Vol. 20 N.º 1 (2016): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Aleitamento materno: estudo de prevalência e fatores condicionantes nos primeiros seis meses de vida

Mário Oliveira
Enfermeiro especialista em Saúde Infantil e Pediátrica; USF Senhora de Vagos (Vagos)

Publicado 07-08-2016

Palavras-chave

  • aleitamento materno,
  • abandono precoce,
  • prevalência

Como Citar

Oliveira, M. (2016). Aleitamento materno: estudo de prevalência e fatores condicionantes nos primeiros seis meses de vida. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 20(1), 4–15. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/111

Resumo

Introdução: O leite materno constitui inequivocamente o melhor alimento para o recém-nascido e o melhor que a mãe pode oferecer ao filho nos primeiros meses de vida. No entanto, em Portugal, apesar das taxas de aleitamento materno serem elevadas no momento da alta da maternidade, estas caem rapidamente.

Objetivos: Avaliar a prevalência do aleitamento materno nos primeiros seis meses de vida; identificar os fatores que influenciam o seu abandono e avaliar a relação entre a duração do aleitamento materno e a idade e a escolaridade da mãe.

Método: Estudo observacional, transversal e analítico, de uma amostra por conveniência (n=83) obtida através da aplicação de um questionário às mães de filhos inscritos na UCSP Vagos 1 (sede), que recorreram à unidade para a consulta de saúde infantil aos seis meses de vida, entre julho de 2013 e junho de 2014.

Resultados: Das mães estudadas (idade média 29,4 ± 4,8 anos), 71% eram casadas, 59% primíparas e 34,6% tinham o 12º Ano de escolaridade. A vigilância regular da gravidez ocorreu em todas as grávidas (100%), destacando-se as efectuadas pelo médico de família (49,5%) e a média de peso ao nascer foi de 3251±724 gramas. À saída da Maternidade 75% das puérperas amamentam o filho exclusivamente, tendo esta percentagem diminuído para 57,7% aos três meses e 46,1% aos seis meses. A maior causa referida para
o abandono foi a má progressão ponderal (42,9%).

Conclusão: A taxa de aleitamento materno à saída da maternidade (75%) está abaixo da maioria dos estudos encontrados e realizados em Portugal, verificando-se uma diminuição gradual mas lenta nos primeiros seis meses, bem diferente da maioria desses mesmos estudos. Contudo, as taxas apresentadas estão abaixo das recomendações internacionais e da meta nacional. Estes resultados alertam para a falta ou inadequação das estratégias a nível das maternidades de referência. Sendo as mães mais jovens e menos escolarizadas o alvo de atividades de promoção de amamentação.

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