Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / julho 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.378 /e00378
Artigo Original Quantitativo
Como citar este artigo: Soares L, Guedes V, Figueiredo H. Documentação da Avaliação e Intervenção do
Enfermeiro de Família na Dimensão Estrutural- Estudo Retrospetivo. Pensar Enf [Internet]. 2025 Jul; 29(1):
e00378. Available from: https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29i1.378
Documentação da Avaliação e Intervenção do
Enfermeiro de Família na Dimensão Estrutural:
Estudo Retrospetivo
Documentation of Family Nurse Assessment and
Intervention in the Structural Dimension: A
Retrospective Study
Resumo
Introdução
A documentação do Processo de Enfermagem contribui para a qualidade e segurança dos
cuidados, seja no indivíduo como cliente dos cuidados, seja na família. A avaliação estrutural
da família constitui o ponto de partida no que diz respeito ao conhecimento da sua
constituição, recursos internos e externos. Para tal, torna-se importante o processo de
documentação face à dimensão estrutural para a continuidade dos cuidados à família como
cliente.
Objetivo
Desenvolver documentação no Sistemas de Informação em Enfermagem (SClínico-CSP®)
ao nível da avaliação, intervenção e dos ganhos em saúde familiar no âmbito da dimensão
estrutural.
Métodos
Estudo quantitativo, descritivo e retrospetivo, que incluiu dois momentos de avaliação. A
população foi constituída pelas famílias inscritas numa Unidade Funcional, num total de
669 famílias. A primeira amostra foi constituída por 24 famílias e a segunda amostra foi
constituída por 71 famílias. Os dados foram apresentados através de gráficos e tabelas.
Resultados
As maiores taxas de avaliação foram relativas ao tipo de habitação, tipo de família e o
edifício residencial. A maior taxa de prevalência relacionou-se com o abastecimento de água
não adequado e observaram-se maiores ganhos em saúde efetivos no rendimento familiar
e na precaução de segurança.
Conclusão
O objetivo do estudo foi alcançado pelo aumento das taxas de documentação dos cuidados
no Sistema de Informação em Enfermagem (SClínico-CSP®). A melhoria da qualidade
dos cuidados de enfermagem às famílias, no âmbito da dimensão estrutural traduz-se no
aumento dos indicadores de avaliação, prevalência e resultado. No entanto, estes resultados
devem continuar a ser incrementados ao longo do tempo. Para tal, poderá ser importante
a contratualização de indicadores relacionados com a família enquanto cliente dos cuidados
de enfermagem.
Palavras-chave
Saúde da Família; Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar; Enfermagem
Familiar; Melhoria Contínua da Qualidade; Processo de Enfermagem; Sistemas de
Informação em Saúde.
Liliana Soares1
orcid.org/0000-0002-6652-8284
Virgínia Guedes2
orcid.org/0000-0002-9654-3303
Maria Henriqueta Figueiredo3
orcid.org/0000-0001-7902-9751
1 Mestrado. Unidade Local de Saúde do Baixo Tâmega;
CINTESIS Centro de Investigação em Tecnologias e
Serviços de Saúde, Porto, Portugal.
2 Mestrado. Unidade Local de Saúde do Baixo Tâmega;
CINTESIS Centro de Investigação em Tecnologias e
Serviços de Saúde, Porto, Portugal.
3 Doutoramento. Escola Superior de Enfermagem do
Porto; CINTESIS Centro de Investigação em
Tecnologias e Serviços de Saúde, Porto, Portugal.
Autor de correspondência
Liliana Soares
E-mail: lilianasoares1982@gmail.com
Recebido: 06.11.2024
Aceite: 30.06.2025
Editor:
Pedro Lucas
Soares, L.
Artigo Original Quantitativo
Abstract
Introduction
Documenting the Nursing Process contributes to the quality and safety of care, both for individuals and for families as care
recipients. The structural assessment of the family is the starting point for understanding its composition and its internal and
external resources. Therefore, documenting the structural dimension is essential to ensuring care continuity for the family as a
unit of care.
Objective
To develop documentation within the SClínico-CSP® nursing information system encompassing assessment, intervention, and
family health gains related to the structural dimension
Methods
Insert text. This quantitative, descriptive, and retrospective study included two evaluation time points. The study population
consisted of 669 families registered with a Functional Unit. The first sample consisted of 24 families; and the second
comprised 71 families. Data were presented using charts and tables.
Results
The highest assessment rates were observed for housing type, family type, and residential building condition. The highest
prevalence was associated with inadequate water supply. The most significant health gains were found in family income and
safety precautions.
Conclusion
The study objective was achieved, as evidenced by increased documentation rates in the SClínico-CSP® nursing information
system. Improvements in the quality of nursing care for families within the structural dimension were reflected in higher
assessment, prevalence, and outcome indicators. However, these results must continue to improve over time. To support this
progress, the contractual inclusion of indicators that acknowledge the family as a unit of nursing care may be essential.
Keywords
Family Health; Dynamic Family Assessment and Intervention Model; Family Nursing; Continuous Quality Improvement;
Quality; Nursing Process; Health Information Systems.
Introdução
A avaliação da estrutura de uma família permite-nos
conhecer caraterísticas das famílias, bem como a
identificação de possíveis forças, recursos internos e
externos (classe social, ambiente biológico, família extensa
e sistemas mais amplos) que as possam ser úteis na gestão
da saúde e na gestão da doença, sendo estas duas das áreas
de contratualização das Unidades Funcionais (UF (s)). Para
tal, torna-se importante a documentação da avaliação e
intervenção relativa a estas características, que integram a
dimensão estrutural da família como cliente. ¹
A documentação de todo o Processo de Enfermagem (PE)
facilita a qualidade e segurança dos cuidados.² Este permite
a transmissão de informação relevante para outros
profissionais de saúde, nomeadamente a identificação das
necessidades de cuidados do cliente, a explicitação das
intervenções que necessitam de ser implementadas, ou seja,
a demonstração da personalização do plano de cuidados às
necessidades do cliente.3,4 Para além disso, permite a
proteção dos enfermeiros contra ameaças de negligência, a
reserva de dados recuperáveis usados para fins de pesquisa
e melhoria da qualidade e a avaliação dos resultados dos
cuidados.4 Não obstante, a documentação adequada dos
cuidados melhora a qualidade dos próprios cuidados, a
satisfação profissional, proporciona visibilidade do
trabalho do enfermeiro, valoriza as suas ações, promove a
autonomia e eficiência do seu trabalho e oferece
cientificidade à profissão.5
Para monitorizar a melhoria da qualidade dos cuidados,
com base no PE, é necessário a utilização de indicadores de
documentação que possam ser partilhados5. Contudo, para
que estes indicadores tenham expressão, é essencial que a
informação sobre os cuidados de enfermagem realizados
seja corretamente registada6.Em conformidade, Duclos-
Miller,4 refere que a qualidade dos cuidados de enfermagem
prestados ao cliente pode ser medida pela qualidade da
documentação de enfermagem, nomeadamente: a
documentação do plano de cuidados do cliente, a avaliação
da eficácia do cuidado prestado e a comunicação entre o
cliente e outros profissionais de saúde.
Os sistemas de informação em enfermagem (SIE)
permitem a documentação dos cuidados, usando linguagem
padronizada, contribuindo para melhoria da qualidade,
visibilidade e a avaliação de desempenho dos cuidados
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prestados.6 O SIE utilizado nos Cuidados de Saúde
Primários (CSP) é o SClínico-CSP®. Neste realiza-se a
documentação dos cuidados ao indivíduo e família, com
recurso a uma linguagem padronizada, nomeadamente a
Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem
(CIPE®).7.Através da avaliação do indivíduo e da família, é
possível no SClínico-CSP® a documentação comum de
dados relacionados com a dimensão estrutural da família,
tais como: características da habitação, a classe social e o
tipo de família. Por sua vez, a orientação para a tomada de
decisão dos enfermeiros neste âmbito é suportada em
modelos teóricos, como os Modelos de Calgary de
Avaliação Familiar (MCAF) e o Modelo de Intervenção
Familiar (MCIF), 8 e particularmente o Modelo Dinâmico
de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF)1, que
constitui não um modelo teórico, mas também operativo
para a prática clínica.9,10
O Regulamento de competências específicas do
Enfermeiro Especialista Enfermagem Comunitária em
Enfermagem de Saúde Familiar (EEECESF),11 refere que
o enfermeiro deve cuidar da família como unidade e dos
seus membros individualmente, bem como documentar o
processo de cuidados, integrando a saúde, família e
ambiente. Contudo, a documentação dos cuidados da
família como cliente não é ainda uma prática transversal dos
enfermeiros que prestam cuidados às famílias. Este facto é
confirmado por Melo et al.,12 num estudo com objetivo de
identificar, através dos sistemas de informação da região
norte do país, os focos de enfermagem resultantes da
avaliação e intervenção à família como cliente dos cuidados.
Os resultados demonstraram que focos de atenção afetos à
dimensão estrutural, nomeadamente: rendimento familiar,
edifício residencial e abastecimento de água obtiveram
taxas de documentação de 0,002%.
Vários estudos também apontam fatores dificultadores
para a documentação dos cuidados, como a falta de
formação contínua, a sobrecarga de trabalho, falta de
tempo e recursos adequados, além da percepção da
documentação como uma tarefa burocrática. 5,13,14,15,16
Um estudo desenvolvido em mais de 500 enfermeiros
portugueses, sem formação pós graduada na área de
enfermagem de saúde familiar, mostrou que a
autopercepção de competência destes enfermeiros nas
etapas do PE diminui à medida que o processo evolui. 17 O
mesmo estudo demonstrou ainda que as áreas de atenção
auto percebidas pelos participantes com menores níveis
médios de autopercepção de competência foram o
Rendimento Familiar, o Edifício Residencial, o
Abastecimento de Água e Animal Doméstico, que são áreas
de atenção integrantes da dimensão estrutural da família.
Todas as características que integram a dimensão estrutural
são passíveis de serem observadas, avaliadas e
documentadas, particularmente quando existe
longitudinalidade nos cuidados às famílias e seus membros
individualmente. Deste modo, torna-se importante integrar
de modo mais efetivo a documentação do PE referente à
avaliação e intervenção familiar, neste caso particular da
dimensão estrutural, de forma a aumentar as taxas de
documentação, o que poderá contribuir para uma melhoria
da qualidade dos cuidados à família e aos seus membros,
bem como para uma maior visibilidade dos mesmos.
O objetivo deste estudo foi desenvolver documentação no
SIE (SClínico-CSP®) ao nível da avaliação, intervenção e
dos ganhos em saúde familiar no âmbito da dimensão
estrutural.
Métodos
Estudo descritivo e retrospetivo, incluindo dois períodos
distintos de avaliação. A primeira avaliação foi realizada em
22 de março de 2023, antes da implementação das
atividades do projeto, de forma a comparar na segunda
avaliação em 01 de junho de 2023, os resultados obtidos
com a implementação do projeto. A população foi
constituída pelas famílias inscritas na UF, num total de 669
famílias (à data de fevereiro de 2023).
Como critério de inclusão definiu-se as famílias cujos
elementos tiveram uma consulta de enfermagem
(individual, subsistemas ou família total) na UF/domicílio.
Excluíram-se as famílias cujos elementos não estavam
inscritos de forma permanente na UF.
A amostra que constituiu a 1ª avaliação foi o número total
de famílias cujo processo familiar integrava algum tipo de
avaliação e documentação no âmbito da dimensão
estrutural, o que constituiu um total de 24 famílias. Esta
informação foi extraída através dos mecanismos de
extração de dados do SIE (SClínico-CSP®).
No segundo momento da avaliação (junho de 2023),
através do mesmo processo de extração de dados e pela
documentação realizada em Excel®, determinou-se um
total de 71 famílias.
A equipa responsável pela implementação foi constituída
pela Equipa da Enfermagem da UF.
Durante a recolha de dados foi respeitado o anonimato dos
membros das famílias, sendo ocultada qualquer informação
que os pudesse identificar.
Para a avaliação foram utilizados os indicadores definidos
para a avaliação e intervenção familiar da dimensão
estrutural, que integram o mapeamento de indicadores do
Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar
(MDAIF),18 nomeadamente: taxas de avaliação, taxas de
prevalência e indicadores de resultado.
Relativamente à avaliação da fase do ciclo vital das famílias
nucleares, utilizou-se a classificação de Relvas.19 Esta,
considera sempre a idade do filho mais velho e integra as
seguintes fases: fase 1 (formação de casal); fase 2 (família
com filhos pequenos); fase 3 (família com filhos na escola);
fase 4 (família com filhos adolescentes) e fase 5 (família
com filhos adultos).
Em relação à avaliação do tipo de habitação e classe social
foi utilizada a Escala de Graffar Adaptada.1Esta permite
Soares, L.
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avaliar as condições socioeconómicas da família, sendo
avaliados cinco critérios: profissão, nível de instrução,
fontes de rendimentos familiares, conforto e habitação e
aspetos do bairro onde reside. Os critérios são avaliados
numa escala de 1- 5 graus. Para a avaliação é considerado
o elemento de casal com maior nível de classificação.
As atividades realizadas pela equipa de enfermagem da UF,
às famílias cujos elementos tiveram uma consulta de
enfermagem (individual, subsistemas ou família total) na
UF/domicílio, foram:
- Avaliação do tipo de família (nuclear; reconstruída;
monoparental; alargada; unipessoal; coabitação; comuna;
institucional ou outra) e respetiva documentação no SIE
(SClínico-CSP®);
-Avaliação da fase do ciclo vital das famílias nucleares (fase
1 (formação de casal); fase 2 (família com filhos pequenos);
fase 3 (família com filhos na escola); fase 4 (família com
filhos adolescentes) e fase 5 (família com filhos adultos) e
respetiva documentação no SIE (SClínico-CSP®);
- Avaliação do tipo de habitação (grau 1, 2, 3, 4 e 5 da Escala
de Graffar Adaptada) e classe social (classe I, II, III, IV e V
da Escala de Graffar Adaptada) e respetiva documentação
no SIE (SClínico-CSP®);
-Avaliação das áreas de atenção da dimensão estrutural do
MDAIF (Rendimento Familiar; Edíficio Residencial;
Precaução de Segurança; Abastecimento de Água e Animal
Doméstico) e respetiva documentação no SIE (SClínico-
CSP®);
-Formulação de diagnósticos de enfermagem na dimensão
estrutural e sua documentação no SIE (SClínico-CSP®);
-Implementação de intervenções de enfermagem na
dimensão estrutural e sua documentação no SIE (SClínico-
CSP®);
-Avaliação dos resultados/ganhos em saúde na dimensão
estrutural e sua documentação no SIE (SClínico-CSP®);
-Recolha dos dados do SIE (SClínico-CSP®) para o
software Microsoft Excel®;
-Análise dos dados obtidos, nomeadamente a avaliação das
taxas de avaliação, taxas de prevalência e indicadores de
resultado na dimensão estrutural (ESEP/CINTESIS,
2013).
Os dados foram documentados no SIE (SClínico-CSP®),
bem como registados quantitativamente em tabela no
software Microsoft Excel®.
Resultados
Os resultados das duas avaliações, estão apresentados sob
a forma de gráficos e tabelas, acompanhados de
explicitação dos mesmos.
Na avaliação, 24 (3,59%) famílias de um total de 669,
integravam no seu processo pelo menos uma avaliação de
enfermagem no âmbito da família.
Relativamente ao tipo de família (Gráfico 1) 17 famílias de
um total de 24 famílias, tinham a sua tipologia avaliada,
sendo que 10 (41,7%) eram do tipo nuclear, 3 (12,5%) do
tipo unipessoal, 2 (8,3%) do tipo reconstruída, 1 (4,2%) do
tipo monoparental e 1 (4,2%) do tipo alargada. Sendo que
7 (29,2%) famílias não tinham a sua tipologia avaliada
(Gráfico 1).
Na avaliação verificou-se um aumento nas avaliações,
sendo que 71 famílias (10,6%) de um total de 669,
integravam no seu processo pelo menos uma avaliação de
enfermagem no âmbito da família.
Em relação ao tipo de família, 64 famílias de um total de 71
famílias tinham a sua tipologia avaliada, sendo que 39 (55%)
eram do tipo nuclear, 14 (24%) do tipo unipessoal, 5 (7%)
do tipo reconstruída, 2 (2,8%) do tipo monoparental e 4
(5,6%) do tipo alargada. Sendo que 7 (9,9%) famílias não
tinham a sua tipologia avaliada.
Gráfico 1 -Tipo de Família no e momento de
avaliação.
Em relação à fase do ciclo vital familiar (Relvas, 2000)
(Gráfico 2), na avaliação, das 10 famílias nucleares, 2
(20%) encontravam-se na fase 2 (famílias com filhos
pequenos), 1 (10%) na fase 3 (famílias com filhos em idade
escolar) e 7 (70%) na fase 5 (famílias com filhos adultos)
(Gráfico 2).
Na avaliação, das 39 famílias nucleares, 3 (7,7%)
encontravam-se na fase 2 (famílias com filhos pequenos), 3
(7,7%) na fase 3 (famílias com filhos em idade escolar), 4
(10,2%) na fase 4 (famílias com filhos adolescentes) e 29
(74,3%) na fase 5 (famílias com filhos adultos).
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Gráfico 2 -Fases do Ciclo Vital das Famílias Nucleares no
1º e 2º momento de avaliação.
Quanto ao tipo de habitação (Gráfico 3), na avaliação de
um total de 24 famílias, 14 famílias (58,3%) residiam numa
habitação classificada no grau 3 de acordo com a Escala de
Graffar Adaptada1 (habitação com casa de banho, cozinha,
sala e quartos, bem conservada, com eletrodomésticos
essenciais, água, saneamento básico, eletricidade, boa
ventilação e luz natural), 4 (16,7%) com habitação grau 4
(condições exíguas, mau estado de conservação, sem todos
os eletrodomésticos essenciais, escassa ventilação, sem água
ou saneamento ou eletricidade, com escassa ventilação e
escassa luz natural), e 6 (25%) não tinham avaliação.
Em relação à classe social de acordo com a Escala de
Graffar Adaptada, 1 família (4,2%) era de classe II
(média/alta), 11 (45,9%) de classe III (média), 3 (12,5%) de
classe IV (média/baixa) e 9 (37,5%) não tinham avaliação
(Gráfico 3).
Na 2ª avaliação quanto ao tipo de habitação de um total de
71 famílias, 3 famílias (4,2%) residiam em habitação do tipo
grau 2 (espaçosa, bem conservada, aquecimento central,
eletrodomésticos além dos essenciais, água, saneamento,
eletricidades, boa ventilação e luz natural), 40 (56,3%) em
habitação do tipo grau 3, 19 (26,8%) do tipo grau 4 e 9
(12,7%) não tinham avaliação.
Relativamente à classe social, 5 famílias (7%) eram de classe
II (média/alta), 34 (48%) de classe III (média) e 21 (30%)
de classe IV (média/baixa) e 11 (15,5%) não tinham
avaliação.
Gráfico 3 -Tipo de Habitação e Classe Social das Famílias
no 1º e 2º momento de avaliação.
Na tabela 1, encontram-se os resultados relativamente às
taxas de avaliação entre o e momento. Assim
podemos verificar uma subida das taxas de avaliação da
avaliação para a avaliação. A maior taxa, tanto na
avaliação (3,6%) como na 2ª avaliação (10,6%, foi a taxa de
registo do Programa de Saúde da Família, havendo um
aumento de 7% entre a e 2ª avaliação. A taxa de avaliação
mais baixa relaciona-se, simultaneamente, na 1ª (1,6%) e 2ª
avaliação (3,3%), com o Animal Doméstico (AD).
Podemos referir ainda que a taxa de avaliação que obteve
um maior incremento da para a avaliação, foi o
Edifício Residencial (ER) (7,2%). Seguindo -se
respetivamente: o Programa de Saúde da Família (7%); o
Tipo de Habitação (6,6 %); a Classe Social e o Rendimento
Familiar (RF) (6,5 %); o Tipo de Família (6 %); a Precaução
de Segurança (PS) (5,7%); o Abastecimento de Água (AA)
(3,3%) e por fim o Animal Doméstico (AD) (1,7%).
Soares, L.
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Tabela 1. Indicadores - Taxas de Avaliação no e
momento de avaliação
No que diz respeito às taxas de prevalência (Tabela 2),
verificamos que na avaliação a prevalência dos
diagnósticos foram respetivamente: o Abastecimento de
Água Não Adequado (AANA) (42,9 %); a Precaução de
Segurança Não Demonstrada (PSND) (20%); o Animal
Doméstico Negligenciado (ADN) (18,2%) e o Rendimento
Familiar Insuficiente (RFI) (7,7%).
Na 2ª avaliação os diagnósticos com maior prevalência
foram: o AANA (47,2%), o ADN (27,3%) e Edifício
Residencial Não Seguro (ERNS) (17,7%). Seguindo-se
respetivamente: Precaução de Segurança Não
Demonstrada (PSND) (9,4%); Rendimento Familiar
Insuficiente (RFI) (7%) e o Edifício Residencial
Negligenciado (ERN) (3,2%).
Tabela 2 Indicadores - Taxas de Prevalência de
Diagnósticos de Enfermagem no e momento de
avaliação.
Taxas de Avaliação
Nº. de famílias com programa de saúde da
família /Nº total de famílias de inscritas na UF
x 100
3,6%
(n=24)
10,6%
(n=71)
Nº. de famílias avaliadas na Classe Social/Nº
total de famílias inscritas na UF X 100
2,4%
(n=16)
8,9%
(n=60)
Nº. de famílias avaliadas no tipo de
habitação/Nº total de família inscritas na UF x
100
2,7%
(n=18)
9,3%
(n=62)
Nº. de famílias avaliadas no tipo de família /Nº
total de famílias inscritas na UF x 100
3%
(n=20)
9,3%
(n=62)
Nº. de famílias avaliadas em Edifico
Residencial (ER)/Nº total de famílias inscritas
na UF X 100
2,1%
(n=14)
9,3%
(n=62)
Nº. de famílias avaliadas em Rendimento
familiar (RF) /Nº total de famílias inscritas na
UF X 100
2%
(n=13)
8,5%
(n=57)
Nº. de famílias avaliadas em Precaução de
Segurança (PS) /Nº total de famílias inscritas
na UF X 100
2,2%
(n=15)
7,9%
(n=53)
Nº. de famílias avaliadas em Abastecimento de
Água (AA)/Nº total de famílias inscritas na UF
X 100
2,1%
(n=14)
5,4%
(n=36)
Nº. de famílias avaliadas em Animal Doméstico
(AD)/Nº total de famílias inscritas na UF X
100
1,6%
(n=11)
3,3%
(n=22)
Taxas de Prevalência
Avaliação
Nº. de famílias com Edifício Residencial Não
Seguro (ERNS)/Nº total de famílias em que
foi avaliado o Edifico Residencial (ER) X 100
0%
(n=0)
17,7%
(n=11)
Nº. de famílias com Edifício Residencial
Negligenciado (ERN)/Nº total de famílias em
que foi avaliado o Edifico Residencial (ER) X
100
0%
(n=0)
3,2%
(n=2)
Nº. de famílias com Rendimento Familiar
Insuficiente (RFI)/Nº total de famílias em
que foi avaliado o Rendimento familiar (RF)
X 100
7,7%
(n=1)
7,0%
(n=4)
Nº. de famílias com Precaução de Segurança
Não Demonstrada (PSND)/Nº total de
famílias em que foi avaliado a Precaução de
Segurança (PS) X 100
20%
(n=3)
9,4%
(n=3)
Nº. de famílias com Abastecimento de Água
Não Adequado (AANA)/Nº total de famílias
em que foi avaliado Abastecimento de Água
(AA)/X 100
42,9%
(n=6)
47,2%
(n=17)
Nº. de famílias com Animal Doméstico
Negligenciado (ADN)/Nº total de famílias
em que foi avaliado o Animal Doméstico
(AD) X 100
18,2%
(n=2)
27,3%
(n=6)
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Tabela 3 Indicadores de Resultado/Ganhos em Saúde
no 1º e 2º momento de avaliação.
Relativamente aos indicadores de resultado (Tabela 3), estes
revelam que na 1ª avaliação não existiam ganhos em saúde
relativamente à dimensão estrutural. Já no 2º momento da
avaliação, verifica-se um crescimento dos resultados, bem
como na documentação de intervenções de enfermagem, o
que se traduziu em ganhos em saúde relativos à dimensão
estrutural. Esta tendência teve a exceção do AD, área de
atenção que se manteve em 0% também na 2ª avaliação. O
ER, o RF e a PS foram as áreas de atenção que obtiveram
maior percentagem em resultados positivos na avaliação.
Assim, metade das famílias (50%) com o ER obtiveram
ganhos em saúde com as intervenções de enfermagem, no
que diz respeito às características de salubridade e higiene
da habitação. Também cerca de 75% das famílias avaliadas,
com o RFI obtiveram a resolução deste diagnóstico, quanto
ao conhecimento sobre a gestão do rendimento da família.
Quanto à PS, esta foi melhorada em 60% das situações em
que estava comprometida. O AA também foi melhorado
na avaliação com um resultado positivo de cerca de 10%,
bem como ao nível do ERNS com um resultado positivo
de 9,1%.
Discussão
Relativamente aos resultados das taxas de avaliação da
avaliação, verificamos que, de uma maneira geral, havia
taxas de documentação baixas relacionadas com a avaliação
da dimensão estrutural das famílias. Esta situação vem
corroborar com os estudos,12,17 que demonstram que
existem baixas taxas de documentação da dimensão
estrutural das famílias, podendo estar associados a vários
fatores como a falta de formação. 5,13,14,15,16
No que diz respeito às taxas de prevalência, verificamos que
em quase todas estas houve um aumento entre a e a
avaliação, com exceção de duas (RF e PS). Contudo isto não
significa, que tenha havido um aumento real da prevalência
destes diagnósticos (ERNS, ERN, AANA e ADN), estando
esta situação relacionada com o aumento considerável nas
taxas de avaliação entre a e a avaliação, o que
consequentemente refletiu-se num aumento das taxas de
prevalência destes diagnósticos. Importa salientar nesta
avaliação, a taxa de prevalência do AANA, que representa
quase metade do total das famílias em que o abastecimento
de água foi avaliado, em ambos os momentos de avaliação.
Este resultado relaciona-se com o ambiente em que estas
famílias se inserem. Tratando-se de um ambiente
particularmente rural, o abastecimento de água é com
frequência da rede privada, dado ainda não existir uma rede
de abastecimento pública global nesta comunidade. De
acordo com os dados oficiais, em Portugal em 2020 cerca de
96% dos alojamentos estão servidos por sistemas públicos
de abastecimento de água, sendo o valor de 85% quando se
trata de sistemas de drenagem de águas residuais. 20 assim, as
famílias podem residir numa área que não seja abrangida
pelo abastecimento de água, uma vez que ainda 4% dos
alojamentos não dispõem deste serviço utilizando água de
rede privada. Sendo este o caso desta zona do país, em que
de acordo com os dados mais recentes em 2019, 20 apenas
cerca de 47% dos alojamentos desta zona do país estavam
servidos por sistemas públicos de abastecimento de água e
48% com sistemas de drenagem de águas residuais.
O AANA traduz-se na inexistência de conhecimentos
sobre os riscos de contaminação da água, e/ou a capacidade
da família na adequação dos cuidados necessários a este
tipo de abastecimento,1 tendo em conta as diretrizes da
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos
(ERSAR) para a manutenção da qualidade da água para
consumo humano.21
Estas diretrizes preveem a não utilização de água não
controlada para consumo humano, que inclui alimentação,
cozinha e higiene, assim como o controlo da qualidade da
água para consumo humano, anualmente ou sempre que
necessário.
Indicadores de Resultado (Ganhos em
Saúde)
Avaliação
Nº. de famílias com diagnóstico positivado em
Edifício Residencial Não Seguro (ERNS)/
total de famílias com ERNS x100
0%
(n=0)
9,1%
(n=1)
Nº. de famílias com diagnóstico positivado em
Edifício Residencial Negligenciado (ERN)/
/Nº total de famílias com ERN x 100
0%
(n=0)
50%
(n=1)
Nº. de famílias com diagnóstico positivado em
Rendimento Familiar Insuficiente (RFI)/ /Nº
total de famílias com RFI x 100
0%
(n=0)
75%
(n=2)
Nº. de famílias com diagnóstico positivado em
PS /Nº total de famílias com Precaução de
Segurança Não Demonstrada (PSND)/ x 100
0%
(n=0)
60%
(n=2)
Nº. de famílias com diagnóstico positivado
Animal Doméstico Negligenciado (ADN)/Nº
total de famílias com AANA x 100
0%
(n=0)
9.9%
(n=2)
Nº. de famílias com diagnóstico positivado em
Animal Doméstico Negligenciado (ADN) /Nº
total de famílias com ADN x 100
0%
(n=0)
0%
(n=0)
Soares, L.
Artigo Original Quantitativo
Em relação aos ganhos em saúde, os resultados revelam que
na avaliação os ganhos em saúde, relativamente à
dimensão estrutural, eram inexistentes, verificando-se uma
tendência decrescente na documentação dos cuidados de
enfermagem à família, inversa às fases do PE. Assim,
existem taxas de avaliação significativamente superiores aos
indicadores de resultado. Este resultado pode explicar-se
pelo facto de os cuidados de enfermagem à família serem
prestados numa perspetiva co-evolutiva e longitudinal.1
Salienta-se também que a frequência das consultas que o
enfermeiro de família dispõe para prestar cuidados à família
como unidade não é muitas vezes aquela que desejaria, o
que torna as etapas do PE mais demoradas. Esta tendência
inversa ao avançar das etapas do PE também foi
verificada num estudo, 17 nomeadamente relativo à
autoperceção do enfermeiro sobre as suas competências de
pós-graduada na área de enfermagem de saúde familiar.
Neste estudo desenvolvido em mais de 500 enfermeiros
portugueses, sem formação, mostrou que a autopercepção
de competência destes enfermeiros nas etapas as do PE
diminui à medida que o processo evolui.
Relativamente ao momento da avaliação, houve
crescimento dos indicadores de resultados, traduzidos em
ganhos em saúde na maioria dos diagnósticos, revelando
assim a importância da avaliação, intervenção e respetiva
documentação para a obtenção e mensuração dos ganhos
em saúde para as famílias. Nascimento et al.6 referem que
não se produzem indicadores de avaliação da qualidade se
não houver um registo de todo o PE. Esta situação leva a
que não haja uma visibilidade à sociedade da atuação desta
classe profissional como também dificilmente transparece
o processo de melhoria. Assim, a documentação dos
cuidados de enfermagem de saúde familiar é basilar para
que exista a visibilidade na sociedade das competências
específicas do EEECESF, bem como para que haja um
efetivo desenvolvimento da qualidade dos cuidados
prestados. Importa salientar que, de acordo com Fernandes
e Tareco, 22 que a formação especializada tem grande
impacto na adesão à documentação dos cuidados nos SIE,
assim como o envolvimento dos profissionais nos
processos de mudança. Também Figueiredo et al,.17
sugerem a necessidade de formação pós-graduada na área
de enfermagem de saúde familiar, como forma de melhorar
a autoperceção dos enfermeiros sobre as suas competências
na utilização do PE no cuidado sistémico à família em
simultaneidade ao cuidado dos seus membros
individualmente.
Conclusão
Considerando que a qualidade dos cuidados observa -se
também pela qualidade da documentação, obteve-se uma
melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem às
famílias, no âmbito da dimensão estrutural o que se
traduziu pelo aumento dos indicadores de avaliação,
prevalência e resultado.
No que concerne aos dados avaliativos, aqueles que
registaram maiores taxas de avaliação foram o Tipo de
Habitação, o Tipo de Família e o Edifício Residencial. O
Abastecimento de Água foi a área de atenção com maior
necessidade de intervenção, dado ter obtido a maior taxa de
prevalência. No entanto, os maiores ganhos efetivos em
saúde obtiveram-se no Rendimento Familiar e na
Precaução de Segurança.
Os resultados obtidos com este projeto demonstram a
importância da documentação da avaliação e intervenção
familiar para a melhoria dos cuidados prestados às famílias,
bem como a sua contribuição para a visibilidade do papel
do EEECESF.
O processo de contratualização, interna e externa, não
contempla nenhum indicador de resultado que se relacione
com a família como cliente. Todos os indicadores
contratualizados para as USF e/ou UCSP são relacionados
com o indivíduo. Deste modo, torna-se mais difícil para o
EEECESF dar o devido ênfase à avaliação e intervenção
familiar, uma vez que esta área do conhecimento não faz
parte dos objetivos assumidos pelas UF (s), bem como não
integra os Planos de Ação. No entanto, sabemos que o
conhecimento e compreensão da família e do indivíduo
numa perspetiva sistémica é crucial para atingir ganhos em
saúde individuais e familiares. Será importante que os
decisores políticos e institucionais se sensibilizem para a
importância da avaliação e intervenção familiar e
proponham às equipas de saúde familiar indicadores
relacionados com a família como cliente.
Limitações do estudo
Em relação às limitações destacamos o fato do intervalo de
tempo entre a 1ª e 2ª avaliação ter sido curto e a ausência
de um terceiro momento de avaliação o que permitiria
enriquecer os resultados nomeadamente através do aumento
dos ganhos em saúde.
Autoria e Contribuições
LS: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; redação do manuscrito;
Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão final do
manuscrito e assunção de responsabilidade pelo mesmo.
VG: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; redação do manuscrito;
Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão final do
manuscrito e assunção de responsabilidade pelo mesmo.
HF: Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão
final do manuscrito e assunção de responsabilidade pelo
mesmo.
Conflitos de interesse e Financiamento
As autoras declaram não haver conflito de interesses.
Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / julho 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.378 / e00378
Artigo Original Quantitativo
Fontes de apoio / Financiamento
As autoras declaram que o estudo não foi objeto de
financiamento.
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