Resumo
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Pensar Enfermagem / v.30 n.Sup / Jan-Dez 2026 / DOI: 10.71861/pensarenf.v30iSup.505 / e00505
Conhecimento, autocuidado e risco de fratura de fragilidade:
estudo exploratório para o desenvolvimento de uma intervenção
complexa de enfermagem
Tiago Silva1*, Sandra Garcêz2, Alexandre Matos 3, Tiago Nascimento4, Cristina Baixinho5, Ricardo J. O. Ferreira6,
Andreia Costa7
1 Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR). Escola Superior de Enfermagem, Universidade de
Lisboa. Lisboa. Portugal; Doutorando na Universidade de Lisboa. Lisboa. Portugal; orcid.org/0009-0007-9590-5353
2 Unidade Local de Saúde de Santa Maria. Lisboa. Portugal; orcid.org/0000-0000-0000-0000
3 Instituto Português do Sangue e da Transplantação. Lisbon. Portugal; Mestrando na Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa.
Lisboa. Portugal; orcid.org/0000-0000-0000-0000
4 Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR). Escola Superior de Enfermagem, Universidade de
Lisboa. Lisboa. Portugal; Professor Adjunto na Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa. Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0003-
3646-9057
5 Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR). Escola Superior de Enfermagem, Universidade de
Lisboa. Lisboa. Portugal; Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa. Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-
0001-7417-1732
6 Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR). Escola Superior de Enfermagem, Universidade de
Lisboa. Lisboa. Portugal; Departamento de Reumatologia, Unidade Local de Saúde de Coimbra. Coimbra, Portugal; Laboratório Associado TERRA,
Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa. Lisboa, Portugal; Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB), Faculdade de Medicina, Universidade de
Lisboa, Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0002-2517-0247
7 Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR). Escola Superior de Enfermagem, Universidade de
Lisboa. Lisboa. Portugal; Laboratório Associado TERRA, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa. Lisboa, Portugal; Instituto de Saúde
Ambiental (ISAMB), Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; orcid.org/0000-0002-2727-4402
* Autor de correspondência: tiagosilva@campus.esel.pt
Resumo
Introdução
As fraturas de fragilidade (FF) constituem um problema crescente de saúde pública, com 70.700 casos
registados em Portugal em 2019.¹ Estas estão associadas a uma taxa de mortalidade de 25% ao fim de um ano²
e a um elevado impacto económico. A gestão deste risco envolve múltiplos componentes em interação, nos
quais o conhecimento e a capacidade para desempenhar atividades de autocuidado são essenciais.³
Objetivo
Explorar a associação entre o risco de FF, o conhecimento relacionado com a osteoporose e a capacidade para
desempenhar atividades de autocuidado, bem como diferenças em função do género e do grupo etário.
Métodos
Estudo transversal, cuja amostra por conveniência é constituída por indivíduos com idades entre 50 e 74 anos,
utentes numa Unidade de Saúde Familiar, Unidade de Saúde blica e dadores num Centro de Colheitas de
Sangue em Lisboa, com domínio da língua portuguesa e sem défices cognitivos. A recolha de dados (agosto
novembro de 2025) incluiu variáveis sociodemográficas e medidas relacionadas com: risco de fratura a 10 anos
estimado pelo FRAX (fratura osteoporótica major: alto risco ≥11%, risco intermédio >7 a <11%, baixo risco
≤7%; fratura extremidade proximal do fémur: alto risco ≥3%, risco intermédio >2 a <3%, baixo risco ≤2%);
Osteoporosis Knowledge Assessment Tool (OKAT; pontuação entre 0 e 20); e Exercise of Self-Care Agency Scale (ESCA;
pontuação entre 0 e 116). As comparações estatísticas foram realizadas através do teste t de Student ou ANOVA.
O estudo foi aprovado por um Comité de Ética (CAML84/25).
Resultados
A amostra incluiu 141 indivíduos (55,3% mulheres; idade média 61.8±7.2 anos; 50.0% com ensino superior).
Sete mulheres relataram história de FF. 24.3% das mulheres e 11.3% dos homens apresentavam risco moderado
a elevado de FF a 10 anos. As mulheres apresentaram uma pontuação média significativamente superior no
OKAT (8.9±3.4 vs 7.1±3.2; p=0.002). Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre
a capacidade para realizar atividades de autocuidado e o género, faixa etária, conhecimento ou risco de FF.
Conclusão
Uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens apresentava risco moderado a elevado de FF, sendo
que aproximadamente 60% demonstrava um conhecimento limitado sobre osteoporose. Estes achados
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evidenciam a necessidade de desenvolver uma intervenção complexa destinada à prevenção de FF, através do
rastreio sistemático e da promoção do autocuidado.
Palavras-chave
Fratura Osteoporótica; FRAX; Autocuidado; Conhecimento; Intervenção Complexa.
Referências
1. Kanis JA, Norton N, Harvey NC, Jacobson T, Johansson H, Lorentzon M, et al. SCOPE 2021: a new
scorecard for osteoporosis in Europe. Arch Osteoporos [Internet]. 2021 [cited 21 Out 2025]; 16(1): 1-82.
Available from: https://doi.org/10.1007/s11657-020-00871-9
2. Marques A, Lourenço Ó, Silva JAP. The burden of osteoporotic hip fractures in Portugal: costs, health
related quality of life and mortality. Osteoporos Int [Internet]. 2015 [cited 21 Out 2025]; 26(10): 262330.
Available from: https://doi.org/10.1007/s00198-015-3171-5
3. Adams J, Wilson N, Hurkmans E, Bakkers M, Balážová P, Baxter M, et al. 2019 EULAR points to consider
for non-physician health professionals to prevent and manage fragility fractures in adults 50 years or older.
Ann Rheum Dis [Internet]. 2021 [cited 21 Out 2025]; 80(1):5764. Available from:
https://doi.org/10.1136/annrheumdis-2020-216931