Vol. 19 N.º 1 (2015): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Intubação endotraqueal: um dilema na assistência pré-hospitalar

Daniel Rodrigues
Enfermeiro, Hospital de Vila Franca de Xira, RN
Edgar Pires
Enfermeiro, Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca, RN
Vanda Gomes
Enfermeira, Hospital dos Lusíadas, RN
Isabel Araújo
Professora Coordenadora, Escola Superior de Saúde do Alto Ave, PhD, MSc, RN

Publicado 22-08-2015

Palavras-chave

  • Segurança do paciente,
  • Serviços médicos de emergência,
  • Intubação intratraqueal,
  • Assistência pré-hospitalar

Como Citar

Rodrigues, D., Pires, E., Gomes, V., & Araújo, I. (2015). Intubação endotraqueal: um dilema na assistência pré-hospitalar. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 19(1), 62–75. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/104

Resumo

A intubação endotraqueal (IET), no pré-hospitalar, é considerada o “gold standard” na manutenção da via aérea de modo a fornecer a ventilação e oxigenação à pessoa em situação crítica, no entanto, está associada a várias complicações e riscos. Com este trabalho de revisão sistemática da literatura pretendeu-se compreender a relação entre a IET em emergência pré-hospitalar e o prognóstico da pessoa em situação crítica, colocando a seguinte questão: “Qual o impacto da intubação endotraqueal, em emergência pré-hospitalar, no prognóstico clínico do doente?”. Este trabalho de investigação iniciou-se com uma pesquisa da literatura de língua inglesa e portuguesa, nas bases de dados científicas MEDLINE, CINAHL, MedicLatina e Nursing and Allied Health Collection num horizonte temporal entre 2010 e 2014. A evidência destaca que a realização da intubação endotraqueal, no pré-hospitalar, está associada a piores taxas de reanimação cardiorrespiratória, ao aumento das taxas de mortalidade e ao aumento das comorbilidades. Estas conclusões reforçam a discussão em torno da prática da IET no pré-hospitalar e sensibilizam os profissionais de saúde para a limitação desta prática a casos em que exista indicação clínica segura.

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