Vol. 25 N.º 2 (2021): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Fatores protetores e dificultadores da conjugalidade na transição para a parentalidade

Margarida Moreira da Silva
RN, MSc, PhD, Professora Adjunta, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, UICISA:E - Health Sciences Research Unit: Nursing.
Micaela Solange Almeida Gavinhos
RN, Enfermeira, Santa Casa da Misericórdia de Pampilhosa da Serra.
Vânia Filipa Henriques Pereira das Neves
RN, Enfermeira, Hospital da Luz de Coimbra.
Ana Paula Forte Camarneiro
PhD, Professora Adjunta, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, UICISA:E - Health Sciences Research Unit: Nursing.

Publicado 20-04-2022

Palavras-chave

  • relação marital,
  • transição da saúde,
  • parentalidade,
  • enfermagem familiar

Como Citar

Moreira da Silva, M., Almeida Gavinhos, M. S., Henriques Pereira das Neves, V. F., & Forte Camarneiro, A. P. (2022). Fatores protetores e dificultadores da conjugalidade na transição para a parentalidade. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 25(2), 20–32. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/183

Resumo

A conjugalidade torna-se um desafio na transição para a parentalidade, principalmente quando se trata do nascimento do primeiro filho, sendo de grande importância para a saúde conhecer a vivência conjugal e os fatores envolvidos, para facilitar esta transição. O enfermeiro de família pode ser esse facilitador, pelo papel privilegiado de proximidade. Porém, a escassez de estudos em enfermagem de família, não permite sustentar as intervenções na evidência.

Pretende-se analisar a vivência conjugal durante a transição para a parentalidade no que se refere aos fatores facilitadores e dificultadores.

Realizou-se um estudo exploratório e descritivo com orientação fenomenológica, de forma a extrair a vivência dos casais. A amostra foi intencional, em bola de neve, constituída por 6 casais heterossexuais, 6 a 12 meses após o nascimento do primeiro filho. Foram realizadas 12 entrevistas semi-estruturadas aos cônjuges. Análise realizada pelo método fenomenológico de Giorgi.

Encontraram-se fatores protetores e dificultadores da conjugalidade na transição para a parentalidade. São protetores da conjugalidade: planeamento da gravidez; compreensão e entreajuda no casal; comunicação conjugal; apoio da família alargada. Constituíram fatores dificultadores: gestão dos momentos a sós; reinício e manutenção da sexualidade; desempenho do papel parental; intromissão da família alargada (por ausência de limites ou por relacionamento destruturado com a família de origem) e falta de apoio dos profissionais de saúde.

Os casais necessitam de apoio pessoal e profissional nesta fase de transição. O enfermeiro de família pode desempenhar um papel privilegiado de proximidade, facilitando este processo de transição por meio de cuidados antecipatórios ao casal e família, nesta fase do ciclo vital.

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