Vol. 24 N.º 2 (2020): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Amor em foco - o fenómeno do amor na relação terapêutica em enfermagem

Patrícia Silva Pereira
Professor Adjunto, PhD em Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Enfermagem
Maria Antónia Rebelo Botelho
Professor Coordenador, PhD em Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Enfermagem

Publicado 15-07-2021

Palavras-chave

  • aliança terapêutica,
  • amor,
  • enfermagem psiquiátrica,
  • fenomenologia da prática,
  • hermenêutica,
  • pesquisa qualitativa,
  • relações enfermeiro-paciente
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Como Citar

Silva Pereira, P., & Rebelo Botelho, M. A. (2021). Amor em foco - o fenómeno do amor na relação terapêutica em enfermagem. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 24(2), 87–113. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/175

Resumo

Resumo: O amor é uma pequena palavra que comporta muitos sentidos. No dia-a-dia usamo-la sem estarmos preocupados com o sentido atribuído, pois ele é intuído dependendo do objeto a que nos referimos. O amor em enfermagem é considerado um dos pilares da ciência do cuidar, contudo esta assunção não está isenta de mal-entendidos. Importa clarificar o âmbito do amor numa relação terapêutica e perceber como se manifesta. Objetivo: compreender a experiência vivida do amor pelos enfermeiros de saúde mental na relação terapêutica em enfermagem. Método: a pesquisa situa-se numa metodologia qualitativa, de fenomenologia da prática, segundo Max van Manen que está radicada na filosofia, usando métodos filosóficos, filológicos e das ciências humanas. Foram colhidos relatos experienciais junto de dez enfermeiros de saúde mental. A compreensão dos sentidos e significados do fenómeno teve por base uma reflexão radical, por meio da epoché e redução. Resultados: o amor manifesta-se por ver o invisível; pela impossibilidade da não ação; por gestos securizantes; por fazer “1km extra”; por estar em sintonia; por estar ligado; por deixar que o outro apareça; por hospedar o outro em mim; como uma experiência prática; por um custo pessoal. Conclusão: O amor é um ingrediente transformador da experiência relacional terapêutica. Esta pesquisa é uma possível compreensão do fenómeno do amor na relação terapêutica em enfermagem. É um contributo para clarificar e desmistificar alguns estereótipos e despoletar reflexões acerca do quotidiano relacional em enfermagem que poderá estimular compreensões que tornem a prática de cuidados mais sensível e próxima do mundo de cada pessoa cuidada. 

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