Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / junho 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.388 /e00388
Artigo Original Qualitativo
Como citar este artigo: Varela M, Vilaverde I, Cerqueira M. Alimentação saudável das crianças em idade
pré-escolar: Perceção dos pais - um estudo qualitativo. Pensar Enf [Internet]. 2025 Jun; 29(1): e00388.
Available from: https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29i1.388
Alimentação saudável das crianças em idade pré-
escolar: Perceção dos pais - um estudo qualitativo
Healthy eating in preschool-aged children: Parents
perceptions a qualitative study
Resumo
Introdução
A alimentação saudável é essencial para o crescimento e desenvolvimento das crianças,
influenciando os seus hábitos alimentares ao longo da vida. A infância representa um
período crucial para a formação do paladar e para a aquisição de padrões alimentares, sendo
estes moldados pelo ambiente familiar e pelas tradições culturais.
Objetivo
Compreender a perceção dos pais sobre uma alimentação saudável em idade pré-escolar.
Métodos
Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo. A recolha de dados foi realizada
entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024 através de entrevistas semiestruturadas a 10 pais
de crianças em idade pré-escolar acompanhadas numa Unidade de Saúde Familiar do Alto
Minho. A análise de conteúdo foi conduzida segundo Bardin, respeitando os princípios
éticos e deontológicos, tendo sido obtido parecer favorável da Comissão de Ética para as
Ciências da Vida e da Saúde.
Resultados
Os pais destacaram a importância de uma alimentação equilibrada e variada, valorizando a
ingestão de legumes, frutas, leite e derivados, bem como a restrição do consumo de
açúcares. A sopa foi referida como uma estratégia fundamental para garantir o consumo de
hortícolas. No entanto, alguns pais evidenciaram desafios na implementação destas práticas
no quotidiano, devido a fatores como as preferências das crianças, a rotina familiar e o
acesso a alimentos saudáveis.
Conclusão
Os resultados sugerem que, apesar do reconhecimento da importância de uma alimentação
saudável, o conhecimento dos pais nem sempre se traduz em práticas alimentares
adequadas. Salienta-se a necessidade de reforçar a literacia alimentar parental e desenvolver
estratégias de apoio que promovam escolhas alimentares saudáveis desde a infância.
Palavras-chave
Dieta Saudável; Pais; Crianças; Pré-Escolar; Pesquisa Qualitativa.
Abstract
Introduction
Healthy eating is essential for supporting children’s growth and development, laying the
foundation for lifelong eating behaviors. The preschool years represent a critical period
for the development of taste preferences and the establishment of dietary patterns, both
of which are shaped by family dynamics and cultural traditions.
Marisol Torres Varela1
orcid.org/0009-0002-5034-8120
Isabel Rodrigues Vilaverde2
orcid.org/0009-0006-3089-1029
Maria Manuela Amorim Cerqueira3
orcid.org/0000-0001-8118-5366
1 Mestrado. Enfermeira no Serviço de Medicina Interna
do Hospital Conde de Bertiandos da Unidade Local de
Saúde do Alto Minho (ULSAM), Viana dos Castelo,
Portugal.
2 Mestrado. Enfermeira na USF Modelo B Vale do
Lima, da Unidade Local de Saúde do Alto Minho
(ULSAM), Viana dos Castelo, Portugal.
3 Doutoramento. Professora Coordenadora na Escola
Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do
Castelo, Viana do Castelo, Portugal.
Autor de correspondência
Marisol Varela
E-mail: mtvarela3@hotmail.com
Recebido: 22.11.2024
Aceite: 30.05.2025
Editor
Paulo Seabra
Varela, M.
Artigo Original Qualitativo
Objective
To examine how parents perceive healthy eating during the preschool years.
Methods
This qualitative, exploratory study involved semi-structured interviews with 10 parents of preschool-aged children receiving care
at a Family Health Unit in Alto Minho, Portugal. Data were collected between December 2023 and January 2024. Content
analysis followed Bardin’s methodology, and all procedures were conducted in accordance with ethical and professional
standards. The study received approval from the Life and Health Sciences Ethics Committee.
Results
Parents underscored the importance of providing a balanced and varied diet, emphasizing the inclusion of vegetables, fruits,
milk, and dairy products, along with limiting sugar intake. Soup was frequently described as an effective strategy for ensuring
vegetable consumption. Still, several parents reported challenges in sustaining these practices on a daily basis, often citing barriers
such as children’s taste preferences, time constraints related to family routines, and inconsistent access to healthy foods.
Conclusion
While parents generally acknowledged the importance of healthy eating, their knowledge did not always translate into consistent
feeding practices. These findings highlight the need to strengthen parental food literacy and implement support strategies that
foster healthy food choices from early childhood.
Keywords
Healthy Diet; Parents; Child, Preschool; Qualitative Research.
Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / junho 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.388 / e00388
Introdução
A alimentação é entendida como um processo biológico e
cultural, que é traduzido pela escolha, preparação e
consumo de um ou mais alimentos. É a partir da
alimentação, que os seres vivos garantem a sobrevivência,
a reprodução e o equilíbrio do próprio organismo. Sempre
que os alimentos são ingeridos, absorvem-se nutrientes que
satisfazem as necessidades das pessoas assim como o bem-
estar emocional, psicológico e motor.1,2
A família representa-se como um sistema social primário
onde a criança se desenvolve, é cuidada e torna-se apta para
o convívio social. Tem uma enorme influência no conceito
individual de saúde e de doença, no sentido de autoestima
e de competência pessoal.6 É uma das principais
responsáveis pelo desenvolvimento, pela educação, pela
afetividade, pelo bem-estar, pela proteção e segurança da
criança. Detém um papel vital na formação de cada sujeito,
consiste no elo entre o mundo e a sociedade.7 Neste
sentido, é responsável pela formação do comportamento
alimentar da criança pois é no seio da mesma que se iniciam
as influências educativas que vão determinar todo o
processo de socialização alimentar, uma vez que é no
ambiente familiar que a criança conhece os alimentos, os
seus sabores e desenvolve as suas preferências.8
Vários são os estudos onde os autores referem o
funcionamento familiar como uma forte influência na
alimentação das crianças, assim como a importância do
meio ambiente no desenvolvimento humano e as figuras de
referência na modelagem dos comportamentos.
Estudos indicam que os primeiros cinco anos
correspondem a um período de rápido crescimento e
mudança física, bem como à formação de comportamentos
alimentares que podem estabelecer futuros padrões
dietéticos. Nestes anos iniciais, as crianças aprendem a
definir o que, quando e quanto comer, influenciadas pela
transmissão de crenças, atitudes e práticas culturais e
familiares em torno da alimentação. Assim, os pais e
cuidadores desempenham um papel crucial na estruturação
das primeiras experiências alimentares das crianças.9
Desde a gestação, o feto tem contacto com os sabores
dos alimentos através da alimentação materna, e, após o
nascimento, essa exposição continua pelo leite materno,
que reflete a dieta da mãe. A exposição precoce aos sabores
pode facilitar a aceitação, por parte do bebé, dos alimentos
consumidos pela mãe. Durante a transição para a
alimentação da família, as preferências alimentares das
crianças são influenciadas pelos alimentos disponíveis e
acessíveis, sendo também moldadas pelo exemplo e pela
familiaridade com os hábitos alimentares dos pais.9
Assim, se desejarmos que as crianças aprendam a gostar e a
comer alimentos saudáveis, como legumes, elas precisam
de várias experiências precoces, positivas com esses
alimentos, assim como de oportunidades para observar
outras pessoas a consumi-los. Deste modo, os pais têm um
papel essencial na definição dos alimentos com que os
filhos se familiarizam, desde aqueles armazenados em casa
até aos que são consumidos nas refeições em família ou
fora de casa.9
A infância, é considerada uma fase essencial para a
formação de hábitos alimentares e, a forma como a família
interage com as suas crianças durante as refeições é
fundamental para a formação desses mesmos hábitos. Essa
interação nos primeiros anos de vida, pode influenciar
positivamente ou negativamente na alimentação, uma vez
que as práticas e hábitos alimentares são aprendidos a partir
das vivências durante o nosso crescimento e
desenvolvimento. É nesta etapa da vida, que é formada a
personalidade e são estabelecidos padrões que serão a base
do comportamento da criança na idade adulta.10
A alimentação infantil é o resultado de vários fatores,
nomeadamente a aprendizagem que é facultada às crianças,
os hábitos incutidos pelos pais, as características pessoais
de cada criança assim como a disponibilidade parental para
a aquisição de alimentos.11
Os hábitos alimentares das crianças pré-escolares são
condicionados, maioritariamente determinados pelos pais,
embora as suas preferências influenciem, em parte, as
escolhas feitas pelos pais, e aquilo que a criança de facto
ingere, de entre o que lhe é oferecido aquando das
refeições.11
Sendo a alimentação uma das principais determinantes da
saúde de qualquer pessoa, esta deve merecer um cuidado
especial e permanente, incluindo a educação para uma
alimentação saudável, que se deve iniciar desde muito cedo.
Neste sentido, importa salientar a influência da alimentação
na saúde das pessoas que, em primeira instância, é também
influenciada pelos pais. Segundo Costa et al.12 em seu
estudo referem que durante a infância a família tem grande
responsabilidade, não só na oferta do alimento, mas
também na formação do comportamento alimentar da
criança, cabendo aos pais o papel de primeiros educadores
nutricionais.
Segundo a Teoria da Aprendizagem Social de Bandura, os
indivíduos aprendem por observação e imitação, sendo os
pais modelos fundamentais na formação dos hábitos
infantis. No contexto alimentar, as atitudes e práticas dos
cuidadores influenciam diretamente as preferências e
comportamentos das crianças em idade pré-escolar. A
disponibilidade de alimentos saudáveis e as interações
familiares durante as refeições são determinantes nesse
processo. Práticas inadequadas, como recompensas
alimentares ou imposições excessivas, podem ter impactos
negativos. Assim, compreender a perceção dos pais sobre a
alimentação saudável é essencial para promover estratégias
Varela, M.
Artigo Original Qualitativo
que incentivem hábitos alimentares positivos desde a
infância.23
Assim sendo, a saúde alimentar e um desenvolvimento
desejável na idade pré-escolar estão associados à influência
de diversos comportamentos e estilos de vida, que podem
ser ensinados e modificados.
Verificando através das evidencias cientificas, da nossa
prática clinica nos Cuidados de Saúde Primários e do
diagnóstico de situação realizado, que a área da saúde
alimentar nas crianças em idade pré-escolar é reconhecida
como um problema que exige atenção dos profissionais de
saúde, nomeadamente do enfermeiro especialista em saúde
familiar, pela influencia que os pais exercem na educação
alimentar das crianças em idade pré escolar colocamos a
seguinte questão de investigação “Qual a perceção dos pais
em relação a uma alimentação saudável em idade pré-
escolar? com o objetivo de compreender a perceção dos
pais sobre uma alimentação saudável em idade pré-escolar
e com intencionalidade de poder contribuir para as práticas
do enfermeiro de saúde familiar tendo em conta o ambiente
familiar, escolar e social.
Métodos
Face à questão de investigação e aos objetivos delineados,
este estudo insere-se no paradigma qualitativo, exploratório
e descritivo. Segue uma abordagem do tipo descritivo pois
pretende compreender e interpretar os factos sem interferir
nos mesmos. Além disso, possui um caráter exploratório,
pois visa, também, proporcionar maior familiaridade com
o problema, através da descoberta e explicitação de
realidades, com recurso a entrevistas com pessoas que
vivenciam a situação em análise. Este tipo de estudo visa
explorar e descrever as experiências pessoais, na ótica de
quem os vivencia.13 Assim sendo, com este estudo
pretendemos compreender a perceção dos pais sobre uma
alimentação saudável em idade pré-escolar.
Neste estudo, a seleção e descrição da população em análise
foram realizadas em conformidade com as diretrizes da
checklist COREQ (Consolidated Criteria for Reporting
Qualitative Research), assegurando transparência e rigor
metodológico na investigação qualitativa. Assim,
consideramos como participantes os pais de crianças em
idade pré-escolar, cujos filhos têm uma faixa etária
compreendida entre os 3 e os 5 anos e que frequentam a
Unidade de Saúde Familiar do Alto Minho, permitindo a
identificação dos sujeitos elegíveis para a investigação.
Consideramos apropriado direcionar este estudo para a
criança em idade pré-escolar, uma vez que o período dos 3
aos 5 anos representa uma fase crucial no desenvolvimento
de hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis que
perduram ao longo dos anos. Durante essa fase, é mais
propício adquirir comportamentos e hábitos de vida
saudáveis, os quais têm um impacto positivo na saúde e na
prevenção de doenças. Isso, facilita a continuidade desses
hábitos ao longo da vida adulta. Durante os primeiros cinco
anos de vida, ocorre um notável crescimento físico e social,
durante o qual são estabelecidos padrões alimentares que
influenciarão os hábitos de consumo no futuro. Durante os
3 e 5 anos de idade, a criança está numa fase de
desenvolvimento, aumentando sua autonomia e interação
social.
Atendendo a estes pressupostos, a seleção dos participantes
em estudo, seguiu uma metodologia não probabilística por
conveniência, com uma amostragem por seleção racional,
onde “uma escolha de sujeitos apresentando
caraterísticas típicas”,13 ou seja, pais de crianças em idade
pré-escolar.
Definimos como critérios de inclusão, os pais de crianças
em idade pré-escolar a frequentar as consultas de vigilância
de saúde na USF do Alto Minho e que aceitaram participar
no estudo, assinando o consentimento informado livre e
esclarecido. Como critérios de exclusão foram definidos:
crianças institucionalizadas e/ou com inscrição
esporádica;
pais que não dominam a língua portuguesa;
crianças com patologia crónica;
A verificação da saturação dos dados procedeu de forma
iterativa, através da análise contínua das entrevistas. Quando
se constatou que as entrevistas subsequentes o traziam
informações novas ou relevantes para o fenómeno em
estudo, considerou-se que a saturação dos dados estava
atingida, confirmando que o número de 10 participantes era
suficiente para a investigação.
Desta forma, com o propósito de melhor conhecer os
participantes do estudo, foram recolhidos e analisados os
dados sociodemográficos dos pais, bem como alguns dados
referentes às crianças. Foram utilizadas variáveis
sociodemográficas para caracterizar, de forma abrangente,
o perfil dos participantes. Assim, recolheram-se dados
relativos à idade, género, grau de parentesco (mãe ou pai),
habilitações literárias, situação laboral, local de residência e
estado civil do responsável. Registou-se também a idade da
criança, o número de filhos e a existência de doença crónica
na criança. Estas variáveis contribuíram para a
contextualização dos resultados e permitiram uma análise
mais aprofundada das perceções dos participantes no
estudo.
Para facilitar a interpretação dos resultados, esses dados
foram tratados estatisticamente e apresentados através de
gráficos com a respetiva análise descritiva.
Após a definição da problemática e dos participantes a
investigar, torna-se necessário decidir qual o método de
recolha de informação mais apropriado. Na escolha do
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instrumento de recolha de dados optamos pela entrevista
semiestruturada, também designada por entrevistas semi-
dirigidas, com plano, com guia, com esquema ou
focalizadas.14
Foi realizado um teste piloto aplicado a uma família (pais)
de uma criança em idade pré-escolar. A implementação do
teste piloto é uma forma de validar a eficácia da entrevista
e corrigir eventuais lacunas.13 Neste “guião de entrevista”
não foram verificadas dificuldades na interpretação da
pergunta nem na elaboração da resposta e não foram
necessários ajustes, mantendo-se a versão inicial do guião.
O guião da entrevista foi composto por duas partes. A
primeira incluiu nove perguntas fechadas destinadas à
caracterização sociodemográfica dos participantes. A
segunda parte consistiu numa entrevista semiestruturada,
com 12 questões abertas formuladas em função dos
objetivos da investigação, permitindo uma exploração
aprofundada das perceções dos participantes.
No presente artigo, analisa-se uma questão específica do
guião, inserida na área temática em estudo, uma vez que
este trabalho se foca numa dimensão particular da
investigação mais abrangente e que incide sobre a perceção
dos pais em relação a uma alimentação saudável para
crianças em idade pré-escolar. A pergunta em concreto
efetuada foi “O que defende para uma alimentação
saudável das crianças em idade pré-escolar?
As entrevistas aos pais das crianças decorreram durante os
meses de dezembro de 2023 e janeiro de 2024, tendo sido
realizadas na Unidade de Saúde Familiar do Alto Minho.
Estas entrevistas, agendadas previamente pelo enfermeiro
da USF em função da disponibilidade dos participantes,
tiveram uma duração aproximada de 10 minutos. No
momento da entrevista, foi explicado o teor do estudo,
garantindo a confidencialidade da informação prestada e
solicitada a assinatura do Consentimento Informado, livre
e esclarecido.
Durante a entrevista, os participantes foram convidados a
expressar de forma espontânea e livre os seus pensamentos,
emoções/sentimentos, assegurando-lhes o sigilo e dizendo-
lhe que podiam interromper a sua colaboração em qualquer
momento da entrevista, sem qualquer prejuízo ou
penalização.
As respostas das entrevistas foram verbais e gravadas em
formato áudio, mediante autorização prévia do
participante, um recurso que garantirá o registo de toda a
informação enunciada.
Após a realização das entrevistas, procedeu-se à transcrição
na íntegra dos conteúdos expressos, levando em
consideração pausas, expressões de sentimentos como
risos. Essa transcrição foi feita com a maior brevidade
possível para garantir o registo de todos os
comportamentos não-verbais. Tais comportamentos
incluem atitudes, expressões faciais, expressões corporais,
choro, risos, entre outros, que não podem ser capturados
em áudio, mas são aspetos importantes para os resultados
do estudo.
Neste contexto, destacaram-se as palavras que expressam
as informações fornecidas pelos entrevistados, as quais
foram submetidas a um rigoroso processo de codificação.
Para a análise dos dados, adotou-se a abordagem da análise
categórica temática, conforme delineada por Bardin.14
Assim, a análise de conteúdo das entrevistas efetuadas
seguiu de forma sistemática as diretrizes estabelecidas por
Bardin.14
Da análise de conteúdo das transcrições das entrevistas,
surgiram, categorias, revelando a perceção dos pais
relativamente a uma alimentação saudável das crianças em
idade pré-escolar.
Para a execução da presente investigação foi solicitado o
parecer para a implementação do projeto à Coordenadora
da USF, de seguida apresentado o projeto de investigação
ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde
do Alto Minho (ULSAM) para apreciação da Comissão de
Ética da ULSAM.
Resultados
Nos resultados deste estudo, começamos por apresentar a
caracterização da amostra, uma vez que compreender o
perfil dos participantes é essencial para a interpretação dos
dados recolhidos e a contextualização dos achados. Assim,
de seguida, apresentam-se os principais dados
sociodemográficos, nomeadamente no que diz respeito à
composição dos participantes. Observamos que os 10
participantes são do sexo feminino, sendo que todas eram
mães das crianças, representando 100% da população. A
idade das participantes situa-se entre os 31 e os 47 anos,
com uma média de 39 anos com desvio padrão de 4,8. A
distribuição etária revela que a maioria das inquiridas (40%)
se encontra na faixa dos 36-40 anos, seguindo-se o grupo
dos 31-35 anos, que representa 30% da amostra. As
restantes participantes distribuem-se pelos escalões etários
de 41-45 anos (20%) e 46-50 anos (10%). No que refere às
habilitações literárias, observamos que três pessoas são
possuidoras de ensino secundário, correspondendo a 30 %,
o mesmo para as licenciadas, sendo que as restantes quatro
possuem o ensino básico, duas com ciclo e outras duas
com o 2º ciclo.
Varela, M.
Artigo Original Qualitativo
No que concerne às profissões, verificamos uma grande
variedade, no entanto, verifica-se uma predominância na
área do têxtil, visto existirem duas costureiras, uma
brunideira e uma operária fabril correspondendo a 40 % da
população. Nove dos entrevistados estão empregados e um
(10 %) em situação de desemprego. Relativamente ao local
de residência, foram criadas três categorias, aldeia, vila e
cidade. Através da análise, verificamos que metade reside
na aldeia, quatro na vila e apenas uma referiu viver na
cidade. Em termos de estado civil, embora fossem criadas
4 categorias, concluímos que todas são casadas/união de
fato correspondendo por isso a 100 % da população.
Relativamente à idade média das crianças, esta situa-se nos
4,3 anos sendo que seis crianças têm 5 anos, três crianças
com 3 anos, uma com 4 anos. Quanto ao número de filhos
da população inquirida, verificamos que oito são mães de 2
filhos, sendo que uma é mãe de apenas um filho e a última
mãe de três filhos.
Diagrama 1. Perceção dos pais em relação a uma alimentação saudável das crianças em idade pré-escolar
A alimentação desempenha um papel crucial no
crescimento saudável das crianças, especialmente no
período pré-escolar. Nessa etapa de rápido
desenvolvimento, é essencial fornecer uma dieta
equilibrada para garantir o adequado desenvolvimento
físico e mental.15
No âmbito desta investigação, a perceção dos pais
relativamente a uma alimentação saudável em crianças pré-
escolares foi explorada e analisada, tendo emergido cinco
categorias principais: “ingestão de legumes; ingestão de
frutas; alimentação equilibrada e variada; restrição de
açúcares; e ingestão de leite e derivados” (diagrama 1). A
categoria “ingestão de legumes” obteve resposta de cinco
pais das quais apresentamos alguns exemplos:
P1 - (…) comer todos os legumes, a sopa, (...);
P2 - (…) comer sempre a sopa, tentar comer o saudável
possível (…);
P5 - (…) é tudo que tenha legumes, que ele come bastantes
legumes (…).
A “ingestão de frutas” foi referido por dois dos pais, da
seguinte forma:
P1 - (…) comer todos (…) a fruta, (…);
P3 - (…) mas comemos sempre (…) e depois uma
sobremesa, que normalmente é uma peça de fruta e ou (…).
A categoria que obteve maior número de respostas foi
“alimentação equilibrada e variada”, com seis pais a
identificar-se com este significado, apresentando-se alguns
dos enxertos:
P4 - (…) temos que incluir um bocado de todos os
alimentos, não é? o pode estar a comer sempre massa,
tem que comer arroz, tem que comer batata, tem que comer
legumes. Neste momento come sempre sopa, por exemplo,
ainda, em todas as refeições. Tem que ser variada (…);
P6 - (…) variado, saudável, não sei. Legumes, frutas,
comer tudo (…);
P8 - (…) de tudo um pouco (…);
P9 - (…) ele comer a sopa, a comida, o lanchezinho,
normalmente sou eu que envio para a escola, por isso eu é
que escolho aquilo que ele come. E basicamente é isso, a
fruta (…).
Apenas um dos pais fez referência abstenção de consumir
açúcares, integrando-se na categoria
“restrição de açucares”, com a seguinte narrativa:
Perceção dos pais em relação a uma alimentação saudável das crianças em
idade pré-escolar
Ingestão de legumes (n=5)
Ingestão de frutas (n=2)
Alimentação equilibrada e variada (n=6)
Restrição de açúcares (n=1)
Ingestão de leite e derivados (n=2)
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P2 - (…) sempre evitar os açúcares, (…) evitar gomas,
evitar chocolates, evitar essas coisas todas (…).
Relativamente á categoria “ ingestão de leite e derivados” é
admitida por dois dos pais:
P3 - (…) e depois uma sobremesa, que normalmente é
uma (…) e ou um iogurte (…);
P7 - (…) comer um iogurte, um bocadinho de queijo,
porque elas também gostam de queijo (…).
Discussão
As perceções dos pais sobre a alimentação saudável das
crianças em idade pré-escolar são um aspeto central a ser
estudado, pois influenciam diretamente as escolhas
alimentares e, consequentemente, o crescimento e
desenvolvimento infantil. O conhecimento parental sobre
nutrição desempenha um papel crucial na adoção de
hábitos alimentares saudáveis, sendo que a infância é um
período determinante para a formação de preferências
alimentares que podem perdurar ao longo da vida.16
Neste estudo, a maioria dos participantes destacou a
importância de “uma alimentação equilibrada e variada”,
evidenciando a necessidade de incluir diferentes grupos
alimentares na dieta das crianças. Esta perceção está em
linha com as recomendações da Dirão-Geral da Saúde
(DGS), que reforça a importância de uma alimentação
diversificada, equilibrada e completa para o adequado
crescimento e desenvolvimento infantil.5,15 Além disso, a
literatura indica que, apesar de os pais terem consciência da
importância de uma dieta variada, o conhecimento nem
sempre se traduz em práticas alimentares adequadas.12,18
A “ingestão de legumes” foi um dos aspetos mais
mencionados pelos pais, sendo a sopa apontada como uma
estratégia eficaz para incorporar estes alimentos na
alimentação infantil. De facto, estudos anteriores
demonstram que a sopa é amplamente utilizada pelas
famílias portuguesas para garantir o consumo de hortícolas,
mas questiona-se se esta prática estimula verdadeiramente
a aceitação de vegetais em outras formas.12,15 A DGS
recomenda que o consumo de legumes seja diversificado e
não se limite apenas à sopa, para evitar dependência
exclusiva deste formato na introdução de hortícolas na
dieta infantil.5,15 Além disso, a Organização Mundial da
Saúde (OMS) sublinha a importância da ingestão diária de
pelo menos 400g de frutas e hortícolas para garantir um
aporte adequado de micronutrientes e promover a saúde.3
Para além dos legumes, os pais referiram a importância do
consumo de frutas, leite e derivados, assim como a restrição
do consumo de açúcares. Apesar destes aspetos terem sido
menos mencionados do que os legumes, a literatura reforça
a sua relevância na alimentação infantil. O consumo regular
de frutas é essencial para fornecer fibras, vitaminas e
antioxidantes, contribuindo para a prevenção de doenças
crónicas.15,18 No entanto, estudos anteriores demonstram
que a ingestão de frutas e vegetais ainda está abaixo das
recomendações, sendo influenciada pela disponibilidade
dos alimentos em casa e pelo exemplo parental.12,20 Da
mesma forma, a ingestão de leite e derivados é importante
para garantir um adequado aporte de cálcio e outros
nutrientes essenciais ao desenvolvimento ósseo, mas a sua
aceitação varia consoante os hábitos familiares.5,15
No que diz respeito à restrição de açúcares, um dos pais
mencionou a sua importância, evidenciando uma
preocupação crescente com os efeitos adversos do
consumo excessivo, como o aumento do risco de cáries e
obesidade infantil. Esta preocupação é apoiada por estudos
que demonstram que a ingestão excessiva de açúcares
adicionados está associada a uma maior prevalência de
doenças metabólicas e alterações no comportamento
alimentar das crianças.15,16,19 A OMS recomenda uma
redução do consumo de úcares para menos de 10% do
total da ingestão calórica diária, sendo preferível restringir
ainda mais para um máximo de 5%, sempre que possível.3
Embora a influência da família na formação dos hábitos
alimentares das crianças seja amplamente reconhecida,
ainda uma lacuna na investigação sobre os fatores que
determinam as decisões dos pais na aquisição de bens
alimentares no dia-a-dia.17 Os estudos mostram que o
conhecimento nutricional nem sempre se traduz
automaticamente em melhores escolhas alimentares. A
posse de informação não garante que esta seja aplicada na
prática, sobretudo quando os pais enfrentam desafios como
falta de tempo, influência da publicidade ou acesso limitado
a alimentos saudáveis.12 Contudo, evidências apontam que,
apesar das dificuldades, um maior conhecimento sobre
nutrição pode ter um impacto positivo na escolha de
alimentos mais saudáveis, nomeadamente no aumento do
consumo de frutas e vegetais.12,18
Estudos anteriores realizados em Portugal reforçam esta
perspetiva. Por exemplo, uma investigação que validou o
Questionário de Alimentação Infantil (QAI) com 559 pais
verificou que a maioria possuía um bom conhecimento
sobre alimentação infantil (52,1%), embora se tenham
identificado lacunas, especialmente entre os progenitores
do sexo masculino.12 Outro estudo realizado com 792 pais
de crianças em idade pré-escolar revelou que 51,9% tinham
bons conhecimentos sobre alimentação infantil, sendo as
mães quem demonstrava maior conhecimento nesta área.20
Estes resultados sugerem que, apesar de um nível razoável
de conhecimento, ainda margem para melhorar a
educação alimentar dos pais.
Dado que as crianças aprendem através da observação e
imitação, os pais desempenham um papel determinante na
definição dos hábitos alimentares dos seus filhos. Vários
Varela, M.
Artigo Original Qualitativo
estudos destacam que, para além do conhecimento, a
adoção de um estilo de vida saudável pelos próprios pais é
essencial para que os filhos adquiram hábitos alimentares
equilibrados e sustentáveis ao longo da vida.21,22) A
literatura reforça que a educação alimentar parental deve ser
uma prioridade em programas de promoção da saúde, para
garantir que os pais não só compreendam a importância da
alimentação saudável, mas também sejam capazes de a
aplicar no quotidiano familiar.12,15,16
Neste sentido, torna-se essencial que futuras investigações
aprofundem os fatores que influenciam as escolhas
alimentares dos pais e que se desenvolvam estratégias de
intervenção eficazes para melhorar a aplicação do
conhecimento nutricional no dia-a-dia. Investir na
formação dos pais e no apoio a práticas alimentares
saudáveis desde a infância pode ser uma abordagem
determinante na prevenção de problemas nutricionais e na
promoção da saúde das futuras gerações.
Conclusão
Este estudo permitiu compreender as perceções dos pais
sobre a alimentação saudável das crianças em idade pré-
escolar, destacando uma valorização da alimentação
equilibrada e variada, bem como a importância do consumo
de legumes, frutas, leite e derivados, e a necessidade de
restringir açúcares.
Verificou-se uma consciência generalizada quanto ao papel
determinante da alimentação no crescimento e
desenvolvimento infantil, traduzindo-se numa atitude
positiva face à promoção de hábitos alimentares saudáveis.
No entanto, os dados revelam também dificuldades na
implementação prática dessas orientações, relacionadas
com rotinas familiares, preferências das crianças e outros
desafios do quotidiano.
Com base nestas evidências, conclui-se que, apesar de uma
perceção favorável por parte dos pais, persistem obstáculos
à concretização plena de uma alimentação saudável no
contexto familiar. Estes resultados sublinham a
importância de desenvolver estratégias de apoio dirigidas às
famílias, que tenham em conta as suas realidades específicas
e promovam condições mais facilitadoras da adoção de
comportamentos alimentares benéficos desde a infância e
contribuindo para a saúde das crianças ao longo da vida.
O presente estudo apresenta como principal limitação o
facto de se tratar de uma investigação de natureza
qualitativa, o que não permite a generalização dos
resultados. As conclusões obtidas aplicam-se
exclusivamente ao contexto específico analisado, não sendo
diretamente transferíveis para outras realidades ou
populações.
Durante a elaboração da revisão da literatura, procedeu-se
a uma pesquisa exaustiva em bases de dados especializadas,
procurando identificar publicações dos últimos cinco anos.
No entanto, constatou-se que, no âmbito do tema em
estudo, os contributos teóricos mais relevantes datam de
períodos anteriores. Este facto pode ser interpretado como
reflexo da maturidade e estabilidade dos pressupostos
teóricos que sustentam esta área de investigação, na qual os
conceitos fundamentais se têm mantido praticamente
inalterados ao longo do tempo. Assim, a utilização de
referências mais antigas revela-se justificada, na medida em
que estas obras constituem uma base robusta e amplamente
reconhecida para a compreensão do fenómeno em análise.
Tendo em conta as limitações considera-se pertinente o
alargamento da amostra a diferentes contextos geográficos
e socioculturais, de forma a permitir uma maior
generalização dos resultados. A adoção de metodologias
mistas poderá complementar a profundidade da abordagem
qualitativa com uma análise quantitativa mais alargada.
Sugere-se ainda a inclusão das perspetivas de outros
intervenientes, como crianças e profissionais de educação,
bem como a realização de estudos longitudinais que
permitam acompanhar a evolução das perceções ao longo
do tempo. Por fim, reforça-se a importância de continuar a
acompanhar a produção científica nesta área, de forma a
integrar contributos teóricos e empíricos mais recentes, que
possam atualizar e aprofundar a compreensão do
fenómeno em estudo.
Autoria e Contribuições
MV: Conceção e desenho do estudo; recolha de dados;
análise e interpretação dos dados; redação e revisão do
manuscrito; aprovação da versão final e assunção de
responsabilidade.
IV: Conceção do desenho do estudo; recolha de dados;
aprovação da versão final e assunção de responsabilidade.
MC: Orientação na: conceção e desenho do estudo; análise
e interpretação dos dados; revisão crítica do manuscrito;
aprovação da versão final e assunção de responsabilidade.
Conflitos de interesse e Financiamento
Nenhum conflito de interesses foi declarado pelas autoras.
Agradecimentos
As autoras agradecem a todos os participantes deste estudo
e à ULSAM, em particular a USF que possibilitou a
realização do mesmo.
Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / junho 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.388 / e00388
Fontes de apoio / Financiamento
O estudo o foi objeto de financiamento por nenhum
órgão de fomento.
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