclui todos os alunos pertencentes ao ano de
escolaridade, da referida Escola Secundária, matriculados
no ano 2023-2024. A amostra foi obtida pela técnica de
amostragem intencional ou de conveniência, e é constituída
por 10 alunos, que resultou da aplicação do questionário a
4 turmas do ano, sendo que as turmas às quais não se
aplicou o questionário deveu-se ao facto de não ter sido
dada autorização pelos encarregados de educação dos
estudantes. Definiu-se como critérios de inclusão: ser aluno
do ano, no ano 2023-2024, ter capacidade de leitura e
escrita, ter respondido ao questionário e ter o
consentimento assinado pelos encarregados de educação; e
como critérios de exclusão: não ter o consentimento
assinado pelos encarregados de educação, não manifestar
interesse em participar no estudo, não ser aluno do 8º ano.
A investigação em saúde pressupõe o respeito e
cumprimento de princípios éticos, inerentes às atividades
desenvolvidas com todos os participantes. Os participantes
foram informados sobre a finalidade do projeto, bem como
riscos e benefícios da sua participação e a possibilidade de
não participar ou abandonar o estudo a qualquer momento
sem prejuízo. Os adolescentes que aceitaram participar
assinaram o assentimento informado e os respetivos
encarregados de educação assinaram o consentimento
informado. Foram realizados pedidos de autorização ao
Agrupamento de Centros de Saúde, à Unidade de Saúde
Pública, ao Agrupamento de Escolas e submetido parecer
à Comissão de Ética para a Saúde da Administração
Regional de Saúde Lisboa e Vale do Tejo
060/CES/INV/2023, com apreciação favorável à
realização do estudo emitido a 15/12/2023. Uma vez que
este projeto contou com o apoio de outros investigadores,
nomeadamente professores do Agrupamento de Escolas e
um Enfermeiro da Unidade de Saúde Pública, procedeu-se
à elaboração de uma declaração de compromisso para os
envolvidos.
A colheita de dados para realização do diagnóstico de
situação, decorreu no mês de dezembro de 2023 e foi
efetuada através de um instrumento de recolha de dados
sob forma de questionário, constituído por duas partes. A
primeira (Parte A) correspondente à caraterização
sociodemográfica dos participantes, e a segunda parte
(Parte B) ao: “Questionário de Atitudes dos Alunos face à
Educação Física” (QAAEF), de Pereira et al.17. A parte A
corresponde à caraterização sociodemográfica dos
participantes, sendo que nas duas questões de resposta
aberta, se procedeu à codificação das mesmas através da
criação de novas variáveis de acordo com as principais
categorias mencionadas nas respostas. A parte B é
constituído por 10 itens, sendo que 7 dizem respeito ao
gosto pela educação física e os restantes 3 itens são relativos
à importância que os adolescentes atribuem à educação
física. 7 itens encontram-se formulados pela positiva e os
restantes 3 pela negativa. Para cada item existem 5
possibilidades de resposta: 1-discordo totalmente, 2-
discordo, 3-nem concordo nem discordo, 4-concordo, 5-
concordo totalmente. Realizou-se ainda a dinamização de
um focus group em janeiro de 2024, de forma a complementar
informação pertinente à realização do diagnóstico. Esta
técnica consiste num todo de recolha de informação
qualitativa, que se carateriza pela partilha espontânea de
opiniões dos participantes, sobre determinado tema, o que
permite a discussão e recolha de informação, podendo ser
utilizada em qualquer momento da investigação19. Os
participantes foram selecionados com base em
características relevantes face ao tema a discutir, que
pudessem dar contributos essenciais para a investigação.
Para o tratamento e análise de dados utilizou-se estatística
descritiva, através de medidas de tendência central e de
dispersão, com recurso ao software IBM SPSS (Statistical
Package for Social Sciences) Statistics 28 e foram analisados
entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024.
Resultados
As idades da amostra (n = 58) estão compreendidas entre
os 11 e os 16 anos, sendo que se verifica 1 aluno com 11
anos (1,7%), 2 alunos com 12 anos (3,4%), 41 alunos com
13 anos (70,7%), 11 alunos com 14 anos (19%), 1 aluno
com 15 anos (1,7%) e 2 alunos com 16 anos (3,4%). A
média de idades é de 13,26, moda de 13 e desvio padrão de
0,78. Quanto ao sexo, a amostra é constituída por 30
raparigas (51,7%) e 28 rapazes (48,3%). Relativamente à
composição do agregado familiar, 34 alunos (58,6%)
pertencem a uma família nuclear, 14 alunos (24,1%) tem
uma família monoparental, 3 alunos (5,2%) pertencem a
uma família alargada, 4 (6,9%) têm uma família
reconstruída e 3 alunos (5,2%) pertencem a uma família
dança a dois. Em relação ao nível de escolaridade dos pais,
constata-se que 3,4% concluiu o ciclo, 3,4% concluiu o
2º ciclo, 46,6% tem o 3º ciclo e 46,6% dos pais frequentou
o ensino superior. Relativamente à ocupação dos tempos
livres da amostra, verifica-se que 24,1% praticam jogos,
36,2% praticam desporto, no entanto 63,8% referem não
praticar nenhum tipo de desporto; 56,9% ocupa os tempos
livres com atividades de lazer e 22,4% dos adolescentes
ocupa os tempos livres com atividades de descanso. No que
respeita ao questionário “Atitudes dos alunos face à
disciplina de Educação física” observou-se que existem
diferenças de acordo com o sexo, no que concerne ao gosto
e à importância atribuída à educação física. Na questão B1-
“Costumo divertir-me das aulas de educação física”,
31,03% dos rapazes concorda totalmente e apenas 10,34%
das raparigas respondeu igual. Na questão B2 “Gosto da
disciplina de educação física”, 36,21% e 20,69%, rapazes e
raparigas respetivamente, responderam concordo
totalmente. Na questão B3 - “Parece que nas aulas de
educação física o tempo passa rapidamente”, 36,21% dos
rapazes afirmam que concordam totalmente e apenas
20,69% das raparigas tem a mesma opinião. Na questão B4
“Gosto das matérias da disciplina de educação física”,
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verifica-se que 27,59% dos rapazes concorda totalmente,
em oposição a 8,62% das raparigas que respondeu igual. Na
questão B5 “A educação física é uma das minhas
disciplinas preferidas”, observa-se 37,93% dos rapazes
refere concordar totalmente e apenas 12,07% das raparigas
concorda totalmente. Na questão B6 “Normalmente
aborreço-me nas aulas de educação física” verifica-se que
32,76% dos rapazes discorda totalmente, 10,34% das
raparigas discorda totalmente e 20,69% das raparigas não
concorda nem discorda. Na questão B7 “Geralmente
desejo que as aulas de educação física terminem depressa”,
35,09% dos rapazes discorda totalmente em oposição a
apenas 14,04% das raparigas e verificou-se uma resposta
omissa. Na questão B8 “A educação física é uma
disciplina importante para a minha formação global”,
25,86% dos rapazes refere concordar totalmente e 13,79%
das raparigas afirma o mesmo. Na questão B9 “A
educação física é tão importante quanto as outras
disciplinas” observa-se que 31,03% dos rapazes respondeu
que concorda totalmente e 18,97% das raparigas é da
mesma opinião. Na questão B10 “Comparativamente às
outras disciplinas, a educação física é uma das menos
importantes na minha formação global”, podemos
constatar que 19,30% dos rapazes discorda totalmente e
14,04% das raparigas tem a mesma opinião. No entanto
19,30% das raparigas refere que não concorda nem
discorda. Nesta questão também se verifica uma resposta
omissa. Da análise dos resultados do focus group constata-se
também a presença de comportamentos sedentários e
essencialmente a falta de conhecimentos sobre a
importância da prática regular de AF na manutenção do
bem-estar mental.
Após a análise dos dados realizada, emergiram os seguintes
problemas de saúde, que constituem o diagnóstico de
saúde: Falta de conhecimentos sobre a importância da
disciplina de educação física no seu desenvolvimento
global; Falta de conhecimentos sobre a relação entre a
atividade física e o bem-estar mental; Presença de
comportamentos sedentários nos tempos livres;
Desinteresse pela atividade física por parte das raparigas.
Após a identificação dos problemas foram elaborados dois
diagnósticos de enfermagem: Potencial para melhorar o
conhecimento sobre a importância da atividade física para
o bem-estar mental; comportamento sedentário presente.
O diagnóstico de enfermagem, encontra-se elaborado de
acordo com a taxonomia CIPE® versão 2015.18
A etapa da definição de prioridades, tem como objetivo
hierarquizar os problemas de forma a dirigir a intervenção,
mediante aqueles que se apresentam como prioritários e de
acordo com os recursos e tempo disponíveis.19 Neste
projeto, optou-se pelo método de comparação por pares,
por ser adequado nas situações em que se identificam
poucos problemas, até 10. Esta etapa foi concretizada
recorrendo a um grupo de peritos, orientador científico e
orientador pedagógico, ambos detentores do título de
especialistas em enfermagem comunitária. Este método
pressupõe que, de acordo com a lista de problemas
existentes, cada problema seja comparado sucessivamente
com os restantes, selecionando em cada comparação, o
problema mais importante15,19. Considerando o limite
temporal que balizou o presente projeto, optou-se por atuar
nos problemas que obtiveram o 1º e 2º lugar na ordenação
final, por apresentarem relação entre si e ser possível a sua
exequibilidade, sendo eles: Falta de conhecimentos sobre a
relação entre a atividade física e o bem-estar mental e
Presença de comportamentos sedentários nos tempos
livres. Face à seleção decorrente da priorização, o foco da
intervenção foi de encontro à necessidade de aumentar os
conhecimentos dos adolescentes no que respeita à
importância da atividade física, promotora de bem-estar
mental e às consequências do comportamento sedentário.
A fase de seleção de estratégias pretende satisfazer as
necessidades de saúde identificadas por meio de
intervenções, que correspondem à concretização do plano
para atingir os objetivos.19 A estratégia estipulada assentou
na educação para a saúde e visa capacitar os adolescentes
no que respeita ao aumento da literacia em saúde, mais
concretamente na importância da atividade física
enquadrada num estilo de vida saudável, que promova um
bem-estar mental. A concretização desta estratégia, passou
pela realização de sessões de educação para a saúde junto
dos adolescentes que participaram no projeto e que
integraram a amostra, em contexto escolar. Recorreu-se
também à estratégia de educação por pares,
consubstanciando o impacto positivo que as
potencialidades dos adolescentes podem ter na ação
coletiva e mudança de comportamentos, descritos por
Pender et al.6. A partilha de informação com os pares,
possibilita que o conhecimento chegue a mais adolescentes,
numa abordagem menos hierárquica, o que proporciona
um ambiente de aprendizagem colaborativo, com mais
interação e inclusividade. Esta estratégia promove também
o desenvolvimento da responsabilidade, fundamental na
fase da adolescência para a construção de aptidões sociais.
Isto ocorre porque os adolescentes desempenham um
papel ativo na transmissão do conhecimento,
desenvolvendo o sentido de responsabilidade, em relação
ao processo de aprendizagem dos pares e à sua própria
aprendizagem. Recorreu-se também à estratégia de
divulgação em saúde, através da elaboração de um e-book
direcionado aos peer educators e aos quais foi disponibilizado
via e-mail (via de comunicação utilizada entre alunos e
professores) para que possam à posteriori, dar continuidade
ao projeto junto dos pares; e da elaboração de um cartaz,
com o objetivo de promover a atividade física junto dos
adolescentes, o qual foi disponibilizado, também via e-mail
aos alunos que participaram no projeto.
Galamba, R.
Artigo Original Qualitativo
Discussão
A WHO recomenda, para os adolescentes uma prática de
pelo menos 60 minutos por dia de exercício físico, de
intensidade moderada a vigorosa.3 De acordo com o estudo
de Gaspar et al.20, onde é realizada uma comparação com o
estudo anterior de 2018, verifica-se um aumento de
adolescentes que referem praticar desporto 3 a 6 vezes por
semana, de 52,5% para 56,3% (2018 e 2022
respetivamente), no entanto 18,4% dos adolescentes
inquiridos referem nunca ter praticado. O mesmo estudo
diz-nos ainda que a perceção da felicidade diminuiu,
comparativamente ao estudo desenvolvido em 2018, sendo
que 27,7% dos adolescentes refere sentir-se infeliz, assim
como 21% referem sentir-se nervosos, 15,8% referem
irritação ou mau humor e 11,6% referiram sentir tristeza
quase todos os dias.20 Estes resultados revelam-nos que a
prática de atividade física por parte dos adolescentes, é
ainda pouco evidente no seu quotidiano e demonstra a
perceção dos adolescentes face ao seu bem-estar
emocional, verificando-se uma percentagem considerável
de adolescentes que expressam sentimentos negativos.
A análise dos resultados do presente estudo constatou que
alguns alunos atribuem pouca importância à educação física
para o desenvolvimento global, o que contribui para
impactar negativamente a perceção que os adolescentes
detêm sobre a importância que a atividade física tem no seu
processo de desenvolvimento. E concomitantemente a
presença de comportamentos sedentários. A maioria dos
adolescentes prefere ocupar os tempos livres em atividades
de lazer, descanso ou jogos de computador (que não
envolvam exercício/atividade física), entre outros, ao invés
de desempenhar algum tipo de atividade física ou desporto.
Observa-se nesta amostra uma percentagem considerável
de adolescentes (63,8%), que refere não praticar nenhum
tipo de desporto nos tempos livres. Estes dados são
concordantes com os dados da WHO que revela uma
percentagem de inatividade física elevada entre os
adolescentes portugueses4, e o estudo de Gaspar que
comprova que 18,4% dos inquiridos nunca praticou
desporto.20 Podemos também concluir que existem
diferenças na importância que os adolescentes atribuem à
atividade física, consoante o sexo. Verificou-se que os
rapazes demonstram maior interesse pela disciplina de
educação física e atribuem maior importância na realização
de atividade física para o seu desenvolvimento e formação
global, do que as raparigas. Estes dados vão assim ao
encontro dos resultados obtidos através da scoping review,
no estudo de Pontes, ao deixarem claro que a inatividade
física é mais evidente entre as raparigas, do que nos
rapazes.13 Apurou-se, em termos gerais, que na dimensão
relativa ao gosto pela educação física e suas matérias, se
obteve um maior grau de concordância; e que na dimensão
importância da educação física, se constata que existem
alunos com uma atitude de indecisão, ou seja, “não discorda
nem concorda”.
Espelhou-se assim a necessidade de intervenção junto deste
grupo comunitário, de forma a promover hábitos de
atividade física e aumentar a literacia neste sentido.
Promover boas atitudes face à atividade física interfere
positivamente na adoção e manutenção de
comportamentos saudáveis na adolescência.17 Estes
achados, remetem-nos para a importância da intervenção
nas escolas, por parte dos profissionais de saúde, de forma
a promover o aumento da literacia em saúde dos
adolescentes e prevenção de alterações a nível do bem-estar
mental, que possam no futuro evoluir para patologias do
foro mental. o sendo possível a avaliação da mudança de
comportanmentos e ganhos em saúde, e de forma a efetivar
a última etapa do planeamento em saúde, definiram-se, de
acordo com Imperatori e Giraldes15 indicadores de
processo ou atividade e, indicadores de resultado ou
impacto, alinhados com os objetivos e metas propostas.
Após as sessões de educação para a saúde os alunos
preencheram um questionário de avaliação dos
conhecimentos adquiridos e um questionário de satisfação
com as sessões de educação para a saúde. No que respeita
aos indicadores de processo ou atividade, observou-se que
todos foram atingidos, conforme representado no quadro
1. As duas sessões planeadas, foram concretizadas e
estiveram presentes em ambas as sessões, todos os alunos
previstos, ou seja, os peer educators. Relativamente à
disponibilização do cartaz informativo e do e-book,
também se conseguiu atingir a meta proposta, uma vez que
foram partilhados por todos os alunos a quem se
destinavam. Em relação aos indicadores de resultado ou
impacto, verifica-se que todos foram atingidos: na sessão
de educação para a saúde sobre educação por pares, 80%
dos adolescentes conseguiram identificar pelo menos uma
dinâmica apropriada, possível de ser aplicada. Na sessão
“Ativamente” verificou-se que 100% dos adolescentes
conseguiram identificar três benefícios da atividade física
para a saúde; três consequências do comportamento
sedentário e 80% conseguiu identificar dois
comportamentos sedentários. Os resultados obtidos nos
indicadores definidos enfatizam que o primeiro passo para
a mudança de comportamento foi dado, a aquisição do
conhecimento. No entanto, essa transformação será
possível se os adolescentes estiverem devidamente
capacitados, adquirindo literacia em saúde para tomar
decisões mais saudáveis no futuro. Estes resultados
demonstram assim, que foi possível aumentar os
conhecimentos dos adolescentes sobre a importância da
atividade física para a saúde e também sobre a estratégia de
educação por pares, uma vez que é com base nesta
estratégia que este projeto terá continuidade. A promoção
da saúde aliada à estratégia da educação por pares tem um
impacto positivo na motivação dos adolescentes e
Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / Jan-Dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.368 / e00368
Artigo Original Qualitativo
consequentemente na mudança efetiva de determinados
comportamentos.21
Quadro 1 Avaliação dos indicadores definidos
Conclusão
Este projeto trouxe subsídios à comunidade visada, através
do aumento da literacia em saúde dos adolescentes; à
investigação em enfermagem na medida em que se deixou
claro e evidente a importância do papel do enfermeiro no
contributo para a evolução do conhecimento em
enfermagem através da elaboração do diagnóstico de saúde
e implementação de um projeto comunitário, o que
contribui para mais conhecimento sobre a saúde e
qualidade de vida da população; e sobretudo à prática
clínica da enfermagem comunitária, na medida em que
contribui para uma melhor capacidade de atuação,
planeamento e execução de projetos dirigidos às
necessidades identificadas. O foco de atenção da
enfermagem de especialização em enfermagem comunitária
e de saúde pública é a melhoria das condições de saúde da
comunidade, e a busca contínua da melhoria da qualidade
dos cuidados que contribuem ativamente para o
desenvolvimento da profissão de enfermagem enquanto
ciência em constante evolução. No seu MPSNP, Nola
Pender afirma que o ambiente escolar é um meio onde o
enfoque da promoção da saúde, numa perspetiva
salutogénica, merece uma intervenção abrangente e
constante, que permita criar desde cedo uma consciência
sobre a importância de adotar comportamentos saudáveis.6
O desenvolvimento de comportamentos nocivos ou
promotores de saúde durante a adolescência, sofre
influência direta do ambiente social onde se inserem, e
também da ligação dos adolescentes entre a família e a
escola, portanto acautelar um suporte positivo neutraliza os
efeitos dos potenciais riscos desta fase.6 Assim, e com base
neste modelo teórico, fica espelhada a necessidade de
promoção da saúde relativamente à atividade física junto
dos adolescentes, através dos resultados obtidos no
questionário e no focus group, através dos quais foi possível
perceber o fice de conhecimentos acerca da influência
que a prática de atividade física detém no bem-estar mental
e no crescimento e desenvolvimento saudável. Sendo o
sedentarismo uma problemática com uma expressão
elevada junto dos adolescentes, comprovada pelos estudos
analisados, a realização deste projeto acrescenta valor social
na comunidade envolvida, pois contribuiu para a
capacitação em saúde dos adolescentes e pretendeu alertar
para a necessidade de mudança de comportamentos na
prevenção do sedentarismo. Através do questionário
aplicado e cruzando os dados com os achados da revisão
da literatura realizada foi possível perceber que os
adolescentes demonstram uma atitude menos positiva face
à necessidade de integrar bitos de atividade física no seu
quotidiano, o que nos remete para a necessidade de
consciencializar os adolescentes para a importância de
serem agentes ativos no que respeita à tomada de decisões
conscientes e informadas. A consciencialização sobre a
importância de adotar comportamentos saudáveis, oferece
a oportunidade de crescimento pessoal e social. Enquanto
influenciadores dos pares da comunidade onde se inserem,
os adolescentes são capazes de estabelecer relações
positivas, partilhar conhecimentos, fortalecer e promover a
coesão entre todos. A Declaração de Alma-Ata22 enfatizou
a importância dos cuidados de saúde primários,
reconhecendo a promoção da saúde e o envolvimento da
comunidade, como parte essencial para alcançar a saúde
para todos. As estratégias selecionadas para este projeto,
corroboram com este pressuposto, na necessidade de se
Meta
Resultado
Realizar 100%
das sessões
planeadas
100%
10 alunos (peer
educators)
100%
10 alunos (peer
educators)
100%
Pelo menos
80% dos alunos
100%
100% (peer
educators)
100%
Meta
Resultado
70%
80%
70%
100%
70%
100%
70%
80%
Galamba, R.
Artigo Original Qualitativo
envolver cada vez mais a comunidade, de forma a capacitar
a população desde cedo, para que possam fazer escolhas
conscientes, informadas e promotoras de saúde e bem-
estar. A promoção da saúde é o ponto de partida para
reduzir no futuro, o impacto dos problemas de saúde na
vida dos adolescentes, para que estes possam atingir a
plenitude do seu potencial de saúde. O papel do enfermeiro
comunitário é crucial nos cuidados de saúde primários,
concretizando a promoção da saúde junto da população e
estabelecendo parcerias essenciais com vista à consecução
dos objetivos a atingir. Como explanado nas competências
específicas do enfermeiro especialista em enfermagem
comunitária e de saúde pública, espera-se que este consiga
assumir o papel de líder dos processos comunitários,
através dos quais se pretende capacitar a população, e
mobilizar os parceiros comunitários intervenientes no
processo de identificação e resolução dos problemas de
saúde.23 Os objetivos deste projeto foram atingidos, uma
vez que os indicadores traçados foram alcançados. Foi
também notório o interesse dos adolescentes pela temática
através da satisfação e envolvimento demonstrado durante
todo o processo. Demonstrou-se assim a necessidade de
realização no futuro, de mais projetos em contexto escolar
que visem a capacitação dos adolescentes no que respeita
ao desenvolvimento da autonomia nas suas próprias
escolhas e da autorresponsabilização pela sua saúde. A ação
dirigida aos determinantes que afetam a saúde das
populações, é crucial na manutenção da saúde da
comunidade e é o veículo que permite prevenir
comportamentos de risco com impacto negativo na saúde
dos indivíduos. Espera-se assim a continuação deste
projeto, e que possa futuramente ser replicado a mais
turmas, para que o conhecimento chegue a mais
adolescentes e se obtenham os resultados desejados,
contribuindo para ganhos em saúde no futuro. Assim,
pretende-se que no futuro, estes adolescentes sejam
capazes de fazer escolhas conscientes no que concerne a
uma vida ativa, onde integrem no seu quotidiano a prática
de atividade física ou mesmo exercício físico, que seja
congruente com as suas capacidades físicas e estilo de vida.
Preconiza-se que através das estratégias implementadas, os
adolescentes se consciencializem sobre os benefícios de um
estilo de vida ativo, em contrapartida aos riscos inerentes a
hábitos de sedentarismo marcado, caraterístico nesta fase
da adolescência.
Autoria e Contribuições
RG: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Análise estatística;
Redação do manuscrito.
CB: Análise e interpretação dos dados; Revisão crítica do
manuscrito.
ES: Conceção e desenho do estudo; Análise e interpretação
dos dados; Análise estatística; Revisão crítica do manuscrito.
Conflitos de interesse e Financiamento
Nenhum conflito de interesses foi declarado pelos autores.
Fontes de apoio / Financiamento
O estudo não foi financiado.
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