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Pensar Enfermagem / v.29 n.01 / Jan-Dez 2025 / DOI: 10.71861/pensarenf.v29i1.470
Cochrane Corner Intervenções para a prevenção de quedas em
estruturas residenciais para idosos
Cochrane Corner Fall prevention interventions for older adults
residents in care facilities
Tiago Silva1, Ricardo J. O. Ferreira2, Andreia Silva Costa3*, Cristina Baixinho4, Adriana Henriques5, António Vaz
Carneiro6
1 Doutorando. Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem,
Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; orcid.org/0009-0007-9590-5353
2 Doutoramento. Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem,
Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. Serviço de Reumatologia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra. Núcleo de Investigação
em Enfermagem (NIE), Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra, Portugal. Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB), Faculdade de
Medicina de Lisboa, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0002-2517-0247
3 Doutoramento. Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem,
Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB), Faculdade de Medicina de Lisboa, Universidade de Lisboa, Lisboa,
Portugal; orcid.org/0000-0002-2727-4402
4 Doutoramento. Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem,
Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0001-7417-1732
5 Doutoramento. Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem,
Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0003-0288-6653
6 Doutoramento. Instituto de Saúde Baseada na Evidência, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0002-2783-0544
* Autor de correspondência: andreia.costa@esel.pt
Recebido: 22.12.2025
Aceite: 26.12.2025
Como citar este artigo: Silva T, Ferreira RJO, Costa AS, Baixinho C, Henriques A, Carneiro AV. Cochrane Corner Intervenções para a prevenção de
quedas em estruturas residenciais para idosos. Pensar Enf [Internet]. 2025 Jan-Dez; 29(1): e00470. Available from:
https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29i1.470
Resumo
As quedas na pessoa idosa são uma das principais causas de morbilidade e mortalidade prematura, constituindo
um problema de saúde pública de grande relevância. Esta revisão sistemática Cochrane, atualiza revisões
anteriores, avaliando 104 ensaios clínicos aleatorizados e controlados, envolvendo 68.964 pessoas com ≥65
anos, residentes em estruturas residenciais para idosos. A meta-análise compara a efetividade de intervenções
(farmacológicas e não farmacológicas) de prevenção de queda com qualquer comparador, na taxa de incidência
de quedas e no risco de queda. Concluiu-se que as intervenções mais promissoras são as multifatoriais,
personalizadas e desenvolvidas com envolvimento dos profissionais das instituições, uma vez que parecem
reduzir a incidência e o risco de quedas, podendo ser custo-efetivas. O exercício físico, quando mantido,
também melhora estes outcomes, incluindo em pessoas idosas com défice cognitivo. De notar que a maioria dos
ensaios (88%) incluídos apresentou elevado risco de viés, sobretudo pela ausência de ocultação nas intervenções
não-farmacológicas.
Palavras-chave
Prevenção de Quedas; Intervenções; Enfermagem; Revisão Sistemática; Pessoa idosa; Estruturas Residenciais
para Idosos.
Questão Clínica: Qual a efetividade das intervenções para reduzir as quedas em estruturas residenciais para
idosos?1
Objetivos: Principal: Avaliar a efetividade de intervenções para reduzir a ocorrência de quedas (e o seu risco)
na pessoa idosa em estruturas residenciais para idosos (ERPIs), quando comparadas com cuidados habituais
(ou placebo no caso das intervenções farmacológicas). Secundário: avaliar a efetividade destas intervenções na
redução do risco de fratura e na taxa de eventos adversos, bem como o seu custo-efetividade ou custo-utilidade.
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Tipo e descrição do Estudo: Trata-se de uma atualização de uma revisão sistemática da literatura (RS) sobre
intervenções em ERPIs e hospitais, datada de 2010 e atualizada em 2012, 2018, e 2025, sendo que a presente
atualização se centra apenas em contexto de ERPIs. Foram considerados ensaios clínicos controlados e
aleatorizados (RCTs), incluindo aleatorização por clusters, quasi-aleatorização. Como outcomes primários
consideraram-se a taxa de incidência de quedas e o risco de queda, e como secundários, o risco de fratura, assim
como a taxa de eventos adversos e indicadores económicos relacionados com a intervenção.
Foram considerados apenas os estudos com pessoas com ≥65 anos, de qualquer género, residentes em ERPIs,
excluindo-se qualquer outro contexto, bem como participantes com doenças cérebro-vasculares.
As intervenções (multifatoriais, múltiplas ou únicas) foram agrupadas de acordo com o seu tipo: a) exercício
físico, b) terapêutica c) nutrição, d) ambiente/tecnologia de apoio, e) ambiente social, f) intervenções
psicológicas, g) conhecimento, e h) outras intervenções únicas.
Foram pesquisadas as bases de dados de Ensaios Clínicos da Cochrane Library (CENTRAL), MEDLINE
(Ovid MEDLINE e Epub Ahead of Print, In-Process, In-Data-Review and Other Non-indexed Citations,
Daily e Versions), Embase (Ovid), e a CINAHL Plus (EBSCOhost). Foram também consultados os registos
de RCTs em curso da World Health Organization International Clinical Trials Registry Platform (WHO
ICTRP) (trialsearch.who.int/) e do ClinicalTrials.gov (clinicaltrials.gov). Data limite da pesquisa: 10/05/2024.
Resultados: Foram incluídos 104 RCTs (n=68.964), dos quais 33 (n=27.492) foram adicionados nesta
atualização.
Relativamente à taxa de incidência de quedas: a) as intervenções multifatoriais (12 RCTs),
revelaram uma redução da mesma quando comparada aos cuidados habituais (2001 vs 2300 quedas
por 1000 pessoas/ano), no entanto com um Risco Relativo (RR) de 0,87 e um intervalo de confiança
a 95% (IC95%) entre 0,68 e 1,12, pelo que não diferença estatisticamente significativa (o IC95%
inclui o valor 1,0). Contudo, quando estas intervenções foram aplicadas de forma individualizada e
em conjunto com os profissionais das instituições (7 RCTs), verificou-se uma redução significativa da
taxa de incidência de quedas (RR 0,61; IC95% 0,54-0,69); b) no exercício físico (14 RCTs), também
se verificou uma redução da incidência (1564 vs 2300 quedas por 1000 pessoas/ano; RR 0,68, IC95%
0,51-0,91). No entanto, este efeito não se manteve após a interrupção do exercício (RR 1,02; IC95%
0,78-1,32); c) nas intervenções de otimização da terapêutica (12 RCTs), foram testadas múltiplas
terapêuticas individuais, tendo-se verificou pouco ou nenhum efeito (2162 vs 2300 quedas por 1000
pessoas/ano; RR 0,94, IC95% 0,76-1,18); d) na suplementação com vitamina D (5 RCTs, com ou sem
suplementação de cálcio, isoladamente ou incluída num multivitamínico) verificou-se efeito
significativo (1449 vs 2300 quedas por 1000 pessoas/ano; RR 0,63, IC95% 0,46-0,86).
Em relação ao risco de queda: a) nas intervenções multifatoriais (11 RCTs) verificou-se uma
diferença entre 455 vs 500 pessoas que tiveram pelo menos uma queda por cada 1000 (RR 0,91,
IC95% 0,83-1,00). Mas intervenções individualizadas reduziram o risco em cerca de 19% (RR 0,81,
IC95% 0,71-0,92); b) no exercício físico (13 RCTs) também se verificou uma diferença de 430 vs 500
pessoas que caíram pelo menos uma vez por cada 1000 (RR 0,86, IC95% 0,75-1,00); c) nas
intervenções de otimização da terapêutica (9 RCTs), verificou-se uma diferença não significativa de
450 versus 500 pessoas que sofreram ≥1 queda por cada 1000 (RR 0,90, IC95% 0,80-1.01); d) na
suplementação com vitamina D (6 RCTs), verificou-se pouco ou nenhum efeito (495 vs 500 pessoas
com pelo menos uma queda por cada 1000; RR 0,99, IC95% 0,90-1,08); e) o aumento do consumo
de lacticínios (1 RCT) pode reduzir o risco de queda (445 vs 500 pessoas sofreram ≥1 queda por cada
1000; RR 0,89, IC95% 0,79-1,00).
no que se refere ao risco de fratura: a) no exercício físico (3 RCTs) verificaram-se em ambos os
grupos 42 pessoas com fratura relacionada com uma queda por cada 1000 (RR 1,01, IC95% 0,58-
1,78); b) na suplementação com vitamina D (1 RCT) a diferença foi de 28 vs 42 pessoas com fratura
relacionada com uma queda por 1000 (RR 0,67, IC95% 0,48-0,93).
As análises de custo-efetividade foram limitadas a: a) intervenções multifatoriais (1RCT), que
revelaram ser custo-efetivas (20.889 libras por QALY); b) ao exercício físico (1 RCT), também custo-
efetivo (rácio custo-efetividade 18 dólares australianos por pessoa por queda evitada); e às
intervenções de otimização de terapêutica (1 RCT), que podem não ser custo-efetivas dado que a
intervenção teve maiores custos e maior número de quedas.
Conclusões: As intervenções multifatoriais, desenvolvidas em conjunto com os profissionais das instituições
e implementadas de forma personalizada, provavelmente reduzem a taxa de incidência de quedas e o risco de
queda, podendo ser custo-efetivas. Relativamente às intervenções únicas, o exercício físico, se mantido, é
provável que reduza tanto a taxa de incidência como o risco de queda. Particularmente nas pessoas idosas com
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défice cognitivo, pode reduzir o risco de queda, podendo também ser custo-efetivo. As intervenções de
otimização da terapêutica, apesar de diversas, aparentam ter pouco ou nenhum efeito na taxa de incidência de
quedas, assim como, no risco de queda. A suplementação com vitamina D aparenta reduzir a taxa de incidência
de quedas (possivelmente relacionado com a melhoria da função muscular), mas provavelmente tem pouco ou
nenhum efeito no risco de queda. No que se refere à nutrição, o aumento do consumo de produtos lácteos,
pode reduzir o risco de queda e o risco de fraturas resultantes da queda. Os mecanismos de ão não estão
completamente clarificados. A maioria dos RCTs incluídos nesta RS foram considerados como de alto risco de
viés, em particular, 88% dos estudos apresentavam risco de viés dado ausência de blinding.
Comentário: As quedas constituem um relevante problema de saúde pública, sendo que em 2017, 8,4 milhões
de pessoas com 70 ou mais anos, na Europa Ocidental, procuraram cuidados de saúde devido a uma lesão
relacionada com uma queda2. Em Portugal, em 2023, 11% das pessoas com mais de 65 anos procuraram
serviços de urgência hospitalares por queda3. No entanto, o problema não está apenas na frequência da sua
ocorrência, mas também pelo facto de constituir a terceira principal causa de incapacidade, sendo considerada
uma síndrome geriátrica, com impacto significativo na pessoa idosa e família, não só pelas suas consequências
diretas, mas também pelo medo de voltar a cair4. As quedas surgem da complexa interação entre fatores
biológicos, psicológicos, ambientais e sociais, além de estarem associadas, tanto do ponto de vista clínico quanto
epidemiológico, a outras síndromes frequentes na pessoa idosa, destacando-se a sarcopenia e a fragilidade4.
Quando a queda provoca uma fratura, o risco de novas quedas aumenta exponencialmente. A fratura, pode
conduzir à imobilidade, a novas fraturas e, inclusivamente, à morte prematura5. Em 2017, Portugal apresentou
uma taxa de mortalidade relacionada com a queda de aproximadamente 36 mortes por cada 100 000 pessoas
com 70 ou mais anos2.
Relativamente ao rastreio do risco de queda, as orientações mundiais para a prevenção e gestão da queda na
pessoa idosa4 recomendam a utilização de “Três Questões-chave” para a identificação, oportunista”, de
pessoas com risco elevado de queda: (i) Caiu no último ano? (ii) Sente-se instável ao estar de ou ao andar?
(iii) Tem medo de cair? Verificando-se a história de queda no último ano e avaliada a severidade da mesma, de
forma a categorizar o risco de queda como baixo ou intermédio, é recomendado uma avaliação mais abrangente,
recorrendo a testes funcionais como o Timed Up and Go (TUG) ou a medição da velocidade da marcha com um
valor de corte igual ou inferior a 8m/s. Contudo, em Portugal, estas recomendações baseadas na evidência,
estão ainda longe de ser implementadas de forma sistemática. Os autores desta RS1 afirmam que poderá existir
mais-valia na utilização de instrumentos validados que demonstrem capacidade preditiva na identificação das
pessoas com maior risco de queda com lesão ou fratura da anca, no entanto, a avaliação da efetividade de
intervenções que integrem estes instrumentos está fora do âmbito desta revisão. Consideramos que o
desenvolvimento de ferramentas mais objetivas para avaliar o risco de queda e orientar a terapia é uma
necessidade premente. Existem ltiplas ferramentas a serem desenvolvidas e testadas5, com resultados
promissores, ainda que, sobretudo, testadas em subgrupos populacionais, como as pessoas com alterações
cognitivas. Um exemplo interessante no panorama português é a solução STANCE da Kinetikos
[www.kinetikoshealh.com], validada para a população geral de 65+ anos. A empresa conta com outras soluções,
como dispositivos médicos para diferentes áreas (ex.: Parkinson), resultantes de 9 anos de atividade científica e
comercial. Com uma simples câmara de um tablet, o STANCE permite que um profissional de saúde realize,
em tempo real, uma avaliação multidimensional objetiva do risco de quedas, acompanhada da respetiva
referência normativa para a idade e o género. Além disso, o STANCE apresenta uma proposta de plano de
exercícios com base na melhor evidência científica disponível, que pode ser ajustada pelo profissional e seguida
pela pessoa em casa.
Implicações Clínicas: A implementação de uma intervenção de prevenção de quedas, dirigida à pessoa idosa
em ERPIs, com diferentes componentes que abordem tanto fatores de risco pessoais como ambientais,
otimização de terapêutica, avaliação de necessidade de dispositivos de apoio e exercício físico, pode resultar
numa diminuição acentuada no número de quedas, desde que a intervenção seja desenvolvida em conjunto
com os profissionais das instituições. Os programas de exercício físico que poderão reduzir a taxa de incidência
de quedas são os de baixa a moderada intensidade, realizados em grupo e que implicam mais de uma hora de
exercício por semana, dirigidos à pessoa cujo andar não está comprometido, e que envolvem supervisão e
personalização. Não é possível determinar com segurança os efeitos sobre eventos adversos, uma vez que a
certeza de evidência foi classificada como muito baixa.
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Contribuições autorais
Andreia Costa e Ricardo Ferreira definiram a estrutura de acordo com orientações da Cochrane. Tiago Silva
escreveu o primeiro rascunho do manuscrito, que foi revisto criticamente por todos os autores, que
concordaram com a versão final.
Conflitos de interesse
Nenhum conflito de interesse foi declarado pelos autores.
Fontes de apoio / Financiamento
Não há financiadores a relatar para esta submissão.
Referências
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