Pensar Enfermagem / v.29 n.Sup / jan-dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29iSup.431 / e00431
Artigo Original Quantitativo
Como citar este artigo: Godinho M, Sousa E, Vieira A. Capacitar os Cuidadores Formais de Estruturas
Residenciais para Idosos para o Cuidar em Segurança Intervenção do Enfermeiro de Saúde Comunitária e
de Saúde Pública. Pensar Enf [Internet]. 2025 Jan-Dez; 29(Sup): e00431. Available from:
https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29iSup.431
Capacitar os Cuidadores Formais de Estruturas
Residenciais para Idosos para o Cuidar em
Segurança Intervenção do Enfermeiro de Saúde
Comunitária e de Saúde Pública
Empowering Formal Caregivers in Residential Care
Facilities for the Elderly to Provide Safe Care
Intervention of the Community and Public Health
Nurse
Resumo
Introdução
A atual realidade demográfica nacional evidencia um forte envelhecimento da população,
com um número crescente de idosos a residir em Estruturas Residenciais para Idosos
(ERPI), com um consequente aumento da necessidade de cuidadores formais (CF). A
literatura evidencia que a falta de competências dos CF em ERPI traduz-se na qualidade dos
cuidados prestados com efeitos diretos na segurança do residente. Avaliando o nível de
conhecimentos dos cuidadores formais, foi possível estruturar a intervenção visando a
capacitação dos mesmos.
Objetivo
Capacitar os cuidadores formais em Estruturas Residenciais Para Idosos para o cuidar em
segurança, na área de intervenção de uma Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC).
Métodos
Aplicado a metodologia do Planeamento em Saúde assente no referencial teórico de Betty
Neuman, Teoria dos Sistemas. A fundamentação do projeto com base na evidência
científica teve como suporte uma Scoping Review de acordo com a metodologia proposta
pelo Joanna Briggs Institute (JBI). O instrumento utilizado para o diagnóstico de situação, foi
um questionário elaborado pelos investigadores e aplicado aos cuidadores formais para
identificar as suas necessidades formativas. A amostra não probabilística por conveniência
foi constituída por 161 cuidadores formais. De forma a garantir a conformidade de todos
os preceitos éticos, deontológicos e metodológicos do presente projeto de intervenção o
mesmo foi desenvolvido após o parecer favorável da Comissão de Ética para a Saúde (CES)
com a referência 51/CES/INV/2023.
Resultados
O diagnóstico de situação revelou capacidade para tomar conta comprometida por défice
de conhecimento sobre: conteúdo da mala de primeiros socorros; verificação da mala de
primeiros socorros; procedimento em situação de acidente; primeiros socorros e quebra da
rede de frio. Como estratégias de intervenção foram utilizadas a Educação para a Saúde e a
Comunicação em Saúde. A avaliação, de acordo com os indicadores de processo e de
resultado, revela contributos positivos na capacitação dos CF, traduzidos nomeadamente
em uma taxa de CF de 84% que identificam como atuar em situação de acidente, 94%
identificam quando colocar em Posição Lateral de Segurança e 82% identificam o algoritmo
do Suporte Básico de Vida.
Maria Filomena Godinho
orcid.org/0009-0007-2445-3353
Edmundo Sousa2
orcid.org/0000-0003-2136-4471
Ana Vieira3
orcid.org/0000-0002-6759-091X
1 Mestrado. Centro de Sangue e Transplantação de
Lisboa, Instituto Português do Sangue e
Transplantação, IP, Lisboa, Portugal.
2 Doutoramento. Departamento de Enfermagem de
Saúde Comunitária, Escola Superior de Enfermagem
de Lisboa, Lisboa; CIDNUR - Centro de Investigação,
Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de
Lisboa, Lisboa, Portugal.
3 Mestrado. Unidade de Saúde Pública Francisco
George, ULS Santa Maria, Lisboa, Portugal.
Autor de correspondência
Maria Filomena Godinho
E-mail: mariafilomenagodinho@gmail.com
Recebido: 15.03.2025
Aceite: 25.07.2025
Editor: Pedro Lucas
Godinho, M.
Artigo Original Quantitativo
Conclusão
Este projeto contribuiu para a capacitação dos cuidadores formais, através da intervenção da enfermagem comunitária, assim
como refletir sobre como desenvolver intervenções com os cuidadores formais em ERPI no sentido de os capacitar para o cuidar
em segurança.
Palavras-chave
Cuidador Formal; Capacitação; Enfermagem Comunitária.
Abstract
Introduction
The current national demographic reality shows a significant aging of the population, with a growing number of elderly
individuals residing in Residential Care Facilities for the Elderly (RCFE), leading to an increased need for formal caregivers
(FC). The literature indicates that the lack of skills among FCs in RCFE affects the quality of care provided, with direct impacts
on resident safety. By assessing the knowledge level of formal caregivers, it was possible to structure an intervention aimed at
empowering them.
Objective
Empowering formal caregivers in Residential Care Facilities for the Elderly to provide safe care in the intervention area of a
Community Care Unit (UCC).
Methods
The methodology applied was based on Health Planning grounded in Betty Neuman's theoretical framework, the Systems
Theory. The foundation of the project based on scientific evidence was supported by a Scoping Review according to the
methodology proposed by the Joanna Briggs Institute (JBI. The tool used for the situational assessment was a questionnaire
developed by the researchers and administered to formal caregivers to identify their training needs. A non-probabilistic
convenience sample was comprised of 161 formal caregivers. To ensure compliance with all ethical, deontological, and
methodological principles, this intervention project was developed following a favorable opinion from the Health Ethics
Committee (HEC) under reference 51/CES/INV/2023.
Results
The situational assessment revealed a compromised caregiving capacity due to a lack of knowledge about the contents of the
first aid kit, checking the first aid kit, procedures in case of an accident, first aid, and maintenance of the cold chain. Health
Education and Health Communication were used as intervention strategies. Evaluation, based on process and outcome
indicators, shows positive contributions to the empowerment of formal caregivers, reflected in 84% of caregivers identifying
how to act in case of an accident, 94% identifying when to place someone in the recovery position, and 82% identifying the
Basic Life Support algorithm.
Conclusion
This project contributed to the empowerment of formal caregivers through community nursing intervention, as well as providing
insights into how to develop interventions with formal caregivers in Residential Care Facilities for the Elderly to empower them
to provide safe care.
Keywords
Formal Caregiver; Empowerment; Community Nursing.
Introdução
Cuidar é um verbo presente ao longo da nossa existência,
cuidamos, somos cuidados e zelamos pelo cuidado do
outro.1
Para Manuel et al.2 é da interajuda que surge o cuidador,
definindo o mesmo como “alguém que desenvolve
atividades direcionadas ao cuidado pessoal de alguém que
apresenta um determinado grau de dependência”. (p.2)
Moreira et al.3 define cuidador como aquele que “deve ser
capacitado a executar cuidados básicos de higiene,
proporcionar condições de alimentação, ajudar na
locomoção e criar alternativas que proporcionem aos
pacientes aos seus cuidados melhor qualidade de vida”. (p.2)
Segundo a OMS4, define-se cuidador formal como alguém
que ajuda as pessoas com uma ou mais deficiências, que
Pensar Enfermagem / v.29 n.Sup / jan-dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29iSup.431 / e00431
Artigo Original Quantitativo
pertence a uma organização (de cariz lucrativo ou não
lucrativo, governamental ou privada), ou então alguém
(excluindo familiares, amigos ou vizinhos) que
assistência regular e remunerada, mas que não está
associado a nenhuma organização.
Não existindo uma definição única para cuidador formal,
ao contrário do que acontece para cuidador informal,
entendeu-se definir por cuidador formal para o presente
projeto todo o trabalhador, independentemente da sua
formação, contratado e remunerado que presta serviços nas
ERPI.
Estima-se, de acordo com o Relatório Social Mundial
20235, que em 2050 existam 1,6 mil milhões de pessoas com
65 anos ou mais, o que representa uma duplicação face aos
números de 2021, estima-se ainda que a população com 80
anos ou mais triplicaem 2050 com um número de 425
milhões. Estes valores representam um crescimento de 3%
ao ano, um crescimento muito mais célere do que nos
restantes grupos etários. O envelhecimento da população
portuguesa acompanha esta realidade, de acordo com os
últimos dados disponíveis do Instituto Nacional de
Estatística (INE)6, Portugal em 2021 apresentava um índice
de envelhecimento de 178,4%, verificando-se que a
população idosa é significativamente superior à jovem. A
par deste indicador, também o índice de dependência de
idosos tem vindo a aumentar nas últimas décadas situando-
se em 2021 em 36,9%. Também o índice de longevidade,
que se situa nos 48,7% tem vindo a aumentar, o que
significa que para além de termos uma população idosa
cada vez maior, a mesma é cada vez mais envelhecida.
Segundo o INE6 em Portugal residem 2 507 922 pessoas
com 65 anos ou mais, e destas 368 400 com 85 anos ou
mais, para uma população residente total de 10 467 366.
Esta realidade provoca uma grande pressão nas respostas
exigidas ao nível dos sistemas de saúde e de proteção social.
Paixão7, refere que do aumento da longevidade e da
dependência do idoso decorre uma maior necessidade de
cuidados e consequentemente de cuidadores. O modo de
vida atual das famílias é um dos fatores que contribuem
para o aumento do número de idosos institucionalizados,
no entanto a institucionalização é também uma forma de
tentar resolver o problema da solidão e da progressiva
incapacidade, Moreira8 e dificuldade no autocuidado. As
Estruturas Residenciais Para Idosos (ERPI), definidas
como “estabelecimento para alojamento coletivo, de
utilização temporária ou permanente, em que sejam
desenvolvidas atividades de apoio social e prestados
cuidados de enfermagem”8(p.1324) centram-se num modelo
essencialmente de respostas de natureza social, no entanto,
os elevados níveis de dependência e comorbilidades
associados, revela-o como um modelo que carece de
renovação, onde as respostas de natureza de saúde devem
assumir um papel mais central. Do conjunto de atividades
que as ERPI prestam, esdefinido no artigo 8 alínea g:
“Cuidados de enfermagem, bem como acesso a cuidados
de saúde” e alínea h: “Administração de fármacos, quando
prescritos” 9(p.1325), competências do enfermeiro, definidas
no Regulamento que define o ato do enfermeiro.10 De
acordo com a Lei de Bases da Saúde11, Base 2 “as pessoas
têm direito a aceder aos cuidados de saúde adequados à sua
situação, com prontidão e no tempo considerado
clinicamente aceitável, (…)”7(p.56), é responsabilidade das
ERPI garantir esta resposta como garantia da segurança dos
seus residentes, uma vez que um dos aspetos que mais
contribuem para a ocorrência de eventos adversos para
com os utentes de ERPI, é a intervenção atrasada ou
inadequada.12 De acordo com a Lei de Bases da Saúde11, a
segurança do doente constitui uma das suas componentes
fundamentais, sendo o Estado o seu promotor e garante
através do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou de qualquer
outra instituição. Para o Plano Nacional para a Segurança
do Doente (PNSD 2021-2026), a garantia da segurança é
fundamental “a implementação de políticas e estratégias
que reduzam estes incidentes, uma parte dos quais é
evitável, é reconhecida, internacionalmente e
nacionalmente, como conducente a ganhos em saúde e
constitui hoje uma aposta inequívoca em saúde”.13(p.96) Um
dos cinco pilares do PNSD 2021-2026 é a cultura de
segurança que “corresponde ao conjunto de valores,
crenças, normas e competências individuais e de grupo que
determinam o compromisso, o estilo e a ação relativa às
questões da segurança do doente”. 13(p.99) Um dos desafios
para a qualidade e segurança dos cuidados está relacionado
com a qualificação dos colaboradores das ERPI, Gartshore
et al.14 e Pinheira et al.15, indicam que um dos principais
problemas relacionados com os recursos humanos tem por
base a ausência de qualificação dos mesmos para a
prestação de cuidados diretos ao idoso. A formação destes
cuidadores ocorre essencialmente no local de trabalho
pelos seus pares o que pode condicionar a qualidade dessa
mesma formação, sendo esta não estruturada e prévia ao
início de funções.15
O desenvolvimento das sociedades e do conhecimento
que produzem, obriga a uma atualização permanente dos
mesmos, ao processo permanente e deliberado de aquisição
desse conhecimento com o objetivo de contribuir para o
desenvolvimento de competências institucionais por meio
do desenvolvimento de competências individuais designa-
se por capacitação. A capacitação dos cuidadores formais
de ERPI é de extrema importância para garantir que os
idosos recebem os cuidados necessários em segurança, e a
intervenção da Enfermagem Comunitária e de Saúde
Pública (ESCSP) tem aqui um papel fundamental no
suporte aos cuidadores e à sua capacitação. Importa assim
aos Enfermeiros Especialistas em Saúde Comunitária e
Saúde Pública (EESCSP) identificar as necessidades dos
cuidadores e as áreas em que necessitam de maior suporte
face às necessidades dos idosos. Para Feitor et al16 quando
o cliente dos cuidados de enfermagem é uma comunidade,
deve ser adotado o modelo de empowerment comunitário
Godinho, M.
Artigo Original Quantitativo
como forma de capacitação, considerando-o uma
ferramenta de trabalho prática e valiosa para o enfermeiro
comunitário. Capacitar o indivíduo e as comunidades para
a adoção de comportamentos saudáveis é uma
responsabilidade onde o EESCSP deve ter um papel
central, face à sua posição favorável no relacionamento
com o mesmo. Compete ao EESCSP desenvolver
intervenções que capacitem os cuidadores sobre o que
fazer, como fazer e quando fazer, fornecendo a informação
necessária para que aqueles que prestam cuidados sejam
agentes ativos da execução das intervenções, contribuindo
para a segurança da pessoa a cuidar.
O presente artigo pretende sintetizar a implementação e
avaliação de um projeto de intervenção comunitária,
baseado na metodologia do Planeamento em Saúde, que
permite a avaliação das necessidades de uma comunidade,
na sua priorização e na avaliação das estratégias e
intervenções realizadas como forma de resposta a essas
necessidades, desenvolvido ao longo do Mestrado em
Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de
Saúde Comunitária e de Saúde Pública.
A fundamentação do projeto com base na evidência
científica teve como suporte uma Scoping Review de acordo
com a metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute (JBI)
com base na mnemónica PPC: população: cuidadores em
ERPI; conceito: segurança e vulnerabilidade; contexto:
ERPI. Foram utilizadas as bases de dados CINAHL
Complete e Medline Complete, tendo como critérios de
inclusão: data de publicação igual ou superior a 2017, acesso
a texto completo em português ou inglês, idade + 65 anos
e acesso gratuito.
O presente trabalho teve assim como objetivo geral o
desenvolvimento, implementação e avaliação de um
projeto de intervenção de enfermagem comunitária que
permitisse a capacitação dos cuidadores formais (CF) de
Estruturas Residenciais para Idosos para o cuidar em
segurança.
Métodos
Este é um estudo transversal descritivo que teve como
suporte metodológico o Planeamento em Saúde, que se
define como um processo continuo e dinâmico que
permite, tendo em conta as necessidades, fazer uso dos
recursos (muitas vezes escassos) de uma forma eficiente17 e
alicerçado no referencial teórico de Betty Neuman, Teoria
dos Sistemas. A metodologia do planeamento em saúde
divide-se nas seguintes fases: diagnóstico de situação;
definição de prioridades face aos problemas identificados;
definição de objetivos e estratégias para os atingir, em
seguida elabora-se um programa ou projeto, prepara-se a
operacionalização, executa-se e no final faz-se a avaliação
do mesmo.18
A intervenção comunitária foi desenvolvida na área de
influência da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC),
esta UCC resposta a uma população de 8485919, sendo
que 2179719 têm 65 ou mais anos. A população alvo do
projeto foi constituída pelos cuidadores formais das ERPI
que pertencem à área geográfica da UCC, com critérios de
inclusão: cuidadores formais em ERPI que pertençam à
área de influência da UCC; cuidadores formais em ERPI
com relatório da auditoria realizada pela Unidade de Saúde
Pública (USP) entre janeiro e julho de 2023 e cuidadores
formais que aceitem participar voluntariamente no estudo.
A amostra, não probabilística e por conveniência, foi
constituída por 161 cuidadores formais.
O instrumento de recolha de dados, utilizado para dar
resposta à primeira fase do planeamento em saúde
diagnóstico de situação, foi um questionário, construído
pelos investigadores que teve como ponto de partida os
relatórios das auditorias realizadas pela USP às ERPI da sua
área geográfica de abrangência, e o cruzamento dessa
informação com os achados da Scoping Review, o mesmo foi
validade por peritos e realizado pré-teste numa ERPI, entre
20.10.2023 e 23.10.2023, a doze cuidadores formais, tendo
os resultados demonstrado não existir dificuldade de leitura
e interpretação de todos os itens por parte dos
colaboradores, sendo assim possível o seu
autopreenchimento. O instrumento foi dividido em duas
partes: Parte A - constituída por cinco perguntas, teve
como objetivo a caracterização dos cuidadores formais em
termos sociodemográficos e Parte B constituída por 22
áreas agrupadas em quatro grandes áreas de intervenção
Segurança ambiental; Atuação em acidentes; Segurança do
medicamento; Continuidade/adequação dos cuidados, que
permitiu identificar as necessidades formativas dos
cuidadores formais. O processo de amostragem foi
realizado através de uma amostra não probabilística,
intencional dos participantes, entre 15 de novembro e 3 de
dezembro de 2023.
Como forma de garantir a solidez ética da intervenção, foi
solicitado o pedido formal para realização do projeto à
diretora executiva do ACeS LN, à coordenadora da USP e
à coordenadora da UCC. Por último foi solicitado parecer
à Comissão de ética Para a Saúde (CES) da Administração
Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) a
21 de junho de 2023 ao qual se obteve parecer favorável
para a fase de diagnóstico a 15 de novembro de 2023,
através do Parecer 51/CES/INV/2023. Após realizado o
diagnóstico, foi elaborado novo pedido de parecer à CES
ARSLVT para a fase de intervenção, ao qual se obteve
resposta favorável a 12 de dezembro de 2023. As fases
seguintes do planeamento em saúde, desde a definição de
prioridades, objetivos, intervenção e avaliação, que versou
sobre 73 CF, decorreu imediatamente após a receção do
parecer aao dia 09 de fevereiro de 2024. Como método
de avaliação das intervenções, foi desenvolvido um novo
questionário pelos investigadores, com base nas temáticas
abordadas nas sessões de Educação para a Saúde (EpS) e
aplicado aos CF após realizadas as intervenções.
Pensar Enfermagem / v.29 n.Sup / jan-dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29iSup.431 / e00431
Artigo Original Quantitativo
Os dados recolhidos foram tratados com recurso à análise
de estatística descritiva, utilizando o programa Statistical
Package for the Social Sciences (SPSS) na sua versão 29.
Resultados
A idade dos cuidadores formais varia entre os 22 e os 72
anos de idade com uma média de 43,8 anos., a idade
máxima corresponde a uma CF que á proprietária de uma
ERPI. A moda situa-se nos 40 anos e a mediana nos 43
anos, analisando o desvio padrão, o mesmo encontra-se
abaixo da média (12,25) o que nos indica que alguma
homogeneidade da amostra. Verifica-se que 89% dos
cuidadores formais são do sexo feminino e 11% do sexo
masculino. Na variável habilitações literárias verifica-se que
31,5% dos cuidadores formais têm curso superior e 28,8%
frequentaram o ensino secundário. Com a frequência da
escolaridade até ao e ciclo temos 16,4% da amostra,
13,7% frequentou curso técnico profissional e 9,6% apenas
detém formação de nível ciclo. Em relação à formação
em cuidados à pessoa idosa dependente verifica-se que
57,5% dos cuidadores refere ter formação e 42,5% refere
não ter qualquer formação na área. No tempo de exercício
profissional no cuidado à pessoa idosa verifica-se que os
cuidadores têm uma dia de 9,7 anos de tempo de
exercício, com 0,5 anos como o tempo mínimo de exercício
e 35 anos como tempo máximo. Nuna escala tipo Likert de
1 a 5 em que 1 corresponde a “sem dificuldade” e 5 a “ter
sempre dificuldade” verifica-se que as áreas: atuação em
acidentes e segurança do medicamento apresentam os
scores mais elevados o que significa que são as áreas que
apresentam mais dificuldades. Os resultados da avaliação
do conhecimento foram categorizados em: muito bom,
bom, satisfatório, fraco e muito fraco, avaliando as
categorias fraco e muito fraco, surge em primeiro a área e
intervenção atuação em acidentes e em segundo a área
segurança do medicamento. De acordo com os dados
obtidos no diagnostico de situação e não se podendo
intervir na totalidade das áreas identificadas, procedeu-se à
priorização dos problemas (segunda fase do planeamento
em saúde) com recurso ao método de priorização Hanlon
adaptado, com os seguintes critérios de ponderação:
magnitude (A); gravidade (B) e eficácia da intervenção (C)18,
utilizados na seguinte fórmula: (A+B) x C, da qual
emergiram os seguintes diagnósticos de enfermagem, de
acordo com a taxonomia CIPE®20, versão 2019:
Capacidade para tomar conta comprometida por déficit de
conhecimento sobre conteúdo da mala de primeiros
socorros; Capacidade para tomar conta comprometida por
déficit de conhecimentos sobre verificação da mala de
primeiros socorros; Capacidade para tomar conta
comprometida por déficit de conhecimentos sobre
procedimento em situação de acidente; Capacidade para
tomar conta comprometida por déficit de conhecimento
em primeiros socorros e Capacidade para tomar conta
comprometida por déficit de conhecimento sobre resposta
ao procedimento em quebra de rede de frio.
Com base nos problemas priorizados, e para dar resposta à
terceira fase do planeamento em saúde, foram definidos
objetivos geral e objetivos específicos, definindo-se os
mesmos como o “resultado desejável e tecnicamente
exequível de evolução de um problema que altera, em
princípio, a tendência de evolução natural desse problema,
traduzido em termos de indicadores de resultado ou de
impacto”.18(p.79) Assim o objetivo geral é: Capacitar os
cuidadores formais em contexto de ERPI e como objetivos
específicos definiram-se: Aumentar o conhecimento dos
cuidadores formais sobre a mala de primeiros socorros;
Educar os cuidadores formais como atuar nos acidentes
mais comuns; Educar os cuidadores formais em primeiros
socorros (Suporte Básico de Vida e Posição Lateral de
Segurança) e Aumentar a proporção de cuidadores formais
com conhecimento do procedimento em rede de frio.
Atendendo aos objetivos definidos e dando resposta à
quarta fase do Planeamento em Saúde Seleção de
estratégias, foram escolhidas as seguintes estratégias de
promoção da saúde: Educação para a Saúde (EpS), segundo
Rodrigues21 a mesma permite a literacia em saúde e
capacitar o indivíduo para a gestão da mesma, também a
Organização Mundial de Saúde4 considera a EpS como
uma estratégia fundamental que possibilita ajudar
indivíduos e comunidades a melhorar a sua saúde,
ampliando conhecimentos e, assim, influenciar a
capacitação. A outra estratégia utilizada foi a Comunicação
em Saúde, esta permite a disseminação de informação com
o propósito de promover a saúde.22 Contemplou-se a
aplicação desta estratégia para desenvolver matérias
informativas (cartões, procedimentos) em formato físico e
digital, destinadas aos cuidadores formais. Após se
estabelecer as prioridades e definir as estratégias a
implementar, obteve-se as temáticas a abordar nas sessões
de EpS. Esta etapa teve início com uma abordagem aos
diretores técnicos das ERPI para a apresentação dos
resultados das colheitas de dados, das áreas sujeitas a
intervenção e a negociação dos locais, datas e horários para
as sessões de EpS. No que concerne às sessões de EpS,
num primeiro momento foi elaborado um plano das
mesmas; a construção de um suporte didático (diapositivos)
para apresentação dos conteúdos das sessões; foi elaborado
um conjunto de cartões para cada uma das ERPI, um
procedimento e um pequeno vídeo disponibilizado sob a
forma de link, para posterior consulta. Foi ainda elaborado
e aplicado um questionário no final das sessões de EpS para
a avaliação da satisfação e aquisição de conhecimentos
pelos formandos, um certificado de participação e folha de
presença.
A avaliação constitui-se na sexta e última etapa do
Planeamento em Saúde. “Numa situação de planeamento
ou programação a maior parte dos elementos utilizados na
avaliação são-no sob a forma de indicadores. É através
Godinho, M.
Artigo Original Quantitativo
deles que conhecemos a realidade e medimos os avanços
alcançados”.18(p.178) No final de cada sessão foi aplicado um
questionário de avaliação sobre os temas abordados, o que
permitiu a avaliação dos conhecimentos dos cuidadores
formais que participaram nas sessões de EpS. A avaliação
deste projeto teve por base os indicadores de atividade e de
resultado como exposto na tabela 1.
Tabela 1. Indicadores de atividade e resultado.
Meta
Resultado
70%
84%
100%
133%
Meta
Resultado
100%
100%
80%
83%
80%
84%
90%
94%
80%
82%
80%
86%
80%
94%
A tabela 1 mostra que as metas inicialmente propostas para
os objetivos definidos foram alcançadas na sua totalidade.
As sessões de EpS tiveram uma elevada adesão por parte
dos cuidadores formais, tendo sido realizadas mais sessões
do que inicialmente previsto, a pedido dos mesmos, para
que fosse possível estarem presentes um maior número de
cuidadores. No entanto, a avaliação dos resultados com
recurso apenas a um questionário aplicado imediatamente
após a realização das sessões de EpS, não permite uma
mensuração da profundidade do impacto das mesmas, os
resultados obtidos fornecem indícios de transformação,
mas não prova inequívoca de mudança consolidada.
Discussão
Este estudo teve como objetivo capacitar os cuidadores
formais em ERPI para prestarem cuidados seguros,
utilizando uma abordagem baseada no Planeamento em
Saúde e fundamentada na Teoria dos Sistemas de Betty
Neuman. Um dos desafios para a qualidade e segurança dos
cuidados prestados em ERPI está relacionado com a
qualificação dos colaboradores das mesmas. Este projeto
permitiu reforçar o mapeamento da evidencia científica
obtida através da Scoping Review realizada pelos
investigadores, para Gartshore et al14 e Pinheira et al15 um
dos principais problemas relacionados com os recursos
humanos tem por base a ausência de qualificação dos
mesmos para a prestação de cuidados diretos ao idoso. A
formação destes cuidadores ocorre essencialmente no local
de trabalho pelos seus pares o que pode condicionar a
qualidade dessa mesma formação, sendo esta não
estruturada e prévia ao início de funções, Pinheira et al.15
Os resultados revelam que a capacitação dos cuidadores
formais na Atuação em Acidentes e Rede de Frio teve um
impacto positivo na melhoria dos seus conhecimentos. Os
resultados estão em concordância com a literatura
existente, que destaca a importância da formação dos
cuidadores formais para melhorar a segurança e a qualidade
dos cuidados em ERPI. Diversos autores, como Ree et al23,
apontam que o aumento da qualificação dos cuidadores e a
melhoria da comunicação e cooperação entre os
profissionais são fatores críticos para a segurança em
cuidados de longa duração. A literatura evidencia que uma
cultura de segurança robusta e uma dotação adequada de
pessoal são essenciais para superar esses obstáculos.14 Os
resultados sugerem que, além da capacitação, um maior
investimento em recursos humanos e organizacionais pode
ser necessário para garantir a segurança total nos cuidados
aos idosos.
Os achados indicam que a capacitação contribuiu para uma
melhoria substancial nos conhecimentos e práticas dos
cuidadores em áreas críticas para a segurança dos
residentes.
A metodologia utilizada, fundamentada na Teoria de Betty
Neuman, permitiu identificar e priorizar os stressores que
afetam o desempenho dos cuidadores, oferecendo uma
base teórica que orientou tanto o diagnóstico de
necessidades quanto o desenvolvimento das intervenções.
Verificou-se que, ao serem orientados para identificar e
minimizar os fatores de risco e os stressores intrapessoais e
interpessoais, os cuidadores estavam mais preparados para
responder a emergências e para realizar os procedimentos
de forma segura. Num sistema cliente (CF) que se pretende
em equilíbrio, como forma de atingir esse propósito, foram
identificados os possíveis fatores que poderiam gerar stress
e que poderiam colidir com a linha de defesa flexível e
abalar a linha normal de defesa. Foram identificadas as
potencialidades dos CF com o mesmo objetivo, que neste
Pensar Enfermagem / v.29 n.Sup / jan-dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29iSup.431 / e00431
Artigo Original Quantitativo
projeto se traduziu na capacitação dos CF das ERPI para o
cuidar em segurança. Desta forma a intervenção da
presente investigação foi ao nível da prevenção primária.
Este estudo apresenta algumas limitações que devem ser
consideradas. Primeiramente, a amostra foi limitada a
cuidadores formais de uma única área geográfica (UCC), o
que pode restringir a generalização dos resultados para
outras ERPI ou regiões com contextos diferentes. Em
segundo lugar, os dados foram recolhidos por meio de um
questionário aplicado após as sessões de EpS, o que pode
introduzir um viés de resposta, que os participantes
podem ter reportado melhorias com base na expectativa do
que era considerado adequado e não é possível avaliar a
retenção de conhecimento assim como mudanças na
prática ou transformação efetiva. Estudos futuros com
acompanhamentos de longo prazo poderiam fornecer uma
visão mais detalhada sobre a sustentabilidade das melhorias
e o impacto contínuo do conhecimento adquirido. Outro
ponto a considerar é que a infraestrutura e os recursos
disponíveis em cada ERPI podem ter variado, afetando a
implementação das práticas de segurança.
Os resultados deste projeto destacam a importância do
Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária e Saúde
Pública e do uso de estratégicas como as sessões de
Educação para a Saúde na capacitação continua e de
intervenções focadas na segurança dos cuidadores formais
em ERPI. A literatura e os achados deste estudo indicam
que o desenvolvimento de competências nas áreas de
segurança e primeiros socorros, integrando protocolos
padronizados e ferramentas de avaliação contínua, pode ter
um impacto direto na qualidade dos cuidados prestados e
na segurança dos residentes. As ERPI devem, assim,
considerar a implementação de formações periódicas e
atualizadas que atendam às necessidades específicas dos
cuidadores e que sejam alinhadas com os princípios do
Plano Nacional para a Segurança do Doente.13
Este estudo abre portas para novas investigações que
possam explorar a eficácia de programas de capacitação
contínua em ERPI de outras regiões e com uma amostra
mais ampla. Além disso, estudos longitudinais que
acompanhem o impacto dessas capacitações ao longo do
tempo são recomendados para verificar a persistência dos
resultados e identificar áreas que necessitam de reforço.
Outra área de interesse seria investigar a relação entre a
formação dos cuidadores e a rotatividade de profissionais
nas ERPI, considerando que a estabilidade da equipe é
apontada na literatura como um fator que influencia
positivamente a qualidade dos cuidados e a segurança dos
residentes.24
Conclusão
O presente projeto de intervenção comunitária, alicerçado
na metodologia do Planeamento em Saúde e estruturado
pelo modelo teórico de Betty Neuman procura que o
sistema cliente, neste projeto os cuidadores formais, sejam
capazes de manter o equilíbrio do seu sistema ou seja, o seu
bem-estar. Com o objetivo de atingir esta finalidade, foram
identificados os potenciais fatores de stresse que poderiam
comprometer a linha de defesa flexível assim como a linha
normal de defesa. Paralelamente, analisaram-se as
competências dos cuidadores formais, com vista à sua
capacitação para prestar cuidados em segurança nas ERPI,
centrando-se a intervenção na prevenção primária. Num
panorama demográfico envelhecido e com um número
crescente de idosos a residir em estruturas residenciais,
importa que todos os cuidadores formais detenham
ferramentas para que o cuidar do idoso aconteça em
segurança. Importa assim ao Enfermeiro Especialista em
Saúde Comunitária e Saúde blica, que trabalha com e
para a comunidade ser um interlocutor, que pode e deve
avaliar as necessidades e consequente capacitação dos
cuidadores formais, constituindo-se a qualidade e a
segurança dos cuidados no objetivo primário dos
enfermeiros.
Os resultados indicam que as intervenções implementadas
resultaram em melhorias significativas nos conhecimentos
e nas práticas de segurança dos cuidadores, especialmente
nas áreas de atuação em acidentes e rede de frio. Essas
melhorias refletem a importância de uma capacitação
estruturada e contínua, demonstrando que a qualificação
dos cuidadores não só aumenta a segurança dos residentes,
mas também contribui para a qualidade dos serviços
prestados.
A realização deste projeto, com a consecução dos objetivos
propostos e do atingir de todas as metas definidas, permitiu
assim a melhoria contínua na qualidade dos cuidados,
capacitando os cuidadores formais, nomeadamente na área
da atuação em acidentes, o apenas como profissionais,
mas como indivíduos e elementos de uma comunidade.
Em suma, este estudo contribui para a prática de
enfermagem comunitária ao mostrar que a capacitação de
cuidadores formais é uma estratégia eficaz para garantir a
segurança em ERPI, respondendo a uma necessidade
emergente em sociedades com uma população cada vez
mais envelhecida. Ao priorizar a formação e a segurança, as
ERPI podem promover não só o bem-estar dos residentes,
mas também a qualidade de vida e a motivação dos
próprios cuidadores, alinhando-se com os objetivos da
saúde pública e da promoção de cuidados seguros e de
qualidade.
Autoria e Contribuições
MG: Conceção e desenho do estudo; Recolha de dados;
Análise e interpretação dos dados; Redação do manuscrito;
Aprovação final do manuscrito e assunção da
responsabilidade pelo mesmo.
ES: Conceção e desenho do estudo; Análise e interpretação
dos dados; Revisão do manuscrito; Aprovação final do
manuscrito e assunção da responsabilidade pelo mesmo.
Godinho, M.
Artigo Original Quantitativo
AV: Conceção e desenho do estudo; Análise e interpretação
dos dados; Revisão do manuscrito; Aprovação da versão
final do manuscrito e assunção de responsabilidade pelo
mesmo.
Conflitos de interesse e Financiamento
Nenhum conflito de interesses foi declarado pelos autores.
Agradecimentos
Enfermeira Isabel Vilaça (Unidade de Cuidados na
Comunidade Lumiar +, ULS Santa Maria).
Fontes de apoio / Financiamento
O estudo não foi objeto de financiamento.
Referências
1. Fragoso V. A arte de cuidar e ser cuidado: cuidar-se para
cuidar. IGTnR [Internet]. 2006 [citado 2023 dez 10];3(5).
Disponível em:
https://igt.psc.br/ojs3/index.php/IGTnaRede/article/vi
ew/9
2. Manuel S, Gonçalves G, Braz N, Sousa C. O
desenvolvimento de competências dos cuidadores formais:
o caso das instituições de apoio a idosos na região do
Algarve. In: Anica A, Sousa C, editores.
Envelhecimento ativo e educação [Internet]. Faro:
Universidade do Algarve; 2020 [citado 2023 mai 25]. p. 87
100. Disponível em: http://hdl.handle.net/10400.1/14868
3. Moreira ML, Bucher-Maluschke JSNF, Carvalho e Silva
J, Falcão DVS. Cuidadores informais de familiares com
Alzheimer: vivências e significados em homens. Contextos
Clín [Internet]. 2018 [citado 2023 mai 25];11(3). Disponível
em: https://doi.org/10.4013/ctc.2018.113.08
4. Organização Mundial da Saúde. Health Promotion
Glossary of Terms 2021. Genebra: OMS; 2021.
5. Human Rights Watch. Relatório Mundial 2023 [Internet].
2023 [citado 2023 mai 21]. Disponível em:
https://www.hrw.org/pt/world-report/2023
6. Instituto Nacional de Estatística. Estimativas da
População Residente - Web Portal [Internet]. Lisboa: INE;
[citado 2023 jun 15]. Disponível em:
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpgid=ine_tema&xpi
d=INE&tema_cod=1115
7. Paixão C. Desenvolvimento de competências sociais no
cuidador informal. Lisboa: Editorial Cáritas; 2017.
8. Moreira M. Como envelhecem os portugueses:
envelhecimento, saúde, idadismo. Lisboa: Fundação
Francisco Manuel dos Santos; 2020.
9. Portugal. Portaria n.º 67/2012. Define as condições de
organização, funcionamento e instalação das estruturas
residenciais para pessoas idosas [Internet]. Diário da
República. 2012 mar 21 [citado 2023 jun 15];58(I
Série):13249. Disponível em:
https://data.dre.pt/eli/port/67/2012/03/21/p/dre/pt/h
tml
10. Portugal. Regulamento n.º 613/2022. Define o ato do
enfermeiro [Internet]. Diário da República. 2022 jul 8
[citado 2023 jun 20];131(II Série):17982. Disponível em:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/regulamento/61
3-2022-185836226
11. Portugal. Lei n.º 95/2019. Aprova a Lei de Bases da
Saúde [Internet]. Diário da República. 2019 set 4. [citado
2023 jun 20];169(I rie):5566. Disponível em:
https://data.dre.pt/eli/lei/95/2019/09/04/p/dre/pt/ht
ml
12. Andersson Å, Frank C, Willman AM, Sandman PO,
Hansebo G. Factors contributing to serious adverse events
in nursing homes. J Clin Nurs [Internet]. 2018 [citado 2023
mai 02];27(12):35462. Disponível em:
https://doi.org/10.1111/jocn.13914
13. Direção-Geral da Saúde. Plano Nacional para a
Segurança dos Doentes 2021-2026. Lisboa: DGS; 2021.
14. Gartshore E, Waring J, Timmons S. Patient safety
culture in care homes for older people: a scoping review.
BMC Health Serv Res [Internet]. 2017;17(1),752.
Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12913-017-
2713-2
15. Pinheira V, Beringuilho F. Perfil de cuidadores formais
não qualificados em instituições prestadoras de cuidados a
pessoas idosas. Int J Dev Educ Psychol. [Internet]. 2017
[citado 2023 mai 25];1(2):225-36. Disponível
em: https://revista.infad.eu/index.php/IJODAEP/article
/view/1124
16. Feitor S, Silva A, Suarte S, Veiga A, Sousa M, Bastos F,
et al. Empowerment comunitário em saúde escolar:
Adolescente com diabetes mellitus tipo 1. Rev ROL
Enferm. 2020;43(1 Suppl):36473.
17. Tavares A. Métodos e técnicas de planeamento em
saúde. Lisboa: Ministério da Saúde; 1990.
18. Imperatori E, Giraldes M. Metodologia do planeamento
em saúde: Manual para uso em serviços centrais, regionais
e locais. 3ª ed. Lisboa: ENSP; 1993.
19. SPMS. BI CSP Bilhete de Identidade dos Cuidados de
Saúde Primários [Internet]. [citado 2023 out 21].
Disponível em: https://www.spms.min-
saude.pt/2020/07/bi-csp-bilhete-de-identidade-dos-
cuidados-de-saude-primarios/
20. Ribeiro T, Cubas MR, Cristiane M, Miriam M.
Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem
CIPE(R): versão 2019/2020. Porto Alegre: Artmed
Editora; 2020.
21. Rodrigues F. A saúde planeada: metodologia
colaborativa com a comunidade. Lisboa: Lisbon
International Press; 2021.
22. Direção-Geral da Saúde. Plano de Ação para a Literacia
em Saúde 2019-2021. Lisboa: DGS; 2019.
23. Ree E, Wiig S. Employees’ perceptions of patient safety
culture in Norwegian nursing homes and home care
services. BMC Health Serv Res [Internet]. 2019 [citado
2023 mai 16];19(1):607. Disponível em:
https://doi.org/10.1186/s12913-019-4456-8.
Pensar Enfermagem / v.29 n.Sup / jan-dez 2025
DOI: 10.71861/pensarenf.v29iSup.431 / e00431
Artigo Original Quantitativo
24. Ma N, Sutton N, Yang JS, Rawlings-Way O, Brown D,
McAllister G, et al. The quality effects of agency staffing in
residential aged care. Australas J Ageing [Internet]. 2022
Aug 23 [citado 2023 mai 19];42(1):195-203. Disponível em:
https://doi.org/10.1111/ajag.13132