Artigo Teórico
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Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / Jan-Dez 2025 / DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.436 / e00436
Trabalho Emocional em Enfermagem Pediátrica: Relato de
experiência com instrumentos terapêuticos
Emotional labor in pediatric nursing: Experience report with
therapeutic instruments
Rita Barros1*, Sofia Seabra2, Paula Diogo3
1 Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, Neonatologia do Hospital Lusíadas Lisboa; Centro de Investigação,
Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal;
orcid.org/0009-0002-3311-9828
2 Enfermeira, Unidade Médico Cirúrgica de Adultos, Hospital Doutor Manoel Constâncio Abrantes; Estudante de Mestrado em Enfermagem de
Saúde Infantil e Pediátrica, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL); orcid.org/0009-0006-9360-3434
3 Professora Coordenadora, Departamento de Enfermagem da Criança e do Jovem, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL); Centro de
Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa,
Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0003-4828-3452
* Autor de correspondência: ritavieirabarros@gmail.com
Recebido: 02.05.2025
Aceite: 17.11.2025
Editor: Helga Henriques
Como citar este artigo: Barros R, Seabra S, Diogo P. Trabalho Emocional em Enfermagem Pediátrica: Relato de experiência com instrumentos terapêuticos.
Pensar Enf [Internet]. 2025 Jan-Dez; 29(1): e00436. Available from: https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29i1.436
Resumo
A criança e a sua família vivenciam processos de saúde-doença potenciados por diversos fatores, tais como a
exposição a um ambiente desconhecido e ameaçador e as alterações de rotinas. Estes têm um impacto, pelo
que é essencial que os enfermeiros estejam despertos para as necessidades emocionais da criança e da família,
procurando facilitar a gestão intencional das emoções, com recurso a instrumentos terapêuticos ancorados no
Modelo de Trabalho Emocional em Enfermagem Pediátrica. Esta orientação para a prática visa facilitar a
transformação positiva de situações de emocionalidade intensa e potencialmente perturbadoras para crianças,
famílias e enfermeiros.
O presente relato de experiência tem como objetivo explorar a mobilização destes instrumentos em três
contextos de estágio (neonatologia, urgência pediátrica e internamento pediátrico), que decorreram num
período de quatro meses, em diferentes instituições hospitalares do setor público, do centro e arredores de
Lisboa.
No decorrer dos estágios, as mestrandas de enfermagem de saúde infantil e pediátrica mobilizaram
instrumentos terapêuticos tais como o humor e o brincar terapêutico. Estes foram fundamentais na redução
do impacto negativo da hospitalização. Adicionalmente, foi possível observar a aplicabilidade e reforçar a
relevância do Modelo de Trabalho Emocional em Enfermagem Pediátrica, no qual se encontram sistematizados
estes instrumentos.
Palavras-chave
Emoções, Enfermagem Pediátrica, Trabalho Emocional, Estágio Clínico, Prática Avançada de Enfermagem,
Relato de Experiência.
Abstract
Children and their families experience health and illness intensified by several factors, including exposure to
unfamiliar, threatening environments and disrupted routines. Given this impact, nurses should stay attuned to
children’s and families’ emotional needs and facilitate the intentional management of emotions by deploying
therapeutic instruments anchored in the Emotional Labor Model in Pediatric Nursing. This practice orientation
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aims to positively transform intense emotional situations, potentially distressing for children, families, and
nurses.
This experience report examines how these instruments were deployed across three practicum settings
(neonatology, pediatric emergency department, and pediatric inpatient unit) over four months in public
hospitals in Lisbon and surrounding areas.
During the practicums, master’s students in child and pediatric health nursing deployed therapeutic instruments
such as humor and therapeutic play, which were pivotal in reducing the negative impact of hospitalization.
Additionally, we observed the applicability of the Emotional Labor Model in Pediatric Nursing and underscored
its relevance as a structured framework for these instruments.
Keywords
Emotions, Pediatric Nursing, Emotional Labor, Clinical Apprenticeship, Advanced Nursing Practice,
Experience Report.
Introdução
A criança e a sua família vivenciam frequentemente uma emocionalidade intensa e potencialmente perturbadora,
associada aos processos de saúde-doença que, aquando da necessidade de hospitalização, podem constituir crises
experienciadas por toda a família.1,2 No internamento em neonatologia, ocorre uma separação abrupta e
inesperada entre o recém-nascido e os pais, sendo uma experiência descrita como uma “montanha-russa”
emocional.3 Em contexto de doença súbita, o recurso à urgência pediátrica constitui uma situação de stress
emocional, tanto para a criança como para a sua família.4 Quando existe a necessidade de internamento, à dor e
ao medo acrescem as alterações das rotinas e a vontade de regressar a casa, que contribuem para uma experiência
profundamente emocional.5 Neste sentido, as emoções são inerentes às interações enfermeiro-cliente e
indissociáveis de uma abordagem holística e humanizada aos cuidados ao cliente pediátrico.1,6 Este inclui a
criança ou o jovem, ao longo dos estádios de desenvolvimento, e a família, da qual a criança não pode ser
separada no processo de cuidados de enfermagem.2
Os enfermeiros, estando despertos para as necessidades de dimensão emocional e almejando resultados
terapêuticos, mobilizam, de forma ajustada a cada cliente de cuidados, os instrumentos terapêuticos
adequados.1,7,8 Estes instrumentos contribuem para operacionalizar o trabalho emocional em enfermagem.9,10,11
Tendo como central este conceito, o Modelo de Trabalho Emocional em Enfermagem Pediátrica (MTEEP) de
Diogo1 constitui uma orientação para a prática no contexto de pediatria, que permite a transformação positiva
de situações de emocionalidade desagradável ou pertubadora.1
O MTEEP é um recurso pedagógico e está integrado no conteúdo programático do Curso de Mestrado em
Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica (CMESIP) da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. Este
constituiu parte do referencial teórico de projetos de estágio do CMESIP, em articulação com o Projeto
EmoS&PraxEnf inscrito no Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa
(CIDNUR). O ingresso das primeiras duas autoras no CMESIP foi motivado pelo reconhecimento da
importância da prática sustentada em evidência científica e da melhoria contínua dos cuidados de enfermagem
em pediatria, almejando uma prática avançada de enfermagem.
Assim, o presente artigo constitui um relato de experiência relativo aos estágios clínicos das mestrandas do
CMESIP, cujos projetos formativos tiveram enfoque na dimensão emocional do cuidar e no MTEEP. Os
estágios em contexto de neonatologia, urgência pediátrica e internamento de pediatria decorreram num período
de quatro meses, em diferentes instituições hospitalares do setor público do centro e arredores de Lisboa.
Neste relato de experiência será abordada a importância da aprendizagem experiencial e da prática reflexiva
enquanto metodologia primordial no estágio clínico e no desenvolvimento de competências. Além disto, serão
abordadas as orientações teóricas que sustentaram o percurso, nomeadamente de autores de referência como
Jean Watson. Seguidamente, será explorado o conceito de instrumentos terapêuticos em enfermagem,
subsidiando a apresentação e reflexão sobre os instrumentos terapêuticos promotores do TEEP desenvolvidos
e aplicados nas experiências de estágio. Por último, a síntese dos instrumentos terapêuticos desenvolvidos pelas
mestrandas e a sua articulação com as cinco categorias de cuidados do MTEEP, seguida da reflexão final. O
objetivo é explorar a mobilização dos instrumentos terapêuticos promotores do trabalho emocional em
enfermagem pediátrica (TEEP) nos três contextos mencionados, evidenciando, simultaneamente, a importância
de modelos para a prática de enfermagem e a aplicabilidade do MTEEP.1
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Desenvolvimento
Aprendizagem Experiencial e Prática Reflexiva em Estágio Clínico
Os estágios clínicos realizados em diferentes contextos de cuidados em meio hospitalar permitiram o confronto
com a complexidade, incerteza e instabilidade das situações de saúde-doença experienciadas pela criança e pela
família. Este contacto proporcionou um aprofundamento do conhecimento suportado pela aprendizagem
experiencial e pela prática reflexiva.
A aprendizagem experiencial decorre do contacto com a experiência, da qual o conhecimento deriva e onde é
testado; a aprendizagem processa-se através de um ciclo que envolve uma experiência, uma observação reflexiva
e uma conceptualização, seguida de uma nova experiência.12
A prática reflexiva salienta também a importância da experiência e da reflexão acerca desta.13 O profissional, na
sua prática, reflete acerca de novas situações, através da reflexão na ação e, posteriormente, sobre a ação,
possibilitando a análise e crítica dos seus próprios conhecimentos, bem como a melhoria da prática.13 Desta
forma, através da capacidade de refletir e articular sobre situações específicas de cuidados, de forma sistemática,
é possível a aquisição de competências, ou seja, a mobilização eficaz do conhecimento e de habilidades
específicas, de forma intencional, em cada situação.14,15 Nesta circularidade, podemos inferir que a competência
é o saber em ação.14
Ao longo dos estágios, o contacto com múltiplas situações de cuidados impeliu as reflexões realizadas, em
articulação com as equipas de saúde, com os orientadores clínicos e pedagógicos, e com os colegas. Estas,
aliadas à evidência científica existente, decorreram nos próprios contextos, em sessão letiva e através da
produção escrita. A reflexão na prática e sobre a prática encontra-se representada nos jornais de aprendizagem,
diários de campo e outras reflexões elaboradas, com particular enfoque na problemática em estudo.
Orientações Teóricas e Modelos para a Prática
Segundo Lacerda et al.,16 o referencial teórico é a base para a construção do conhecimento da disciplina e da
ciência da Enfermagem. Permite transformar a prática profissional de uma forma fundamentada, promovendo
maior reconhecimento e fortalecimento da disciplina. As teorias de enfermagem são cruciais para a prática
avançada de enfermagem, que se caracteriza por uma prática sustentada no seu próprio conhecimento, focada
na prestação de cuidados holísticos e específicos da enfermagem.16,17 Isto não implica que o conhecimento da
enfermagem não possa ser informado pelo conhecimento de outras disciplinas.16 Estes subsídios são, com
frequência, importantes, contudo, devem ser significativos para a transformação da própria disciplina. Esta
desenvolve-se através de uma prática reflexiva, que questiona e, simultaneamente, é sustentada pelo seu próprio
referencial teórico e pela evidência científica.16 Assim, torna-se essencial abordar os conceitos e os referenciais
teóricos que sustentaram os projetos formativos e o percurso das mestrandas, assim como o presente relato de
experiência.
Desde os primórdios da humanidade, o cuidar constitui uma necessidade fundamental, sendo imprescindível
para a sobrevivência do ser humano.6,18 Ao longo do seu ciclo vital, a pessoa é alvo de cuidados cujo intuito é
a promoção e manutenção do melhor estado de saúde possível, em todas as suas dimensões, sendo a profissão
de enfermagem fundamental neste âmbito.6,18
O conceito de cuidar é central para Jean Watson; no desenvolvimento da Teoria do Cuidado Humano, descreve
alterações a nível da linguagem própria da Enfermagem, onde o conceito de caring se modificou para carative e,
mais tarde, para cáritas.6,19 Esta designação foi considerada mais ampla e representativa do afeto inerente ao
conceito, assim como da sua evolução ao longo do tempo.6,19 À consideração pelo cliente de cuidados no seu
todo, Jean Watson acrescenta a importância de o enfermeiro estar atento a si mesmo self dedicando-se ao
autocuidado e à introspeção, de forma a potenciar a operacionalização de cuidados humanizados.19
Também Swanson,20 na sua Teoria de Médio Alcance do Cuidar, adota um foco na pessoa e no respeito pelas
suas experiências e habilidades, possibilitando a prestação de cuidados humanizados e o crescimento do próprio
enfermeiro.20,21 A sua teoria enfatiza a necessidade de conhecer adequadamente a pessoa, respeitando-a e
demonstrando empatia; reconhecer a pessoa como um ser único, com experiências, habilidades, crenças,
perceções e emoções próprias acerca do momento que experiencia, e que devem ser consideradas no processo
de cuidar.20,21 Assim, cuidar em enfermagem implica uma abordagem holística que é indissociável das emoções
e da relação estabelecida com o cliente de cuidados.1,6,20 Os cuidados vão além do foco no problema de saúde,
pois são caracterizados por momentos transpessoais, uma vez que excedem o tempo, o local e a própria
presença física.1,6,18,20
Numa prática clínica sustentada nas teorias apresentadas, os enfermeiros estarão capacitados para prestar
cuidados onde a dimensão emocional é considerada como parte fundamental, à semelhança da fisiológica, da
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estética ou da cultural.1 De modo a facilitar a gestão emocional do cliente, o enfermeiro mobiliza um conjunto
de instrumentos que promovem o trabalho emocional em enfermagem.1,10 É fundamental a sua valorização na
prestação de cuidados e a sua inclusão na formação inicial e avançada do enfermeiro, pelo que é essencial a
existência de conceções teóricas e modelos de intervenção para orientar a prática.1,10
Trabalho Emocional em Enfermagem Pediátrica
A conceção de trabalho emocional foi introduzida em enfermagem por Pam Smith,10 ao constatar na prática
uma desvalorização da dimensão emocional dos cuidados. O conceito tem como foco a experiência emocional
dos clientes e dos enfermeiros, visando um apoio emocional e um acompanhamento eficaz ao cliente, através
de competências frequentemente invisíveis, tais como a empatia, o suporte e a disponibilidade.10 Esta conceção
difere de outras por afirmar que não existe um subjugar a regras da profissão, como sugere a primeira
abordagem ao conceito, desenvolvida por Hochschild, na sociologia.22 Badolamenti et al.22 salientam a natureza
complexa e multidimensional do conceito, concluindo que este se refere à gestão da expressão e manifestação
das emoções.
Para Smith,10 os enfermeiros, num processo de aprendizagem contínuo, adaptam a sua conduta em cada
situação. A autora defende a necessidade de treino formal nesta dimensão emocional, desde o início da
formação do profissional e ao longo desta, pelo que a existência de modelos para a prática é essencial.1,10
O MTEEP surgiu do percurso de investigação desenvolvido por Diogo durante mais de duas décadas, partindo
da sua experiência na prestação de cuidados à criança com doença oncológica e à sua família.1
A sua investigação incidiu na dimensão emocional do cuidar em enfermagem; dos achados da investigação
primária desenvolvida pela autora surgiu uma teoria de médio alcance, cuja maturação deu origem ao modelo.1
Seguiu-se o seu contínuo desenvolvimento e validação em diferentes contextos de cuidados em pediatria,
conferindo-lhe robustez teórica, não obstante a aplicabilidade clínica.1 A validação da sua aplicabilidade ocorreu
de forma contínua através da investigação,1,23 e da reflexão sobre a prática, uma ferramenta de aprendizagem
essencial. Esta possibilitou aos mestrandos potenciar o desempenho do trabalho emocional pelos próprios e,
simultaneamente, reforçar a aplicabilidade do MTEEP nos diferentes contextos de cuidados à criança e à
família.1
Neste modelo, o TEEP é definido como:
“a gestão intencional da emocionalidade dos clientes (crianças, jovens e famílias) e dos enfermeiros, visando
transformar positivamente a experiência emocional, os relacionamentos e o cuidar, promovendo o alívio do
sofrimento e incrementando o bem-estar, tal como o crescimento dos sujeitos em interação; os enfermeiros
mobilizam estratégias, que previnem a exaustão emocional individualmente e em equipa, promovendo o seu bem-
estar emocional”1(p111)
Através das intervenções de enfermagem de dimensão afetivo-emocional, ocorre a transformação positiva de
situações de emocionalidade intensa e potencialmente perturbadoras, experienciadas pelo cliente pediátrico nos
processos de saúde-doença.1 Isto ocorre através das cinco categorias de cuidados do modelo, que apresenta a
intervenção de enfermagem de forma sistemática e organizada.1 As categorias estão designadas segundo a sua
intencionalidade: 1) Promover um ambiente seguro e afetuoso; 2) Nutrir os cuidados com afeto; 3) Facilitar a
gestão das emoções do cliente; 4) Construir a estabilidade na relação; e 5) Regular a disposição emocional para
cuidar.1
Ao longo dos estágios clínicos, as mestrandas denotaram que os cuidados de enfermagem estão intrinsecamente
ligados às emoções humanas e que as intervenções de enfermagem desenvolvidas neste âmbito se encontram
sistematizadas no MTEEP.1 Por este motivo, este modelo constituiu um recurso fundamental no percurso
formativo ao longo do qual mobilizaram e/ou construíram instrumentos terapêuticos promotores do trabalho
emocional.
Instrumentos Terapêuticos de Enfermagem
A intervenção de enfermagem é considerada terapêutica quando dela resultam benefícios concretos ou
potenciais para o cliente, ou seja, uma melhoria do bem-estar e da qualidade de vida, com implicações além da
dimensão fisiológica.7 A designação diz respeito a uma ação que é útil, restauradora e benéfica para a pessoa,
tendo em conta as suas características específicas.7
O efeito terapêutico da intervenção de enfermagem é obtido nomeadamente através da interação com o cliente
e da relação estabelecida com este, sendo o próprio enfermeiro o instrumento terapêutico.7,8 Também através
do apoio no suprimento de necessidades, através de intervenções físicas, consoante a situação da pessoa.7,8 O
resultado terapêutico pode ainda ser atingido a partir da manipulação do ambiente de cuidados, do cuidar e dos
cuidados de conforto.7,8 Para atingir resultados promover o bem-estar e/ou aliviar o sofrimento , os
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enfermeiros desenvolvem intervenções com recurso a instrumentos terapêuticos, tais como o humor, a música,
a presença e a gestão emocional, entre outros.8
A clarificação e o aprofundamento destes conceitos são essenciais, contribuindo para o reconhecimento das
“pequenas coisas”, isto é, das intervenções de enfermagem frequentemente invisíveis, mas cujo potencial
terapêutico é fundamental.1,7,8,10
Para o desenvolvimento de intervenções de dimensão afetivo-emocional, o enfermeiro recorre a instrumentos
terapêuticos promotores do trabalho emocional em enfermagem pediátrica.1 O enfermeiro utiliza as emoções
enquanto instrumento terapêutico, um processo sistematizado no MTEEP.1
Na evidência científica atual, encontramos vários exemplos de instrumentos terapêuticos. Através destes, os
enfermeiros intervêm para promover o bem-estar emocional do cliente pediátrico, promovendo a redução do
stress e aumento da autoeficácia,24 tais como:
Acolhimento
Transmissão de informação
Grupos de apoio
Em contextos de cuidados intensivos, numa lógica de Cuidados Centrados na Família (CCF),25 ocorre uma
redução do stress através de:
Transmissão informação
Envolvimento e participação parental
Em situações como a punção venosa, o pré-operatório ou a recorrência à urgência, os instrumentos terapêuticos
com efeito no alívio da ansiedade, do stress, do medo e da dor são:26, 27, 28, 29, 30
Música
Humor
Brincar
Partilha de sentimentos
Transmissão de informação
Preparação para procedimentos
A mobilização destes surge numa lógica de Cuidados Não Traumáticos (CNT), destacando-se a importância da
adaptação às necessidades e às características do cliente.26 Além disso, proporcionar condições para a criança
brincar e manipular os materiais de forma segura.28,29,30
Instrumentos Terapêuticos Promotores do Trabalho Emocional em Enfermagem Pediátrica
Nos três contextos de estágio, as mestrandas desenvolveram intervenções com recurso a instrumentos
terapêuticos promotores do TEEP, visando a gestão intencional da emocionalidade dos clientes.1
Algumas intervenções desenvolvidas deram continuidade ao trabalho realizado pelos enfermeiros de cada
contexto, enquanto outras, devidamente identificadas no texto que se segue, foram criadas pelas mestrandas.
No estágio em neonatologia foram prestados cuidados ao recém-nascido de alto risco, aquele que apresenta
maior mortalidade e morbilidade do que a média, e à sua família. 31 Este internamento está associado a uma
separação abrupta e inesperada entre a família e o recém-nascido.3 Tem inerente a experiência de emoções
intensas e frequentemente contraditórias, tais como a felicidade associada ao nascimento da criança, e ansiedade
e o medo devido ao seu estado de saúde.3
Em resposta à emocionalidade intensa experienciada pelos pais, neste contexto de estágio foram desenvolvidas
várias intervenções com recurso a instrumentos terapêuticos. Nomeadamente através da manutenção de um
ambiente familiar e confortável, tratando-se de um contexto que pode ser particularmente assustador,
promovendo, assim, um ambiente seguro e afetuoso.1 No mesmo sentido, foi possível intervir através da
elaboração de cartões decorativos das unidades de cada bebé, alusivos aos meses de vida da criança, bem como
a diferentes épocas festivas. Foram elaborados diários, designados “Álbum de Esperança”, que permitiram aos
pais iniciar o registo dos momentos com o seu filho, através de fotografias e da escrita. Com frequência, e a
pedido dos pais, a equipa também colaborava nestes registos.
Neste contexto, ações como o falar amimado, os carinhos e o colo, que nutriam os cuidados com afeto, foram
realizadas com frequência, associadas à realização de intervenções como posicionamento ou alimentação, e em
momentos espontâneos.1
Em resposta à experiência emocional vivenciada pela família, os grupos de apoio, dinamizados pelo enfermeiro
periodicamente, constituíam um recurso importante e extremamente valorizado pelos pais, proporcionando
uma oportunidade de partilha. Neste contexto, intervenções sustentadas pelos CCF, com recurso a
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instrumentos terapêuticos como a transmissão de informação, os grupos de apoio e o envolvimento nos
cuidados, são extremamente importantes para as famílias dos recém-nascidos internados.
No estágio em urgência pediátrica, foi possível acompanhar a criança e a família que recorrem ao hospital no
contexto de um problema de saúde súbito ou de uma agudização de uma condição crónica.4 Desde a primeira
interação, nomeadamente na triagem, a abordagem adotada foi transmissora de tranquilidade e confiança, pois
qualquer recorrência à urgência poderá ter associada uma elevada carga emocional.4 Desta forma, foi promovido
um ambiente seguro e afetuoso e foram nutridos os cuidados com afeto.1,32
Neste contexto, os CNT foram fundamentais, devido à realização frequente de procedimentos dolorosos e
geradores de desconforto e medo, associados ao stress do ambiente desconhecido. Assim, foi essencial a
implementação sistemática de intervenções para eliminar ou atenuar o sofrimento, nomeadamente através da
preparação para procedimentos e da minimização da separação entre a criança e a família.4,32
Os procedimentos invasivos, como a colheita de sangue ou a terapêutica inalatória eram geradores de dor, de
medo e de angústia nas crianças. Foi importante intervir na preparação para o procedimento, nomeadamente
com recurso ao brincar, com a mobilização do “Kit dói-dói”, existente na sala de tratamentos. Era constituído
por vários peluches e materiais de punção sem agulhas, assim como adesivos e ligaduras, possibilitando explicar
o procedimento à criança com tranquilidade e segurança. Caso a criança preferisse, poderia experimentar o
procedimento no seu próprio brinquedo.
No final, eram oferecidos vários autocolantes à escolha da criança e um diploma de mérito, como forma de
elogiar o seu comportamento, mesmo quando a criança chorava, constituindo uma oportunidade de
reconciliação. Este momento, de reforço positivo, transmite à criança que o seu valor não está condicionado
pelo comportamento durante a situação.33 Além disso, possibilita o fortalecimento da relação entre o cliente e
os enfermeiros.33 A música e os vídeos foram utilizados com frequência, também na sala de tratamentos, com
intencionalidade terapêutica, sendo escolhidos pela criança.
Ainda decorrente do estado emocional da família, esta pode adotar comportamentos agressivos (verbais e, em
alguns casos, físicos) contra os profissionais de saúde. Estas situações são mais frequentes nos serviços de
urgência, pois a ansiedade e desespero relativamente ao estado de saúde da criança e aos tempos de espera
prolongados dificultam a gestão emocional.34 Assim, foi fundamental intervir neste âmbito, através da
transmissão de informação, de forma adequada ao nível de compreensão da família.34 Além disso, foram
mobilizadas competências comunicacionais adequadas aos estádios de desenvolvimento e às diferenças
culturais, facilitando a gestão das emoções do cliente e construindo a estabilidade na relação.1,4
Desta forma, através da mobilização de instrumentos terapêuticos, tais como o brincar e a transmissão de
informação, a intencionalidade foi a transformação positiva das emoções vivenciadas pela criança e família.1
O internamento pediátrico caracteriza-se por ser um ambiente potencialmente gerador de stress e de medo,
associado a procedimentos dolorosos, a equipamentos médicos, ao local desconhecido e ameaçador e a
alterações da rotina.5,35 Para os pais, esta experiência implica alterações do papel parental e ajustes no
funcionamento habitual da família.36
No caso de crianças com condição crónica, os períodos de hospitalização podem ser longos e frequentes,
limitando a realização das suas atividades diárias, podendo existir um comprometimento a nível do seu
crescimento e desenvolvimento.37 As crianças identificam a presença de melancolia, desalento e apatia,
sentindo-se inseguras e sem capacidade para lidar com as suas emoções.38 Estas crianças e famílias carecem
particularmente de apoio emocional, através do qual é possível atenuar as vivências negativas e reduzir a
ansiedade.39
No estágio em internamento pediátrico, foi possível constatar que os cuidados prestados se encontravam
sustentados pelos CCF e CNT. Estes encontravam-se refletidos, nomeadamente, na promoção da participação
parental e a partilha contínua de informação, assim como a colaboração dos pais no processo de cuidados do
seu filho. Associado a isto, a preparação da criança para a realização de procedimentos e a realização dos
mesmos na sala de tratamentos, e não no quarto. No âmbito da gestão intencional das emoções, neste contexto,
foi realizado o acolhimento da criança e do jovem, assim como da sua família. Este, aliado à expressão de afeto,
contribuiu para a transformação positiva da experiência de hospitalização, promovendo a tranquilidade, o alívio
do sofrimento e o aumento da confiança.1
A mobilização de instrumentos terapêuticos foi particularmente importante no caso da criança internada sem
acompanhante, pois é necessário dar resposta às necessidades afetivas e emocionais, minimizando os efeitos
negativos desta experiência.40 O enfermeiro recorre ao afeto com intencionalidade terapêutica, procurando,
assim, atenuar a falta do acompanhante, não se pretendendo, porém, a substituição do papel do pai/cuidador.41
Na realização de procedimentos dolorosos, associado a intervenções farmacológicas, foram mobilizados
instrumentos terapêuticos tais como o brincar e a música, constituindo intervenções promotoras de um
ambiente seguro e afetuoso.1 Foi importante dar autonomia à criança na escolha da música e dos brinquedos.
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Estas intervenções contribuíram para facilitar a gestão das emoções dos clientes, promovendo tranquilidade e
bem-estar, bem como autocontrolo emocional.1
Todas as intervenções, sustentadas pelos CCF e pelos CNT, surgiram associadas à manutenção da presença e
da participação dos pais, à semelhança dos restantes contextos de estágio. Este envolvimento foi positivo,
atenuando os níveis de ansiedade e stress dos pais, facilitando a gestão das suas emoções, aumentando a sua
confiança e protegendo as relações familiares.1,42
Em colaboração com a equipa multidisciplinar, foi construído por uma das mestrandas um instrumento
terapêutico promotor do TEEP, através do qual era possível identificar as emoções das crianças, designado
“termómetro das emoções”. Foram elaborados dois termómetros que permitiam às crianças, através das cores
e ilustrações, expressar o seu estado emocional, o que constitui um passo fundamental para a as crianças
regularem as suas emoções.
Na prestação de cuidados à criança e à família, o enfermeiro encontra-se também suscetível à experiência de
emoções intensas, perante fatores como excesso de trabalho ou conflitos na equipa de saúde.1 Para a
manutenção do seu envolvimento e da capacidade de cuidar, o profissional recorre a diferentes estratégias,
como a análise de experiências ou a partilha de sentimentos, entre outras, que também caracterizam o
MTEEP.1,43 Por isto, foi fundamental para as mestrandas a realização de análises de experiências e de reflexões
com os orientadores, clínicos e académicos, assim como escritas (jornais de aprendizagem).
Nos contextos de estágio, foi ainda importante a formação da equipa relativamente ao TEEP, com foco nos
instrumentos terapêuticos que o promovem. Por este motivo, as mestrandas desenvolveram ações de formação
em serviço, além de terem criado um documento com evidência científica e exemplos práticos de intervenções
a mobilizar, sistematizadas no MTEEP,1 em cada estádio de desenvolvimento da criança.
Os instrumentos terapêuticos utilizados em cada contexto encontram-se resumidos na tabela 1.
Tabela 1. Instrumentos terapêuticos utilizados em contexto de estágio.
Contextos de estágio
Instrumentos terapêuticos promotores do trabalho emocional em
enfermagem pediátrica
Neonatologia
Manipulação do ambiente
“Álbum de esperança”
Dádiva de afeto
Partilha de sentimentos
Grupos de apoio
Transmissão de informação
Envolvimento e participação
Análise de experiências
Reflexão
Urgência Pediátrica
Internamento Pediátrico
Dádiva de afeto
Transmissão de informação
Preparação para procedimentos
“Kit dói-dói”
Autocolantes e diplomas de mérito
Envolvimento e participação
Humor
Brincar
Música
Análise de experiências
Reflexão
Dádiva de afeto
Transmissão de informação
Preparação para procedimentos
Envolvimento e participação
Humor
Brincar
Música
“Termómetro das emoções”
Análise de experiências
Reflexão
Em resposta às necessidades emocionais do cliente, foi possível intervir através de vários instrumentos
terapêuticos que promovem o TEEP, alguns destes implementados nos contextos, tais como o “termómetro
das emoções”. De forma adaptada ao contexto e à situação específica do cliente, os enfermeiros mobilizam
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instrumentos tais como o afeto, a transmissão de informação, o brincar terapêutico, a música e o humor.
Contudo, os instrumentos destacados em cada local não são exclusivos dos mesmos, mas sim utilizados
conforme sejam adequados ao cliente e às suas necessidades, visando a redução do impacto negativo da
hospitalização.
Estes instrumentos são o meio através do qual o enfermeiro desenvolve o trabalho emocional, que inclui
também as estratégias utilizadas pelo próprio de modo a regular a sua disposição emocional para cuidar.
No decorrer dos estágios, foram observadas estas intervenções e a sua articulação com as cinco categorias de
cuidados do MTEEP,1 encontrando-se esta articulação esquematizada na Figura 1.
Reflexão final
A prestação de cuidados de enfermagem ao cliente pediátrico é indissociável das emoções, sendo essencial a
intervenção do enfermeiro para facilitar a gestão intencional das mesmas.1,6 Em resposta às necessidades
emocionais do cliente, o enfermeiro intervém através de vários instrumentos terapêuticos que promovem o
TEEP, mesmo sem os nomear como tal.
A intervenção do enfermeiro encontra-se sistematizada e organizada no MTEEP,1 uma orientação para a prática
em pediatria e também um recurso pedagógico. Por isto, constituiu uma orientação essencial nos percursos de
Figura 1. Representação esquemática da articulação entre os instrumentos terapêuticos mobilizados nos contextos de estágio hospitalar e as cinco
categorias do MTEEP1
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estágio, nos quais foi possível não só apropriar a importância destas intervenções, mas também a aplicabilidade
e pertinência do modelo de cuidados.
Os estágios nos três contextos pediátricos possibilitaram o acompanhamento da criança e da sua família no
decorrer de experiências que incluem problemas de saúde súbitos, internamentos frequentes ou prolongados,
ou mesmo a morte da criança. Estas vivências estão marcadas por uma experiência emocional impactante,
sendo a intervenção dos enfermeiros pautada pela mobilização de instrumentos terapêuticos que enformam o
TEEP. Por constituírem situações emocionalmente intensas também para os próprios enfermeiros, tornou-se
fundamental a regulação da disposição emocional para cuidar.1 De modo a manter o envolvimento e a
capacidade de cuidar, ações como a análise de experiências ou a partilha de sentimentos, nomeadamente com
colegas, foram extremamente importantes.
Quanto às limitações, o estágio decorreu em conformidade com o cronograma do curso, o que restringiu o
desenvolvimento de outros instrumentos terapêuticos. Além disso, a dinâmica de cada contexto de estágio
condicionou o desenvolvimento de instrumentos terapêuticos específicos. O MTEEP encontra-se numa fase
inicial de implementação, pelo que carece de mais investigação quanto aos seus instrumentos terapêuticos.
Associe as conclusões aos objetivos do estudo, sintetizando os pontos principais da argumentação e estabeleça
recomendações para a prática clínica/investigação/educação/gestão, conforme apropriado.
Autoria e Contribuições
RB: Recolha, análise e interpretação dos dados; Redação do manuscrito; Revisão crítica do manuscrito;
Aprovação da versão final do manuscrito e assunção de responsabilidade pelo mesmo.
SS: Recolha, análise e interpretação dos dados; Redação do manuscrito; Revisão crítica do manuscrito;
Aprovação da versão final do manuscrito e assunção de responsabilidade pelo mesmo.
PD: Conceção e desenho do estudo; Redação e revisão crítica do manuscrito; Aprovação da versão final do
manuscrito e assunção de responsabilidade pelo mesmo.
Conflitos de interesse e Financiamento
Nenhum conflito de interesse foi declarado pelo/a(s) autor/a(s).
Fontes de apoio / Financiamento
O estudo não foi objeto de financiamento.
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