Vol. 25 N.º 2 (2021): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

As expectativas do casal grávido sobre o trabalho de parto

Marlene Lopes
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, UGI Saúde Materno- Fetal, Obstetrícia A, Portugal, Professora Adjunta convidada na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Mestre em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia, Doutoranda em Enfermagem na Universidade Católica Portuguesa.
Teresa Silva
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Mestre em Ciências da Educação, Doutoranda em Enfermagem na Universidade Católica Portuguesa.

Publicado 20-04-2022

Palavras-chave

  • Expectativa de Saúde,
  • empoderamento para a saúde,
  • trabalho de parto,
  • vínculo do casal,
  • Enfermeiras Obstétricas

Como Citar

Lopes, M., & Silva, T. (2022). As expectativas do casal grávido sobre o trabalho de parto. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 25(2), 4–19. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/182

Resumo

Enquadramento: A gravidez e o trabalho de parto são as etapas prévias da maternidade e da paternidade, constituindo o início da aquisição do papel parental, e a forma como é vivenciado o trabalho de parto pode influenciar esta transição. No sentido de promover experiências positivas do nascimento é fundamental assegurar cuidados centrados no casal, onde as suas expectativas e preferências para o seu trabalho de parto sejam consideradas como componente integral dos cuidados. Objetivo: O presente estudo, inserido numa investigação mais vasta, teve como objetivo descrever as expectativas da mãe e do pai, enquanto “casal grávido” relativamente ao seu trabalho de parto. Metodologia: Estudo qualitativo, do tipo exploratório-descritivo. Os participantes foram dez casais que frequentaram o Programa de Preparação para o Parto e Parentalidade de um serviço de obstetrícia de um hospital central do centro de Portugal, a técnica de colheita de dados utilizada foi a entrevista semi-estruturada e a análise dos dados realizada com o método de análise de conteúdo de Bardin e com o software NVivo10. Resultados: A maioria dos participantes demonstrou estar envolvido no planeamento ­do seu trabalho de parto e valorizou-o como um evento normal e fisiológico. Todos os participantes salientaram a importância da presença do pai e a qualidade da relação estabelecida com os profissionais de saúde e as mães reconheceram um sentimento de responsabilidade para o sucesso do trabalho de parto. Os pais identificaram a importância do seu papel enquanto suporte emocional da mãe, embora só metade se sinta capaz de o fazer eficazmente. Todos os participantes referiram confiar nos profissionais de saúde e aceitar as intervenções propostas, embora reconheçam que, por vezes, possa existir alguma imposição de intervenções, manifestando vontade de serem envolvidos na tomada de decisão. A maioria dos participantes salienta a importância da facilitação de um espaço de intimidade familiar após o nascimento do seu filho e valoriza o contacto pele a pele e a amamentação. Conclusão: Este estudo pode contribuir para a reflexão e implementação de modelos de prestação de cuidados que privilegiam condutas científicas e seguras e que aumentem o poder de escolha dos casais, respondendo às suas expectativas e necessidades.

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