Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / março 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.407 / e00407
Artigo Original Quantitativo)
How to cite this article: Macêdo T, Nascimento M, Palmeira C, Lordello G, Gama G. Physical activity
among university students before and during the COVID-19 pandemic. Pensar Enf [Internet]. 2025 Mar;
29(1): e00407. Available from: https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29i1.407
Physical activity among university students before
and during the COVID-19 pandemic
Resumo
Introdução
A pandemia da COVID-19 influenciou o quotidiano da população, com destaque para os
estudantes universitários. Mudanças na modalidade do ensino impactaram de forma
significativa no estilo de vida dos universitários, ocasionando uma alteração na prática
regular de atividade física.
Objetivo
Comparar a prática de atividade física realizada por estudantes universitários antes e
durante a pandemia da COVID-19.
Métodos
Pesquisa transversal com 185 estudantes numa universidade privada, em Salvador/Ba.
Realizou-se a coleta em 2022, com instrumento eletrônico na plataforma de Red-Cap®. Foi
enviado pelo e-mail um link individual do formulário da pesquisa para os estudantes
matriculados. Os dados referem a caracterização sociodemográfica, acadêmica, e dos
hábitos de vida, como a prática de atividade física. Análises de estatística descritiva foram
realizadas no software SPSS.
Resultados
Maioria dos universitários foram mulheres (78,9%), raça/cor branca (44,9%), e dia de
idade 23,4 anos (dp ± 6,31). Houve maior participação dos estudantes do 1º ao 4º semestre
(53,6%), e matriculados no curso de Medicina (27,0%). Antes e durante a pandemia, os
estudantes mantiveram a média de 4 dias/semana na prática de atividade física. Porém a
média do tempo reduziu, sendo antes 76min, e durante a pandemia 65 min. A musculação
e academia eram as atividades mais frequentes antes, enquanto durante a pandemia houve
predomínio da musculação, corrida e exercícios em casa. Com relação ao tempo, os
estudantes menos ativos durante a pandemia eram do curso de Fisioterapia.
Conclusão
Os universitários reduziram a média do tempo da prática de atividade física durante o
período pandémico da COVID-19, mesmo com uma diversificação da modalidade de
exercício buscando manter uma prática regular de atividade física.
Palavras-chave
Prática de atividade física; COVID-19; Estudantes universitários; Estilo de vida.
Abstract
Introduction
The COVID-19 pandemic affected daily life worldwide, with university students being
particularly impacted. Changes in teaching modalities significantly influenced students’
lifestyles, leading to alterations in regular physical activity participation.
Objective
To compare the physical activity patterns of university students before and during the
COVID-19 pandemic.
Tássia Teles Santana de Macêdo1
orcid.org/0000-0003-2423-9844
Marla Vitória Santos Nascimento2
orcid.org/0009-0009-1136-2465
Cátia Suely Palmeira3
orcid.org/0000-0001-6328-8118
Gleide Glícia Gama Lordello4
orcid.org/0000-0002-9915-8961
Glícia Gleide Gonçalves Gama5
orcid.org/0000-0002-0221-0453
1Doutoramento. Enfermeira do Centre Hospitalier
Universitaire de Québec - Université de Laval e
Professora Adjunta da Escola Bahiana de Medicina e
Saúde Pública (EBMSP), Salvador, Brasil.
2Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem,
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP),
Salvador, Brasil.
3Doutoramento. Professora Adjunta da Escola
Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP),
Salvador, Brasil.
4Mestre. Professora Adjunta da União Metropolitana
de Educação e Cultura (UNIME) e da Escola Bahiana
de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), Salvador,
Brasil.
5Doutoramento. Chefe da Unidade de Clínica Médica
COM-HUPES da Universidade Federal da Bahia e
Professora Adjunta da Escola Bahiana de Medicina e
Saúde Pública (EBMSP), Salvador, Brasil.
Corresponding author:
Tassia Macedo
E-mail: tassiamacedo@bahiana.edu.br
Recebido: 16 dez 2024
Aceite: 07 mar 2025
Editor: Paulo Seabra
Macêdo, T.
Artigo Original Quantitativo
Methods
We conducted a cross-sectional study with 185 students from a private university in Salvador, Bahia, Brazil. Data collection
took place in 2022 using an electronic survey hosted on the RedCap® platform. We sent a unique survey link via email to enrolled
students. The data encompassed sociodemographic and academic characteristics, as well as lifestyle habits, including physical
activity. Descriptive statistical analyses were performed using SPSS software.
Results
The majority of participants were women (78.9%), identified as White (44.9%), with a mean age of 23.4 years (SD ± 6.31). Most
students were in their first to fourth semester (53.6%), and the most common degree program was medicine (27.0%). The
students maintained an average of four days per week of physical activity both before and during the pandemic. However, the
mean duration of physical activity decreased from 76 minutes pre-pandemic to 65 minutes during the pandemic. Strength
training and gym workouts were the most common activities before the pandemic, whereas strength training, running, and home
exercises predominated during the pandemic. Physiotherapy students were the least active group during the pandemic.
Conclusion
Despite efforts to diversify exercise modalities to sustain regular physical activity, university students experienced a reduction
in the average duration of physical activity during the COVID-19 pandemic.
Keywords
Physical activity; COVID-19; University students; Lifestyle.
Introdução
O ingresso na universidade exige dos estudantes uma
adaptação a diversas rotinas e atividades relacionadas às
demandas do curso superior, o que pode requerer uma
reorganização do quotidiano.1 Essa nova dinâmica pode
gerar uma série de mudanças tais como financeiras, nos
relacionamentos interpessoais, e na gestão do tempo.2
Assim, equilibrar a distribuição das tarefas diárias
relacionadas à vida acadêmica com as atividades de lazer,
como a prática de atividade física, pode ajudar a evitar o
desgaste mental e físico vivido por muitos jovens nessa fase
de vida.3
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a
atividade física é qualquer movimento do corpo realizado
por músculos esqueléticos, que resulta em consumo de
energia, variando em intensidade e duração.4,5 A
recomendação ideal de prática regular de atividade física de
intensidade moderada ou vigorosa por semana é de pelo
menos 150 a 300 minutos.4,5 A principal diferença entre as
intensidades está no tempo e no esforço do seu
desenvolvimento, o que leva o maior ou menor gasto de
energia. 6
No entanto, as estatísticas mundiais mostram que um em
cada quatro adultos não praticam atividade física
recomendada pelas diretrizes internacionais7,8 e dentre os
países com o menor índice global de prática de atividade
física, o Brasil lidera o ranking.9
Dados alarmantes mostram que quase a metade a população
adulta brasileira, ou seja, 48,2%, não prática o nível atividade
física regularmente.10 E esse percentual foi ainda maior
durante o período pandémico, diante da necessidade de
confinamento social para a prevenção da transmissão da
COVID-19, houve uma redução ainda maior nos níveis de
atividade física quando comparado com o período pré-
pandemia.11,12
No sentido de conter o avanço e disseminação do novo
subtipo de síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV)
humana, diversas foram as medidas sanitárias implantadas,
como por exemplo: uso de máscaras, fechamento de todos
os parques públicos, centros desportivos e academias de
ginásio para evitar as possíveis aglomerações.13,14 Estas
medidas mudaram a rotina de atividade física da população,
pois diversos programas foram interrompidos e/ou
reduzidos13, levando as pessoas a apresentarem um estilo de
vida mais sedentário.15
No período pandémico o isolamento social influenciou
também em mudanças no quotidiano dos familiares, sendo
necessário realizar outras as atividades no dentro do
domicílio, dentre elas destacam-se: trabalho (teletrabalho),
ensino a distância, práticas de lazer e religiosas.16 Diante da
suspensão das atividades educacionais presenciais, a maioria
das instituições começaram a implementar o ensino a
distância, e essa realidade causou importantes mudanças
para os universitários na adaptação a essa nova rotina
acadêmica17, incluindo a aumento do sedentarismo e
aumento do tempo do uso de ecrã e utilização de
dispositivos eletrônicos.18 Reconhece-se que a prática
insuficiente de atividade física é um comportamento de risco
à saúde entre os estudantes universitários19 e medidas de
prevenção ao sedentarismo devem ser implementadas
durante a formação profissional.
Considerando a realidade das instituições de ensino superior
durante o período pandémico, que resultou no aumento do
tempo de ecrã, e na redução dos níveis de atividade física
devido à necessidade do isolamento social, acarretando os
malefícios do sedentarismo a saúde, este estudo tem como
objetivo comparar a prática de atividade física realizada por
estudantes universitários antes e durante a pandemia da
COVID-19.
Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / março 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.407 / e00407
Método
Trata-se de um estudo de corte transversal, analítico,
realizado com estudantes universitários de uma instituição
de ensino superior (IES) privada, localizada em Salvador-
Bahia, Brasil. Os dados deste estudo fazem parte do projeto
matriz intitulado "Impacto da pandemia de COVID-19 no
estilo de vida e no risco cardiovascular de estudantes
universitários”, realizado em 2022.
Todos os estudantes universitários com idade superior a 18
anos, matriculados (ativos durante o período de coleta de
dados) nos sete cursos de graduação oferecidos pela
instituição, foram convidados a participar de forma
voluntária da pesquisa. Assim, considera-se a seleção da
amostra de conveniência.
A coleta de dados teve duração de 6 meses, e aconteceu por
meio de instrumento eletrônico elaborado na plataforma de
Red-Cap® (Research Eletronic Data Capture). O uso da
plataforma eletrônica Red-Cap® se configura uma
importante vantagem quanto à rapidez de visualização das
informações coletadas, sistematização dos achados da
pesquisa e economia de despesas relativas aos insumos da
pesquisa.20
Um link individual foi gerado on-line para manter o
anonimato de cada participante. Após a aprovação pelo
comitê de ética, o link da pesquisa foi enviado aos
estudantes por e-mail institucional. Nele, os estudantes
foram informados sobre o objetivo do estudo, os
resultados esperados, os riscos e benefícios, além da
apresentação do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (TCLE), que os estudantes assinaram on-line
para concordar com a participação na pesquisa.
Os dados coletados por meio do formulário on-line,
continha questões relativas aos aspectos
sociodemográficos, acadêmicos, clínicos, e dos hábitos de
vida, que inclui a prática de atividade física antes e durante
a pandemia da COVID-19. As variáveis referentes aos
dados da prática de atividade física analisadas neste estudo
são: frequência semanal da prática de atividade física e o
tempo dedicado a essa atividade.
As respostas dos formulários on-line foram exportadas do
Red-Cap® para o software SPSS e R, para o tratamento e
geração dos resultados através das análises de estatística
simples e descritiva. As variáveis categóricas foram
expressas em valores absolutos e percentuais n (%) e as
variáveis contínuas, com distribuição normal, expressas em
média e desvio-padrão (±DP).
E para analisar as diferenças entre os dias e tempo da
prática de atividade física antes e durante a pandemia com
os subgrupos das variáveis sociodemográficas, acadêmicas,
foi utilizado o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis
considerando um nível de significância de 5%.
O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado nesta pesquisa para
comparar as médias de dias e tempo (variáveis contínuas)
para os diferentes grupos de estudantes. 21
Este estudo foi executado de acordo com a Resolução
466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Seguindo também o ofício circular 2/2021 que serve como
esclarecimento da pesquisa virtual. O projeto foi aprovado
pelo do Comité de Ética no dia 01 de outubro de 2022, cujo
o número do Parecer: 5.677.887.
Resultados
Neste estudo participaram 185 estudantes de graduação em
saúde, sendo a sua maioria do sexo feminino (78,9%,
n=146), de raça/cor branca (44,9%, n=83), no grupo etário
entre 18-23 anos (73,50%, n=136), sendo a média de idade
de 23,4 (dp±6,3). Com relação às variáveis acadêmicas,
houve maior frequência no e 3º semestre (14,1%, n=26),
os cursos com maior participação são os estudantes de
Medicina (27%, n=50), seguido de Enfermagem (23,2%,
n=43) e Ciências Biomédicas (14,5%, n=27), como
demonstrado na tabela 1.
Ainda na tabela 1, de acordo com as variáveis clínicas, um
maior número de estudantes relatou não possuir histórico
de diagnóstico de hipertensão arterial (95,7%, n= 117) e
diabetes mellitus (99,5%, n=184). Quanto a classificação do
IMC (índice de massa corporal), apesar da maioria dos
estudantes apresentar peso normal (55,7%, n=103), mais de
1/3 foram classificados com excesso de peso (21,1%,
n=39), em diferentes graus de obesidade I (8,7%, n=18),
obesidade II (1,6%, n=3) e obesidade III (1,1%, n=2).
Tabela 1 Dados sociodemográficos, acadêmicos e clínicos dos estudantes numa Instituição de Ensino Superior (IES)
privada, Salvador, Brasil. 2022 (n=185)
Variáveis
N
%
Sexo
Feminino
146
78,9
Masculino
39
21,1
Idade
18 23 anos
136
73,5
>= 24 anos
49
26,5
Raça/cor
Branca
83
44,9
Preta
31
16,8
Parda
69
37,3
Amarela
2
1,1
Semestre em curso
1º semestre
26
14,1
2º semestre
23
12,4
3º semestre
26
14,1
4º semestre
24
13,0
5º semestre
25
13,5
Macêdo, T.
Artigo Original Quantitativo
6º semestre
21
11,4
7º semestre
11
5,9
8º semestre
13
7,0
9º semestre
8
4,3
10º semestre
3
1,6
11º semestre
1
0,5
12º semestre
4
2,2
Curso universitário
Medicina
50
27,0
Enfermagem
43
23,2
Fisioterapia
21
11,4
Ciências Biomédicas
27
14,6
Psicologia
16
8,6
Ciências do Desporto
14
7,6
Medicina Dentária
14
7,6
Classificação IMC
Baixo Peso
20
10,8
Peso normal
103
55,7
Excesso de peso
39
21,1
Obesidade Tipo 1
18
9,7
Obesidade Tipo 2
3
1,6
Obesidade Tipo 3
2
1,1
Diagnóstico de Hipertensão arterial
Sim
8
4,3
Não
177
95,7
Diagnóstico de Diabetes Mellitus
Sim
1
0,5
Não
184
99,5
Fonte: Autoria própria
Com relação à prática de atividade física, dos 185
participantes deste estudo, 114 (61,6%) afirmaram realizar
atividade física antes da pandemia, enquanto 97 (52,4%)
dos estudantes a praticaram durante este período de
emergência pandêmica. A média de dias e tempo dedicados
à atividade física pelos estudantes diminuiu durante a
pandemia em comparação ao período anterior (Tabela 2).
Em outras palavras, durante o período pandémico, os
estudantes praticavam atividade física em média 4,0 dias
por semana, com uma duração média de 65 minutos por
dia, enquanto antes da pandemia a média era de 4,7 dias por
semana e 76 minutos por dia (Tabela 2).
Tabela 2 Média de dias e tempo gasto na prática de atividade física antes e durante a pandemia numa Instituição de Ensino
Superior (IES) privada, Salvador, Brasil. 2022 (n=185)
Prática de atividade física
Variável
Antes da pandemia
Média (DP)
Durante a
pandemia
Média (DP)
Dias de prática
4,07 (1,443)
4,03 (1,365)
Tempo de prática
76,18 (28,954)
65,05 (42,644)
Fonte: Autoria própria
Legenda: *Número de estudantes antes (114), número de estudantes durante (97).
No que se refere à prática de atividade física estratificada
por curso de graduação, nota-se que os estudantes do curso
de Ciências do Desporto, seguidos pelos de Medicina
Dentária e Enfermagem apresentaram uma maior média de
tempo e dias por semana dedicados à prática de atividade
física antes da pandemia, quando comparados com os
estudantes dos demais cursos. Porém, ao analisar essa
prática de atividade durante a pandemia, percebe-se uma
queda no tempo e um aumento discreto na média de dias
por semana, com destaque para o curso de Medicina
Dentária e Enfermagem, que se mantiveram com as
maiores médias (Tabela 3).
Encontrou-se diferença estatisticamente significante
somente no período antes da pandemia na média dos dias
dedicados à prática de atividade física entre os cursos
universitários (Tabela 3).
Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / março 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.407 / e00407
Tabela 3 Média de dias e tempo da prática de atividade física antes e durante a pandemia numa Instituição de Ensino Superior
privada, segundo o curso universitário, Salvador, Brasil. 2022 (N=185)
Variável
Antes da Pandemia
(N=114)
Durante da Pandemia
(N=97)
Curso universitário
Média
dias
(DP)
p-
valor
Média do tempo
(minutos)
(DP)
p-valor
Média dias
(DP)
p-
valor
Média do
tempo (minutos)
(DP)
p-
valor
Ciências do Desporto
4,9(1,1)
0,25
96,9(32,7)a,b,c,d
0,04**
4,1(1,3)
0,65
79,2(56,3)
0,23
Medicina Dentária
4,3(1,9)
88,8(30,9)
4,6(1.3)
85,0(87,9)
Enfermagem
4,3(1,3)
67,9(25,4) a
4,3(1,3)
65,7(39,6)
Fisioterapia
4,0(1,0)
70,0(24,9) c
4,1(1,0)
47,3(20,9)
Medicina
4,0(1,3)
71,5(25,6) b
3,8(1,5)
56,2(24,2)
Ciências Biomédicas
3,8(1,8)
83,9(38,0)
4,2(1,1)
73,5(33,5)
Psicologia
3,5(1,6)
70,8(19,3) d
3,4(1,7)
72,1(48,2)
Fonte: Autoria própria
Legenda: Teste Kruskal-Wallis com significância estatística <0,05. Letras iguais = diferença estatisticamente significante (p < 0,05)
Discussão
O presente estudo buscou comparar a prática de atividade
física realizada pelos estudantes universitários antes e
durante a pandemia da COVID-19. Com relação aos dados
demográficos, observou-se um predomínio de estudantes
jovens, e em sua maioria do sexo feminino, sendo um perfil
presente em estudos anteriores realizados com a população
universitária.22 Quanto ao termo raça, a questão conceitual
é complexa, por envolver também cor e etnia, mas de
grande relevância diante do locus do estudo. No estudo atual
a maioria dos estudantes se autodeclarou como branca,
tendo uma maior frequência entre os universitários do
curso de Medicina, apesar do Censo de 2022, realizado pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
indicar que a cidade de Salvador apresenta a maior
concentração de afrodescendentes do Brasil.23 Outra
pesquisa com universitários de Medicina corrobora com os
resultados desta pesquisa atual.24 A predominância de
estudantes de raça/cor branca neste estudo pode ser
atribuída, em parte, ao maior acesso histórico de indivíduos
brancos às instituições de ensino superior privadas. Este
fenômeno reflete desigualdades socioeconômicas e
estruturais que afetam o acesso à educação superior na
Bahia, e no Brasil. Em contrapartida, o governo federal
implantou em 2012 o sistema de cotas aos/às negros/as
para garantir maior democratização do acesso às vagas, a
universidade pública. 25
Com relação à rotina universitária, nota-se que esta exige
dos estudantes a disponibilidade de realizar as atividades
curriculares e extraclasses em diferentes horários durante a
formação, e a extensa carga horária nas disciplinas aliada ao
cronograma de estudos podem influenciar na qualidade do
tempo investido na prática de atividade física.26 Sabe-se que
a inatividade física, caracterizada pela ausência de atividades
corporais, é considerada como um fator predisponente
importante para o excesso de peso5 e, embora a maioria dos
estudantes deste estudo apresentarem peso normal,
pesquisas com universitários apontam a prevalência de
excesso de peso entre os estudantes de graduação.15,26
Neste estudo durante o período pandémico, os estudantes
praticavam atividade física com uma duração dia de 65
minutos por dia, enquanto antes da pandemia a média foi
76 minutos por dia corroborando com as recomendações
da OMS.4,5,27 Porém essa realidade foi diferente em outras
populações, como por exemplo, os resultados da Pesquisa
Canadense de Saúde Comunitária (The Canadian Community
Health Survey), mostram o impacto considerável da
pandemia na prática de atividade física dos canadenses,
tendo uma queda de 14 pontos percentuais, passando 51%
(em 2018 pré-pandemia) para 37% (2020 durante a
pandemia) dos jovens que cumpriam a recomendação de
atividade física.28 Outra pesquisa de base populacional
revelou que a contagem média de passos no período da
pandemia foi significativamente menor para todos os 200
países e territórios participantes, em comparação com o
mesmo período pré-pandemia (p<0 001).29
Os impactos da pandemia de COVID-19 também afetaram
a rotina dos estudantes universitários em todo o mundo,1,30
os estudantes universitários enfrentaram desafios
relacionados à saúde física, com o ganho de peso e
diminuição da aptidão física, bem como na saúde mental,
com o aumento do estresse e da ansiedade ao se adaptar ao
ensino a distância.3,15 Como mostrou LEITÃO et al.31, em
sua pesquisa envolvendo 115 acadêmicos brasileiros, que
durante a pandemia houve uma redução na quantidade
diária de tempo dedicado aos exercícios, com uma
preferência por sessões de exercícios mais curtas.31 Outro
estudo com 320 alunos de Medicina mostrou que 46,6%
dos estudantes desenvolveram ou exacerbaram os sintomas
de transtorno de ansiedade, como preocupação excessiva,
dificuldade de concentração e níveis elevados de stresse,
durante a pandemia, enquanto 24% aumentaram o
consumo de substâncias psicoativas, como álcool, drogas e
tabaco; ao mesmo tempo, houve uma diminuição de 20%
na frequência da prática de atividade física.32
Em relação à recomendação semanal de atividade física,
neste estudo os universitários relataram realizar e manter a
quantidade mínima recomendada, praticando em média de
4,0 dias por semana e 65 minutos por dia, tanto antes como
durante a pandemia. Uma possível explicação para tal
cenário pode ser área de conhecimento dos universitários,
como mostrou SARAIVA et al.33 em seu estudo, onde a
maioria dos estudantes que atingiram o mínimo das
recomendações semanais para atividade física pertenciam
ao campo da saúde, quando comparados aos outros cursos
universitários. Desta forma, a aquisição de conhecimento e
Macêdo, T.
Artigo Original Quantitativo
informações durante a formação em saúde pode favorecer
a propagação dos benefícios sobre hábitos saudáveis.33
Quanto à população universitária, estudos confirmam uma
mudança significativa no nível de atividade física antes e
durante a pandemia.34-36 Estudo conduzido com estudantes
de Medicina da Itália relevou que 90% dos alunos (1º -
ano) passavam, em média, mais de 6 horas por dia sentados
durante o lockdown, sendo que os estudantes do último ano,
ou ano, tinham, em média, 8 horas por dia sentados antes
do confinamento e 10 horas por dia durante esse período.
Além disso, observou-se que a maioria dos universitários
relatou uma redução na atividade física devido à menor
quantidade de caminhadas e movimentos diários (65%), à
impossibilidade de acesso a instalações desportivas ou à
falta de equipamentos de ginásio (51%).34 Resultados
semelhantes também foram encontrados com 857
universitários matriculados em instituições de ensino
superior de Montes Claros-Minas Gerais, os quais
apresentaram uma redução de 56,8% na prática de atividade
física durante a pandemia.36
Com relação aos anos de formação universitária, pode-se
destacar que ao avançar os semestres também mudanças
de hábitos e estilos de vida entre os estudantes37 dentre elas
a prática atividade física, a qual pode ser modificada em sua
qualidade e quantidade.19 Um estudo com universitários de
graduação em Fisioterapia mostrou que os estudantes nos
anos finais da graduação tinham um nível de atividade física
mais baixo em comparação com os dos primeiros anos.38
Tendo em vista que este estudo foi realizado com
universitários, futuros profissionais de saúde, estratégias de
promoção à saúde universitária devem ser implementadas
para ajudar os universitários a manterem o nível nimo
recomendado de prática de atividade física diária, mesmo
em tempos de confinamento epidêmico e/ou emergências
sanitárias.
Conclusão
Os estudantes universitários de saúde reduziram a
frequência do tempo da prática de atividade física durante
o período pandémico da COVID-19, mesmo com uma
diversificação da modalidade de exercício buscando manter
uma prática regular de atividade física. Nota-se que, durante
uma emergência de saúde pública observou-se uma grande
quantidade de atividades de trabalho e/ou estudo de forma
remota, aumentando o tempo de ecrã e essas adaptações
foram realizadas pelos jovens estudantes. Assim, os
resultados dessa pesquisa podem mobilizar a Universidade
para implementar estratégias coletivas e individuais
considerando o bem-estar físico e mental dos estudantes,
direcionadas para mudanças saudáveis nos modos de viver
dos universitários, mesmo em momentos de emergência
pandêmica. Desta forma, pesquisas no campo da saúde
pública e mental com os estudantes devem ser
implementadas para avaliar os impactos a disposição dos
universitários em praticar atividades durante a pandemia.
Ao interpretar os resultados do estudo atual, algumas
limitações podem ser observadas. Em primeiro lugar, esta
pesquisa é de natureza auto-referida dos dados, com
perguntas de cunho recordatório, sendo fortemente
influenciada pelo potencial viés de memória. Outra
limitação deste estudo foi o tipo de amostragem por
conveniência, pois os participantes selecionados não são
representativos da população de universitários como um
todo. Assim, estudos futuros devem ser capazes de
considerar amostras maiores e diferentes cursos ou áreas de
formação, para além da saúde. Apesar dessas limitações,
nossos achados têm importantes implicações clínicas e
sociais.
Contribuições autorais
Macêdo T: Desenho do estudo; Coleta de dados; Análise e
interpretação de dados; Obtenção de financiamento;
Redação do manuscrito; Revisão crítica do manuscrito;
Aprovação da versão final do manuscrito;
Nascimento M: Desenho do estudo; Coleta de dados;
Análise e interpretação de dados; Redação do manuscrito;
Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão final do
manuscrito;
Palmeira C: Desenho do estudo; Coleta de dados; Análise e
interpretação de dados; Redação do manuscrito; Revisão
crítica do manuscrito; Aprovação da versão final do
manuscrito;
Lordello G: Desenho do estudo; Coleta de dados; Análise e
interpretação de dados; Redação do manuscrito; Revisão
crítica do manuscrito; Aprovação da versão final do
manuscrito;
Gama G: Desenho do estudo; Coleta de dados; Análise e
interpretação de dados; Redação do manuscrito; Revisão
crítica do manuscrito; Aprovação da versão final do
manuscrito.
Conflitos de interesse e Financiamento
Nenhum conflito de interesse foi declarado pelas autoras.
Agradecimentos
Este estudo teve o suporte da bolsa de iniciação científica
do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica
(PIBIC) da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
Fontes de apoio/financiamento
As autoras agradecem à Escola Bahiana de Medicina e
Saúde Pública que propiciou uma bolsa de
iniciação científica do Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação Científica (PIBIC) para o
desenvolvimento deste projeto bem como pela
disponibilização da ferramenta Red-Cap®, essencial para
a coleta e gerenciamento dos dados da pesquisa.
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