Pensar Enfermagem / v.29 n.Sup / jan-dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29iSup.428 / e00428
Artigo Teórico
Como citar este artigo: Santos N, Matias S, Pereira A, Pinto C, Oliveira R, Domingues S, Santos AC, Pestana
H, Nunes E, Lucas P. Os Enfermeiros Gestores como promotores da Literacia em Saúde alicerçada nos
Sistemas de Informação
. Pensar Enf [Internet]. 2025 Jan-Dez; 29(Sup): e00428. Available from
:
https://doi.org/10.7186
1/pensarenf.v29iSup.428.
Os Enfermeiros Gestores como promotores da
Literacia em Saúde alicerçada nos Sistemas de
Informação
Nurse Managers as Promoters of Health Literacy
Supported by Information Systems
Resumo
Introdução
A Literacia em Saúde, conceito multidimensional essencial à equidade e sustentabilidade
dos sistemas de saúde, capacita os cidadãos para decisões informadas e uso eficaz dos
serviços, superando barreiras socioculturais e económicas. Os enfermeiros gestores
desempenham um papel estratégico na sua promoção, integrando liderança com Sistemas
de Informação em Enfermagem padronizados. Este artigo propõe uma análise reflexiva
dessa articulação, com enfoque na promoção da Literacia em Saúde.
Objetivo
Analisar as competências do enfermeiro gestor e a sua interação com os Sistemas de
Informação em Enfermagem na promoção da Literacia em Saúde.
Métodos
Trata-se de uma reflexão teórica sustentada numa revisão narrativa da literatura. Foram
analisadas publicações recentes e referências clássicas, com enfoque na evolução dos
conceitos, integração tecnológica em saúde e práticas de gestão em enfermagem. A análise
organiza-se em quatro eixos temáticos, articulando fundamentos conceptuais com
implicações na prática.
Resultados
Os resultados obtidos indicam que a relação entre a Literacia em Saúde e os Sistemas de
Informação em Saúde tem um impacto significativo na segurança e qualidade dos cuidados.
O enfermeiro gestor emerge como um facilitador chave, utilizando os Sistemas de
Informação para promover a Literacia em Saúde, o que resulta na capacitação de
profissionais e cidadãos na gestão eficaz da informação. A integração destas dimensões
demonstraram ser cruciais para a melhoria das práticas clínicas, permitindo uma liderança
mais eficaz e uma tomada de decisão mais informada e baseada em dados.
Conclusão
A presente reflexão teórica evidencia o enfermeiro gestor na promoção da Literacia em
Saúde, ao articular competências de liderança, gestão estratégica da informação e utilização
eficaz dos Sistemas de Informação em Saúde. Esta abordagem integradora posiciona o
enfermeiro gestor como catalisador da capacitação do cidadão, contribuindo para uma
prática de cuidados equitativa, informada e sustentável. Ao propor um quadro conceptual
interdisciplinar, o estudo amplia a análise sobre a gestão em Enfermagem enquanto motor
de qualidade e empowerment na promoção da Literacia em Saúde.
Palavras-chave
Enfermagem; Pesquisa em Administração de Enfermagem; Letramento em Saúde; Sistemas
de Informação em Saúde; Política de Saúde.
Abstract
Nuno Santos1,2
https://orcid.org/0009-0002-2466-359X
Silvia Matias2,3,4
https://orcid.org/0009-0009-1348-8758
António Pereira2,5
https://orcid.org/0000-0002-9574-4760
Carolina Pinto6
https://orcid.org/0009-0006-0126-2987
Rafael Oliveira2,7
https://orcid.org/0009-0006-3828-846X
Sandra Domingues2,8
https://orcid.org/0000-0002-1501-5227
Ana Claúdia Santos7
https://orcid.org/0009-0008-5150-0335
Helena Pestana5
https://orcid.org/0000-0001-7804-2989
Elisabete Nunes2,4
https://orcid.org/0000-0001-7598-0670
Pedro Lucas2,4
https://orcid.org/0000-0002-2560-7306
1 Hospital da Luz de Lisboa, Lisboa, Portugal.
2 Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento
em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Lisboa,
Portugal.
3 Unidade Local de Saúde de Loures Odivelas, Lisboa,
Portugal.
4 Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa,
Portugal.
5 Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, Lisboa,
Portugal.
6 Unidade Local de Saúde de São José, Lisboa,
Portugal.
7 Hospital SAMS de Lisboa, Lisboa, Portugal.
8 Unidade Local de Saúde de Santa Maria, Lisboa,
Portugal.
Autor de correspondência
Nuno Santos
E-mail: n.santos@campus.esel.pt
Recebido: 08.03.2025
Aceite: 08.05.2025
Editor:
Marcelle Miranda da Silva
Santos, N.
Artigo Teórico
Introduction
Health literacy, a multidimensional concept essential to equity and the sustainability of healthcare systems, empowers individuals
to make informed decisions and use services effectively, overcoming sociocultural and economic barriers. Nurse managers play
a strategic role in its promotion by combining leadership with standardized nursing information systems. This article offers a
reflective analysis of this integration, with a particular focus on advancing health literacy.
Objective
To analyze the competencies of nurse managers and their interaction with nursing information systems in promoting health
literacy.
Methods
This is a theoretical reflection grounded in a narrative literature review. Recent publications and foundational works were
analyzed, emphasizing the evolution of concepts, technological integration in healthcare, and nursing management practices.
The analysis is structured around four thematic axes that link conceptual foundations with practical implications.
Results
Findings indicate that the relationship between health literacy and health information systems significantly affects the safety and
quality of care. Nurse managers emerge as key facilitators, leveraging information systems to promote health literacy, thereby
empowering both healthcare professionals and the public to manage health information more effectively. Integrating these
dimensions has proven essential for improving clinical practice, enabling more effective leadership and more data-informed
decision-making.
Conclusion
This theoretical reflection highlights the role of nurse managers in promoting health literacy by integrating leadership
competencies, strategic information management, and effective use of health information systems. This integrative approach
positions nurse managers as catalysts for citizen empowerment, contributing to equitable, informed, and sustainable care
practices. By proposing an interdisciplinary conceptual framework, the study expands the discussion of nursing management as
a driver of quality and empowerment in advancing health literacy.
Keywords
Nursing; Nursing Administration Research; Health Literacy; Health Information Systems; Health Policy.
Introdução
Embora tenha surgido como um neologismo voltado a
destacar a premente necessidade de alfabetização das
populações1, o conceito de Literacia em Saúde só foi apenas
consagrado como um pilar essencial da disciplina e da
prática da Enfermagem na primeira década do século XXI.
2,3 A Literacia em Saúde, considerada como um alicerce
para o bem-estar da população pela Organização Mundial
de Saúde 4, configura uma estratégia fulcral para superar as
fragilidades económicas, sociais, demográficas, culturais e
étnicas. 5,6,7
A evolução do conceito de Literacia em Saúde, que abrange
não só a capacidade de ler e interpretar informação, mas
também a aptidão para avaliar e aplicar conhecimentos
numa perspetiva prática, evidencia a importância de uma
abordagem integrada, que inclua dimensões cognitivas,
sociais e digitais.
As revoluções digitais ocorridas nas últimas décadas têm
redefinido de forma substancial a interação das pessoas
com o processo saúdedoença. 8 Atualmente, os sistemas
de saúde consagram o indivíduo como elemento ativo e
integrante das equipas de saúde, dotando-o de um papel
central no seu próprio percurso, através de decisões
fundamentadas e conscientes. 7, 9, 10
Neste cenário de transição, os enfermeiros de prática clínica
e os enfermeiros gestores posicionam-se como figuras-
chave na promoção da Literacia em Saúde, ao avaliarem os
níveis de conhecimento das pessoas e implementarem
intervenções que promovam a sua evolução. 10, 11 Urge, para
tal, a existência de um Sistemas de Informação em Saúde
que incorpore uma linguagem global, sistematizada e
uniforme. 8, 12, 13
A importância do enfermeiro gestor reside na sua
capacidade de integrar liderança, educação e gestão com os
Sistemas de Informação em Enfermagem, transformando-
os em ferramentas estratégicas para promover a Literacia
em Saúde. Ao facilitar o acesso à informação e apoiar
decisões autónomas e informadas, qualifica os cuidados,
reforça a equidade e posiciona a literacia como pilar da
gestão e inovação em saúde.
A capacitação em Literacia em Saúde é imperativa para
dotar os profissionais de competências especializadas,
conceber materiais pedagógicos ajustados e otimizar os
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Artigo Teórico
recursos disponíveis. 1416 Compete aos gestores de
Enfermagem promover um ambiente de prática de
Enfermagem favorável e assegurar os recursos necessários
à implementação de intervenções robustas. A liderança
proativa, aliada a estratégias integradas e inovadoras, é
determinante para reforçar a equidade, a eficácia e a
sustentabilidade dos sistemas de saúde, potenciando o
bem-estar e a qualidade de vida. 8
Contudo, desigualdades socioeconómicas e barreiras na
comunicação comprometem a eficácia das intervenções,
sobretudo em contextos com acesso limitado à informação
de qualidade. Aliado a isso, e embora os benefícios da
Literacia em Saúde sejam amplamente reconhecidos, existe
ainda escassez de investigações que articulem a importância
dos sistemas de informação com as competências dos
gestores de Enfermagem. 17
O seu contributo inovador reside na articulação entre a
evolução conceptual da Literacia em Saúde, o
desenvolvimento de Sistemas de Informação em Saúde
padronizados e as competências de gestão em
Enfermagem, oferecendo uma perspetiva integrada ainda
pouco explorada na literatura científica.
Métodos
O estudo é redigido pela seguinte questão de investigação:
Em que medida as competências dos enfermeiros gestores
e o uso de sistemas de informação em saúde potenciam a
Literacia em Saúde orientada para a pessoa?
Este estudo caracteriza-se por ser uma reflexão teórica,
alicerçada numa revisão narrativa da literatura.
Foram selecionados estudos publicados na sua maioria nos
últimos cinco anos, bem como referências que alicerçam o
desenvolvimento histórico e teórico dos conceitos em
análise, o que possibilitou a identificação de estudos que
abordaram a relação entre a integração de tecnologias em
saúde e a melhoria da Literacia em Saúde dos utilizadores
dos cuidados de saúde, bem como práticas inovadoras na
gestão dos serviços de Enfermagem. Assim, na presente
análise pretendeu-se articular os desafios e oportunidades
no contexto atual dos sistemas de saúde para o enfermeiro
gestor e qual o seu contributo para a melhoria da Literacia
em Saúde.
Para a obtenção compreensiva da resposta, o texto foi
dividido em quatro secções. Inicialmente, define-se e
contextualiza-se a Literacia em Saúde, evidenciando a sua
evolução e impacto; em seguida explora-se o papel dos
Sistemas de Informação em Saúde - terminologias,
plataformas eletrónicas e interoperabilidade; analisam-se as
competências da Gestão em Enfermagem e, por fim,
discutem-se os principais resultados, de forma crítica e
reflexiva e conforme as bases conceptuais.
Resultados
A Literacia em Saúde
No início deste capítulo, revela-se imperioso explorar os
conceitos e variáveis que alicerçam esta visão integradora,
com o propósito de traçar uma estratégia abrangente de
otimização dos cuidados e dos outcomes em saúde. 4 A
Literacia em Saúde assume-se como indicador de qualidade
e de eficácia, constituindo-se um determinante fulcral do
bem-estar populacional, promovendo competências para
aceder, avaliar e utilizar informação. 2, 18-23
Historicamente, e embora que o termo tenha sido
inicialmente cunhado pela Organização de Cooperação e de
Desenvolvimento Económico 24, foi apenas em 1974 que
Simonds introduziu a conjugação dos termos “educação” e
“saúde”, numa abordagem que pretendia evidenciar a
importância da educação para a saúde no contexto escolar.
25 A evolução deste conceito foi acompanhada pela
transição de um simples conjunto de competências básicas
para um conjunto robusto de ferramentas de empowerment.
A Literacia em Saúde pode ser conceptualizada como uma
relação dinâmica entre conhecimento e experiência prévia
em saúde, associando-se de forma intrínseca a diversos
fatores socioeconómicos e demográficos, incluindo idade,
género, etnia, nível de educação, rendimento, ocupação,
grau de instrução, competências linguísticas e
autopercepção da saúde. Estas variáveis condicionam
diferenças inter e intragrupais, influenciando de modo
determinante a capacidade de desenvolvimento e utilização
da Literacia em Saúde, assim como o acesso à informação
e serviços de saúde de qualidade. Este processo exige não
só a aquisição de conhecimentos, mas também o
desenvolvimento de competências pessoais e fundamentais
para a adoção de comportamentos saudáveis e
implementação de mudanças no estilo de vida. 20, 26 - 31
Em complementaridade, outros autores sublinham que a
Literacia em Saúde deve ser compreendida como a
capacidade de influenciar, envolver, educar e apoiar não só
os indivíduos, mas também organizações, comunidades,
profissionais de saúde, meios de comunicação e decisores
políticos. Esta abordagem holística visa potenciar as
competências necessárias para que as pessoas naveguem
eficazmente no sistema de saúde, contribuindo para a
redução das barreiras e a promoção de uma cultura de
prevenção. 32 - 37
Distinguem-se três níveis de Literacia em Saúde - funcional,
interativa e crítica -, paralelamente, uma definição europeia
propõe um modelo integrador que contempla tanto as
competências individuais como os fatores contextuais e
sociais que modulam a compreensão da informação. 2, 38-40
Neste enquadramento, a Literacia em Saúde desdobra-se
em três dimensões complementares: 1) pessoal, relativa à
capacidade individual de aceder, compreender, avaliar e
aplicar informação em saúde; 2) organizacional, centrada na
forma como as instituições estruturam e disponibilizam a
Santos, N.
Artigo Teórico
informação; 3) e profissional, associada à capacidade dos
profissionais de saúde para comunicar eficazmente com
públicos diversos. 41-44 O Quadro 1 sumariza e estratifica
esta dinâmica entre níveis e dimensões da Literacia em
Saúde.
Quadro 1Níveis e dimensões da Literacia em Saúde.
O Inquérito Europeu de Literacia em Saúde de 2019
revelou que cerca de 30% da população inquirida apresenta
níveis inadequados ou problemáticos de Literacia em
Saúde. 45,46 A análise dos resultados demonstrou maior
facilidade dos participantes na aquisição de conhecimentos
relacionados com a promoção da saúde, em contraste com
as dificuldades evidenciadas na prevenção da doença e na
utilização global dos cuidados de saúde. 46 Contudo, os
níveis mais elevados de Literacia em Saúde, registados nos
países do centro e norte da Europa 6, contrastam com o
panorama nacional, onde os grupos mais vulneráveis -
incluindo indivíduos com baixa escolaridade, idade superior
a 65 anos e limitada perceção da qualidade dos cuidados e
serviços de saúde, como a população imigrante -
apresentam níveis inferiores de Literacia em Saúde. 39,47-54
Paralelamente, a Direção-Geral da Saúde, no âmbito do
Plano de Ação para a Literacia em Saúde 2019-2021,
identifica Portugal entre os países com uma percentagem
elevada de níveis considerados “suficientes” de Literacia
em Saúde. 55,56
A Literacia em Saúde exige um enquadramento teórico
sólido que permita compreender os múltiplos fatores que a
influenciam. Os modelos conceptuais oferecem essa
sustentação, orientando a análise e a intervenção de forma
integrada e holística. 57
No âmbito da comunicação, destaca-se o Modelo ACP
Assertividade, Clareza e Positividade como uma
estratégia robusta que pode ser adotada pelos profissionais
de saúde para promover a Literacia em Saúde de forma
eficaz. Este modelo integra três componentes centrais: a
assertividade, que sublinha a importância do equilíbrio na
relação terapêutica; a clareza, que garante que a informação
seja compreendida independentemente da sua forma de
apresentação; e a positividade, que fomenta uma
mentalidade construtiva e resiliente, facilitando o
entendimento do estado de saúde e promovendo
comportamentos saudáveis. 58-61
No entanto, a abordagem tradicional, centrada
exclusivamente na transmissão unidirecional de
informação, revela-se insuficiente para promover níveis
adequados de Literacia em Saúde. De acordo com os
Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem,
definidos pela Ordem dos Enfermeiros, a prática
profissional deve garantir cuidados seguros, eficazes,
oportunos e centrados na pessoa. 12 Assim, torna-se
imperativo adotar estratégias que promovam uma relação
terapêutica dinâmica, sustentada na participação ativa dos
cidadãos, na corresponsabilização pelo processo de
cuidado e na educação contínua para a saúde. Neste
enquadramento, a Teoria da Transição de Afaf Meleis
constitui um modelo teórico essencial, ao reconhecer que
os processos de transição (como os associados a estados de
saúde, mudanças organizacionais ou desenvolvimento de
competências) exigem intervenções de Enfermagem
intencionais que facilitem a adaptação e o empowerment das
pessoas de quem os enfermeiros cuidam. 62
O Modelo Biopsicossocial de Engel 63 ao integrar fatores
biológicos, psicológicos e sociais na compreensão da saúde
e da doença, evidencia a importância da Literacia em Saúde
como um processo fundamental para a gestão informada
da saúde. Os princípios deste modelo apontam para uma
intervenção que deve ser centrada na pessoa e não na tarefa.
64
Esta transformação paradigmática é fortemente sustentada
pelo Modelo de Abordagem Centrada na Pessoa, que
valoriza a promoção de uma comunicação clara, acessível e
adaptada às necessidades individuais 65-67. A evolução da
prática assistencial, de um modelo tradicional centrado na
autoridade profissional para uma abordagem holística que
incorpora as dimensões culturais, sociais e as crenças
pessoais, assume-se como fundamental para o
fortalecimento da Literacia em Saúde. 68
O Modelo Ecológico e Social de McLeroy 69 reconhece que
a saúde é influenciada por fatores interligados em múltiplos
níveis, desde o individual ao político. Neste contexto, a
Literacia em Saúde deve ser entendida como um processo
multidimensional, que requer não só o desenvolvimento de
competências individuais, mas também a criação de
ambientes sociais, institucionais e políticos que favoreçam
o acesso à informação e a tomada de decisões em saúde.
Desde a adoção da Carta de Ottawa, o cidadão passou a ser
idealizado não apenas como recetor, mas como decisor,
gestor, coprodutor, avaliador e agente de mudança na sua
própria saúde. 70 No âmbito internacional, políticas
públicas recentes reforçam esta abordagem. O National
Action Plan to Improve Health Literacy 71 e a Health Literacy
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Promotion and Education Strategy 72 delineiam estratégias
educativas e comunicacionais, enfatizando a importância da
educação e da comunicação na melhoria dos cuidados de
saúde e no fortalecimento dos níveis de Literacia em Saúde.
A Comissão Europeia, através da European Health Literacy
Survey (EHLS em Saúde), tem promovido políticas
integradoras que monitorizam e aprimoram os níveis de
Literacia em Saúde, atenuando as disparidades entre
Estados-Membros. 18
Em Portugal, o compromisso com a Literacia em Saúde
está intrinsecamente associado à evolução das políticas
públicas, que migraram de um modelo assistencialista para
um sistema que reconhece o direito universal à saúde 73,
conforme consagrado na Lei de Bases da Saúde. 74 A Base
12 desta lei ressalta a necessidade de integrar a Literacia em
Saúde em áreas estratégicas como educação, trabalho,
solidariedade social e ambiental envolvendo autarquias e
entidades públicas, privadas e do setor social. Este
enquadramento legal assegura que a Literacia em Saúde se
mantenha central em todas as decisões de saúde pública. 75
O Plano de Ação para a Literacia em Saúde 2019-2021 76 e
o atual Plano Nacional de Literacia em Saúde e Ciências do
Comportamento 20232030 77 reforçam o objetivo de
reduzir as desigualdades e capacitar a população para
escolhas informadas. Várias iniciativas nacionais
promovem o acesso à informação em saúde e a capacitação
de profissionais, incentivando estilos de vida saudáveis e
inclusivos. 55, 78-80
Por sua vez, alinhado com orientações internacionais 81,82,
o Plano Nacional de Segurança do Doente 20212026
integra a Literacia em Saúde como estratégia para fortalecer
o empowerment e a participação na segurança dos cuidados.
83-85 A descentralização administrativa em Portugal atribui
às autarquias e entidades intermunicipais um papel central
na promoção da Literacia em Saúde, através da gestão de
investimentos, parcerias e mobilização de stakeholders. 86-89
Em suma, a Literacia em Saúde transcende a mera
acumulação de conhecimentos, configurando um processo
dinâmico, multifacetado e essencial para a promoção de
uma sociedade mais saudável e informada. A sua evolução,
desde as primeiras noções de educação para a saúde até a
abordagem contemporânea que integra dimensões
cognitivas, sociais, críticas e digitais, evidencia a
necessidade de uma perspetiva integrada e participativa. A
implementação de estratégias inovadoras e integradas,
aliada à liderança ativa dos profissionais especialmente
dos enfermeiros gestores representa o caminho para a
promoção da equidade, da eficácia e da sustentabilidade dos
sistemas de saúde, transformando-os num espaço onde o
bem-estar e a qualidade de vida sejam verdadeiramente
privilegiados. 8 É, portanto, imperativo que estas
disparidades sejam consideradas no desenvolvimento de
políticas de saúde e na alocação de recursos, de forma a
garantir a equidade e a justiça social. 90-92
Sistemas de Informação em Saúde
A Literacia em Saúde como um processo dinâmico e
multidimensional, que sustenta o empowerment de cidadãos,
profissionais e comunidades, incorpora os Sistemas de
Informação em Saúde como o elo de operacionalização. Os
Sistemas de Informação em Saúde concretizam a
comunicação clara, a participação ativa e a decisão
informada ao sistematizar, proteger e partilhar dados
clínicos e indicadores sensíveis que caracterizam os
modelos teóricos e as políticas integradas apresentados no
capítulo anterior.
Na gestão em Enfermagem, essa interligação manifesta-se
na capacidade de desenvolver estratégias de cuidados
personalizados, otimizar a alocação de recursos, garantindo
a eficácia, a qualidade e a continuidade dos cuidados
prestados conforme consta nos Padrões de Qualidade em
Enfermagem. 12 A integração destes com os Sistemas de
Informação em Saúde tem o potencial de identificar e
superar barreiras no acesso à informação, promovendo
práticas baseadas em evidências e mensuráveis que se
alinham com os modelos teóricos de qualidade. 93 A
aplicação dos Sistemas de Informação em Saúde para a
extração de dados possibilita a construção de indicadores
sensíveis aos cuidados prestados, contribuindo para a
visibilidade e valorização da prática de Enfermagem, bem
como para a monitorização da atividade profissional. 94-96
A evolução histórica dos Sistemas de Informação em
Saúde, dos registos eletrónicos iniciais aos sistemas
interoperáveis e centrados no utilizador, emerge como a
etapa lógica seguinte na transformação do sistema de saúde:
conectando teoria e prática, promovendo a excelência e
consolidando a Literacia em Saúde enquanto pilar da
qualidade, da segurança e da inovação. Inicialmente
focados em apoio à gestão financeira, os Sistemas de
Informação em Saúde passaram a integrar informação
clínica com os Electronic Health Records, evoluindo para os
Personal Health Records e, mais recentemente, para os Personal
Health Information Systems. 7,13,97 Essa modernização
possibilitou a sistematização e proteção de dados sensíveis,
promovendo simultaneamente a interoperabilidade entre
os diversos setores do sistema de saúde, simultaneamente
impulsionando o desenvolvimento de atividades no
domínio das tecnologias de informação e comunicação,
fundamentando-se numa premissa de colaboração e
partilha de conhecimentos. 7, 94
Estudos, como o Portuguese Health Literacy Survey (HLiteracia
em Saúde-PT) realizado em 2014, evidenciam a relevância
das fontes de informação como instrumentos essenciais
para a melhoria da Literacia em Saúde na população. Estes
resultados sublinham o papel crucial das tecnologias de
informação e comunicação, nomeadamente os Sistemas de
Informação em Saúde, na promoção do acesso à
informação qualificada e na facilitação do processo de
tomada de decisão informada por parte dos cidadãos. 3 A
relevância da integração dos Sistemas de Informação em
Santos, N.
Artigo Teórico
Saúde no processo de melhoria da Literacia em Saúde
oferece uma ferramenta poderosa para o empowerment dos
indivíduos, permitindo-lhes tomar decisões mais
informadas e adequadas à sua realidade, graças à
centralização de dados clínicos e indicadores em saúde.
Os Sistemas de Informação em Saúde, ao protegerem,
partilharem dados clínicos sensíveis e promoverem
interoperabilidade intersetorial de forma sistematizada,
elevam a segurança, minimizam erros e personalizam
tratamentos, fortalecendo a Literacia em Saúde e
humanizando a prática centrada na pessoa.
Simultaneamente, o enfermeiro gestor, apoiado nestes
mesmos sistemas, planeia, coordena e avalia a qualidade
assistencial mediante os indicadores em tempo real,
otimizando recursos e promovendo a excelência dos
cuidados. 98-102
Em síntese, a Literacia em Saúde, enquanto processo
dinâmico e multidimensional de empowerment, ganha corpo
e eficácia nos Sistemas de Informação em Saúde, que
traduzem em prática a comunicação transparente, a decisão
partilhada e a personalização dos cuidados. Ao conjugar
teoria e inovação tecnológica, consolida-se um paradigma
em que a pessoa cuidada enquanto pessoa alvo de
cuidados e cidadão informado deixa de ser mero recetor
de cuidados para se tornar protagonista ativo, numa rede
colaborativa que sustenta a excelência clínica, a equidade e
a humanização dos serviços de saúde. A Figura 1 apresenta
a interseção entre Literacia em Saúde, enfermeiro gestor e
Sistemas de Informação em Saúde, posicionando o cidadão
no centro como a figura tónica, validando o protagonismo
na tomada de decisão partilhada em saúde.
Figura 1 Inter-relação entre Literacia em Saúde,
enfermeiro gestor e Sistemas de Informação em Saúde.
Gestão e Regulação em Enfermagem
A promoção da Literacia em Saúde afirma-se como um eixo
estruturante da responsabilidade do enfermeiro gestor, que,
enquanto educador, dinamizador da estrutura
organizacional e gestor de recursos humanos e materiais,
desempenha um papel pró-ativo: na definição de políticas
de saúde; garantindo a implementação da melhoria
contínua da qualidade dos cuidados de Enfermagem; gere
o serviço ou unidade otimizando as respostas às
necessidades dos clientes em cuidados de saúde; e promove
a integração de Sistemas de Informação em Saúde,
assegurando Ambientes de Prática de Enfermagem
favoráveis e orientados para a capacitação dos cidadãos.
3,103,104,105 Neste sentido, requer do enfermeiro gestor um
conjunto de competências bem definidas que incluem a
reflexão prática e um conhecimento aprofundado das
necessidades da população, sendo a sua relevância refletida
no Regulamento do Perfil de Competências do Enfermeiro
Gestor, que salienta a posse de conhecimentos avançados
de gestão e assessoria organizacional. 104
Em alinhamento com os princípios éticos da autonomia,
dignidade, liberdade e beneficência instituídos pelo Código
Deontológico dos Enfermeiros 106, o enfermeiro gestor
torna-se um pilar fundamental no apoio do exercício pleno
destes princípios ao capacitar os enfermeiros para a
promoção da Literacia em Saúde. Dessa forma, compete a
este profissional implementar processos de melhoria
contínua da qualidade, gerir riscos e monitorizar
indicadores sensíveis à prática profissional, utilizando
auditorias internas e dados de qualidade para diagnosticar
situações e planear intervenções estratégicas. Estas funções,
que exigem um domínio técnico robusto, associam-se a
competências avançadas de comunicação, motivação e
inovação, essenciais para liderar equipas de Enfermagem
num contexto de elevada complexidade e exigência 107, 108.
Contudo, a missão do enfermeiro gestor transcende a
eficiência organizacional: assume-se como um agente
catalisador da promoção da Literacia em Saúde, integrando
esta dimensão na sua prática quotidiana de gestão.
Ao liderar equipas na recolha, análise e disseminação de
informação clínica fidedigna, bem como ao promover a
integração de Sistemas de Informação em Saúde orientados
para a educação em saúde, o enfermeiro gestor contribui
ativamente para a capacitação dos cidadãos, favorecendo
uma participação mais autónoma, esclarecida e responsável
nas decisões que envolvem a sua saúde. 3, 104, 110 A gestão
estratégica da qualidade dos cuidados e a promoção da
Literacia em Saúde, configuram-se como dimensões
interdependentes da sua ação, nas quais a liderança do
enfermeiro gestor assegura que os serviços de saúde não
apenas cuidam, mas também educam e capacitam os
cidadãos. Este alinhamento reforça a sustentabilidade, a
equidade e a humanização dos cuidados, consolidando a
Literacia em Saúde como um pilar fundamental para a
melhoria contínua dos cuidados e para a transformação
positiva das organizações de saúde. 105,111
Como destacado na literatura, o enfermeiro gestor é um
importante educador. 3,105,107,111 Em contextos de elevada
complexidade, exige-se-lhe uma liderança
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Artigo Teórico
transformacional, assente numa postura proativa, flexível e
orientada para o futuro, capaz de mobilizar equipas em
torno de objetivos comuns de qualidade, segurança e
equidade nos cuidados. 111, 112 Essa liderança, mais do que
administrativa, é educativa e inspiradora, promovendo a
construção de Ambientes de Prática de Enfermagem
favoráveis 14,15,105,112, onde os cidadãos são capacitados para
tomar decisões informadas sobre a sua saúde.
Neste sentido, deverá ser assegurada a disponibilização dos
recursos necessários para implementar intervenções
eficazes na promoção da Literacia em Saúde,
reconhecendo-se que tais investimentos não só potenciam
ganhos em saúde individual e populacional, como também
contribuem para a prevenção do burnout entre profissionais
e o aumento dos níveis de Literacia em Saúde
organizacional. 6,14,15,16,113,114 A evidência demonstra que a
utilização de estratégias sistemáticas, como a adoção de
uma intervenção padronizada nomeadamente, uma checklist
de promoção de Literacia em Saúde, tem um impacto
positivo nos níveis desta na população, facilitando a
comunicação entre profissionais e cidadãos, e promovendo
cuidados mais participativos e centrados na pessoa 46,110.
Neste enquadramento, a Direção-Geral da Saúde publicou
o Referencial para o Desenvolvimento de Projetos Promotores de
Literacia em Saúde, no qual recomenda explicitamente a
utilização desta ferramenta como instrumento estruturante
das boas práticas em saúde. 46
A liderança do enfermeiro gestor na integração dos
Sistemas de Informação em Saúde, constitui um eixo
estratégico na promoção da Literacia em Saúde e da literacia
eletrónica (e-literacy). 115,116 Ao incorporar os Sistemas de
Informação em Saúde na gestão dos cuidados, este
profissional assegura que a informação clínica seja não
apenas registada e partilhada de forma segura e
interoperável, mas também organizada de modo a ser
compreensível, acessível e útil para os cidadãos. 7, 97, 117,118
Os Sistemas de Informação em Saúde, ao incluírem
funcionalidades como portais do utente, teleconsultas,
planos de cuidados partilhados e conteúdos educativos
digitais, criam oportunidades para que os indivíduos
desenvolvam competências para localizar, interpretar,
avaliar e aplicar informação em saúde de forma autónoma.
119,120
O enfermeiro gestor, enquanto dinamizador, tem a
responsabilidade de contribuir para a adaptação destes
sistemas às reais necessidades informacionais da população.
121 Ao integrar indicadores sensíveis à Literacia em Saúde
nos processos de planeamento, monitorização e avaliação,
o enfermeiro gestor garante que os Sistemas de Informação
em Saúde operam não só como ferramentas de gestão, mas
como dispositivos pedagógicos essenciais para o
empowerment dos cidadãos. A sua atuação fortalece a ligação
entre os dados clínicos e o conhecimento significativo para
o cidadão, fomentando decisões partilhadas, práticas de
autocuidado informadas e uma participação ativa na gestão
da saúde. 122, 123
A Figura 2 enfatiza precisamente o enfermeiro gestor,
munido pelos quatros pilares centrais para a sua atuação,
vinculado pelos modelos conceptuais que baseiam a sua
prática.
Em síntese, o enfermeiro gestor comporta um perfil
multidimensional que articula a liderança, a educação em
saúde e a gestão estratégica com as potencialidades dos
Sistemas de Informação em Saúde. Ao proceder à sua
integração de forma pedagógica e acessível, promove a
Literacia em Saúde, capacitando os cidadãos para decisões
mais autónomas e informadas. Esta ação reforça a
qualidade, equidade e humanização dos cuidados,
consolidando a Literacia em Saúde como um eixo
estruturante da prática de gestão e da transformação
positiva das organizações de saúde. 105, 124
Figura 2Quadro Conceptual.
Discussão
Os resultados desta reflexão teórica sublinham que o
enfermeiro gestor assume um papel estratégico na
promoção da Literacia em Saúde, liderando não apenas
processos organizacionais, mas também transformações
culturais que valorizem o conhecimento como instrumento
de empowerment dos cidadãos e de construção de um sistema
de saúde mais equitativo, eficiente e sustentável.
3,14,16,110,111,114,125 Neste contexto, os Sistemas de Informação
em Saúde surgem como ferramentas fundamentais para
apoiar este processo, ao possibilitarem a recolha, análise e
disseminação de dados relevantes, promovendo a partilha
de conhecimento entre profissionais e os cidadãos. 98-102 O
enfermeiro gestor representa um impulsionador para a
criação de uma cultura organizacional que valorize a
educação e a inovação, essencial para que as equipas se
sintam motivadas e capacitadas para adotar práticas
inovadoras que promovam a Literacia em Saúde. 3, 14, 103-105
Este perfil multidimensional que combina liderança,
conhecimento tecnológico e educação em saúde reforça
Santos, N.
Artigo Teórico
a qualidade, a equidade e a humanização dos cuidados. O
enfermeiro gestor, enquanto líder estratégico de
Enfermagem, emerge como um elemento central para a
criação de sinergias entre os diferentes intervenientes no
desenvolvimento de um alinhamento estratégico que
coloque o cidadão no centro do sistema. 3,103-105
A análise crítica dos modelos teóricos apresentados
evidencia a sua relevância como sustentação epistemológica
para a atuação do enfermeiro gestor na promoção da
Literacia em Saúde. A Teoria das Transições de Meleis
posiciona o enfermeiro gestor como um facilitador ativo da
adaptação e do empowerment dos cidadãos. Esta concepção
confere legitimidade à implementação de estratégias
educativas deliberadas e sistemáticas, concebidas para guiar
os cidadãos em momentos de vulnerabilidade,
maximizando o seu potencial de participação consciente e
informada nos cuidados de saúde. 62
O Modelo ACP oferece orientações práticas sobre o modo
como a comunicação entre profissionais de saúde e
cidadãos pode ser estruturada para potenciar relações
terapêuticas eficazes e motivadoras. A comunicação é aqui
entendida como uma competência essencial da liderança
em Enfermagem, particularmente relevante para contextos
de gestão, onde a construção de ambientes relacionais
positivos é um pré-requisito para o alinhamento
organizacional e a adesão a processos inovadores. 58-61
O Modelo Ecológico de McLeroy, por sua vez, expande a
análise para múltiplos níveis de influência na saúde,
orientando o enfermeiro gestor para uma atuação
estratégica multiescalar. 69 A promoção da Literacia em
Saúde, quando concebida à luz deste modelo, exige
intervenções concertadas que articulem políticas públicas,
práticas institucionais e ações comunitárias. O enfermeiro
gestor é, assim, convocado a transcender os limites
operacionais do serviço e a posicionar-se como mediador
entre a prática clínica, a gestão institucional e a esfera
política. 105,111
Nesta perspetiva, o Modelo Biopsicossocial de Engel
acrescenta uma lente interpretativa indispensável. Esta
visão holística reforça a necessidade de que as intervenções
em Literacia em Saúde transcendem o meramente
informativo, passando a integrar uma abordagem centrada
na pessoa, culturalmente sensíveis e ajustadas às realidades
concretas das populações. O enfermeiro gestor, ao
incorporar esta complexidade, não só amplia o escopo das
práticas educativas, como assume uma postura crítica
perante modelos biomédicos redutores. 63, 64
A abordagem centrada na pessoa introduz uma dimensão
ética e relacional imprescindível, ao colocar o cidadão no
centro do processo de cuidados. Esta orientação ressoa
com a missão de empoderamento subjacente à promoção
da Literacia em Saúde, exigindo que os enfermeiros
gestores assegurem práticas organizacionais que respeitem
a autonomia, a autodeterminação e a singularidade de cada
indivíduo. 65-67
Em coerência com estas abordagens, o Perfil de
Competências do Enfermeiro Gestor remete para o
conceito de liderança transformacional, adotando uma
postura transformadora, não apenas dinamizando os
processos internos, mas também contribuindo para a
consolidação de uma cultura organizacional promotora da
Literacia em Saúde e propondo inovações que agreguem
valor aos serviços de saúde. 104,112, 126
Neste sentido, os Sistemas de Informação em Saúde devem
ser reconhecidos como instrumentos estratégicos que
facilitam o fluxo de conhecimento, promovem a partilha de
boas práticas, apoiam a tomada de decisão baseada em
evidência e reforçam a transparência comunicacional entre
profissionais e cidadãos. 7,13,94,95,97,117 A adesão a estes
sistemas, contudo, depende da existência de lideranças
capazes de articular um quadro conceptual que permita
cultivar um ambiente propício à aprendizagem
organizacional.
A literatura enfatiza que os enfermeiros gestores são,
simultaneamente, visionários, comunicadores e cuidadores
das suas equipas. 103,104,107,108,111 Esta combinação de
competências é particularmente crítica para garantir que a
Literacia em Saúde seja incorporada como valor transversal
à organização.
À luz da análise desenvolvida, torna-se evidente que o
enfermeiro gestor assume um conjunto de competências
nucleares na promoção da Literacia em Saúde pela sua
capacidade de liderança estratégica, de gestão da mudança
e de criação de valor nos serviços de saúde. A articulação
crítica com o quadro conceptual sustenta a complexidade e
a multidimensionalidade da sua intervenção, sublinhando a
importância de uma abordagem sistémica, centrada na
pessoa, comunicacionalmente eficaz e sustentada por
práticas baseadas na evidência. 12,46,110
Neste contexto, os Sistemas de Informação em Saúde
emergem como ferramentas estruturantes que potenciam a
recolha, análise e disseminação de conhecimento,
promovendo a tomada de decisão informada e a inovação
organizacional. Contudo, a sua eficácia está
intrinsecamente dependente da existência de lideranças
transformacionais capazes de operacionalizar estes sistemas
de forma crítica e reflexiva, promovendo Ambientes de
Prática de Enfermagem favoráveis à autonomia
profissional e ao empowerment dos cidadãos. 14,103-105 Desta
forma, a interação entre as competências do enfermeiro
gestor e os Sistemas de Informação em Saúde revela-se
como uma alavanca fundamental para a institucionalização
da Literacia em Saúde como eixo estratégico da qualidade,
equidade e sustentabilidade dos cuidados de saúde.
Conclusão
A atual reflexão teórica apresenta-se como inovadora,
demonstrando que o enfermeiro gestor assume a sua
atividade como determinante na promoção da Literacia em
Pensar Enfermagem / v.29 n.Sup / jan-dez 202
5
DOI: 10.71861/pensarenf.v29iSup.428 / e00428
Artigo Teórico
Saúde ao integrar competências de liderança, organização
dos cuidados e utilização estratégica de Sistemas de
Informação em Saúde. Constata-se que essa articulação
entre gestão em Enfermagem, informação e Literacia em
Saúde permite a individualização dos cuidados e potenciar
o empowerment dos cidadãos, alinhando a prática clínica com
equidade e qualidade. De facto, a literatura revela que
organizações de saúde que promovem a Literacia em Saúde
no âmbito institucional melhoram o envolvimento dos
cidadãos e a qualidade assistencial.
Este trabalho assume caráter original ao destacar um campo
interdisciplinar ainda pouco explorado: a sinergia entre
Literacia em Saúde, Sistemas de Informação em Saúde e a
intervenção estratégica do enfermeiro gestor. Em vez de
tratar estes domínios isoladamente, propõe-se um quadro
conceptual integrado, no qual o enfermeiro gestor emerge
como facilitador-chave da transformação informacional.
Tal abordagem holística transcende as fronteiras
tradicionais da investigação em Enfermagem, adota-se um
novo prisma que valoriza o conhecimento científico como
instrumento de empowerment, não só dos profissionais, mas
também dos cidadãos. Ao enfatizar essa articulação, o
estudo contribui para ampliar o estado da arte, abrindo
frentes de investigação que poderão desenvolver
empiricamente as várias dimensões.
Não obstante os contributos conceptuais, importa
reconhecer as limitações deste trabalho. Por ser
essencialmente teórico e reflexivo, não se baseou em dados
empíricos originais, o que restringe a generalização imediata
dos achados. Essa ausência de evidência empírica exige
cautela na interpretação dos resultados e aponta para a
necessidade de estudos futuros que validem o quadro
conceptual em contextos reais.
Para assegurar a efetiva translação do conhecimento para a
prática clínica e alcançar melhorias tangíveis nos resultados
em saúde, recomenda-se a implementação de estratégias
integradas que contemplem múltiplas dimensões do
exercício profissional. Nomeadamente, destaca-se a
necessidade de investimento na formação contínua de
enfermeiros gestores, através de programas estruturados
que promovam competências em Literacia em Saúde,
análise de dados e gestão de tecnologias em saúde.
Paralelamente, torna-se imperativo garantir a
interoperabilidade e a padronização dos Sistemas de
Informação em Saúde, mediante a adoção de mecanismos
que incorporem ontologias e terminologias normalizadas.
Além disso, urge fomentar investigação empírica que
explore a interação entre práticas de Enfermagem e
tecnologias inovadoras, de forma a sustentar intervenções
eficazes, centradas no cidadão, e a fundamentar a
formulação de políticas públicas inovadoras, equitativas e
sustentáveis no domínio da saúde.
A análise efetuada permitiu alcançar o objetivo de analisar
as competências do enfermeiro gestor e a sua articulação
com os Sistemas de Informação em Saúde na promoção da
Literacia em Saúde. O enfermeiro gestor emerge como um
agente estratégico, com intervenção determinante na gestão
da informação, no planeamento e monitorização dos
cuidados, bem como na coordenação de equipas
multiprofissionais, através dos Sistemas de Informação em
Saúde como instrumentos essenciais de suporte à decisão,
à operacionalização de processos assistenciais e à
consolidação de práticas centradas na qualidade e segurança
dos cuidados.
Autoria e Contribuições
NS: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Obtenção de
financiamento; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito e
assunção de responsabilidade pelo mesmo.
SM: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Obtenção de
financiamento; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito e
assunção de responsabilidade pelo mesmo.
AP: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Obtenção de
financiamento; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito e
assunção de responsabilidade pelo mesmo.
CP: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Obtenção de
financiamento; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito e
assunção de responsabilidade pelo mesmo.
RO: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Obtenção de
financiamento; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito e
assunção de responsabilidade pelo mesmo.
SD: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Obtenção de
financiamento; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito e
assunção de responsabilidade pelo mesmo.
ACS: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Obtenção de
financiamento; Redação do manuscrito; Revisão crítica do
manuscrito; Aprovação da versão final do manuscrito e
assunção de responsabilidade pelo mesmo.
HP: Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão
final do manuscrito e assunção de responsabilidade pelo
mesmo.
EN: Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão
final do manuscrito e assunção de responsabilidade pelo
mesmo.
PL: Revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão
final do manuscrito e assunção de responsabilidade pelo
mesmo.
Santos, N.
Artigo Teórico
Conflitos de interesse e Financiamento
O/A(s) autor(es/as) declara(m) que não há conflito de
interesses.
Fontes de apoio / Financiamento
Esta pesquisa não recebeu financiamento específico de
setores público, comercial ou de setores sem fins lucrativos.
Declaração sobre disponibilização dados
Os dados que sustentam as conclusões deste estudo foram
obtidos através de fontes públicas disponíveis na internet e
em várias bases de dados. Todos os dados utilizados são de
acesso público e não envolvem informações pessoais.
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