Resumo
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Pensar Enfermagem / v.30 n.Sup / Jan-Dez 2026 / DOI: 10.71861/pensarenf.v30iSup.504 / e00504
Perfil das pessoas pós-AVC assistidas num Centro de
Reabilitação em Huambo-Angola: Um estudo observacional
transversal
Victor Nungulo1*, Mauer Gonçalves2, Ana Rita Pedrosa3, Rubén García-Fernández4, Maria Adriana Henriques5,
Cristina Baixinho6
1 PhD student. University of Lisbon. Nursing Research, Innovation and Development Centre of Lisbon (CIDNUR), 1900-160 Lisbon, Portugal.
Huambo Faculty of Medicine, José Eduardo dos Santos University, Huambo, Angola; https://orcid.org/0000-0001-7277-4046
2 Centre for Advanced Studies in Medical Education and Training, Faculty of Medicine, Agostinho Neto University, Luanda, Angola;
https://orcid.org/0000-0001-7937-7430
3 Nursing Research Innovation and Development Centre of Lisbon (CIDNUR), School of Nursing, University of Lisbon, Lisbon, Portugal;
https://orcid.org/0000-0002-9932-3963
4 SALBIS Research Group, Faculty of Health Sciences, Campus de Ponferrada, Universidad de León, León, Spain. Nursing Research Innovation
and Development Centre of Lisbon (CIDNUR), School of Nursing, University of Lisbon, Lisbon, Portugal; https://orcid.org/0000-0001-6745-
6190
5 Nursing Research Innovation and Development Centre of Lisbon (CIDNUR), School of Nursing, University of Lisbon, Lisbon, Portugal;
https://orcid.org/0000-0003-0288-6653
6 Nursing Research Innovation and Development Centre of Lisbon (CIDNUR), School of Nursing, University of Lisbon, Lisbon, Portugal. Center
for Innovative Care and Health Technology (ciTechcare), 2410-541 Leiria, Portugal; https://orcid.org/0000-0001-7417-1732
* Autor de correspondência: nungulovictory@gmail.com
Resumo
Introdução
O crescente aumento da prevalência mundial das doenças cerebrovasculares, fortemente associado aos estilos
de vida, é preocupante e reflete-se de forma significativa na qualidade de vida dos doentes. Apesar dos avanços
terapêuticos, mantém-se uma elevada probabilidade de persistência de sequelas que afetam o autocuidado, a
funcionalidade e, consequentemente, a qualidade de vida. Em Angola, são ainda escassos os estudos sobre a
capacidade funcional e cognitiva de pessoas em processo de reabilitação após um acidente vascular cerebral.
Objetivo
Este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil clínico, funcional e sociodemográfico de pessoas em
reabilitação pós-AVC.
Métodos
Estudo observacional transversal com 230 adultos residentes na comunidade e em processo de reabilitação
num centro de reabilitação especializado. Os dados foram recolhidos entre maio e dezembro de 2024. Os
instrumentos aplicados foram o Índice de Barthel, a Escala de Equilíbrio de Berg, a escala de atividades
instrumentais de vida diária e o Six-item Cognitive Impairment Test. Foram efetuados testes de associação
(X2/ANOVA ou t), com α=0,05.
Resultados
A idade média dos participantes foi 56,35±12,77 anos; 54,8 % homens. Entre cuidadores: 57,8 % mulheres;
46,1 % com ≥39 anos; 43,5 % filhos. Os participantes com melhor funcionalidade (Barthel) e equilíbrio (Berg)
frequentaram mais sessões de reabilitação. As pessoas com mais idades são mais dependentes, tem maior risco
de queda e de alterações cognitivas.
Conclusão
A amostra evidencia elevada carga de dependência funcional e necessidade de reabilitação, com forte
participação de cuidadores familiares. Os achados apoiam estratégias de enfermagem orientadas ao autocuidado
e educação do cuidador, devendo estudos prospetivos explorar determinantes e efeitos de intensidade de
reabilitação.
Palavras-chave
Acidente Vascular Cerebral; Autocuidado; Cuidadores; Cognição; Funcionalidade; Reabilitação.