Vol. 25 N.º 2 (2021): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos de revisão

Estratégias motivacionais no trabalho de Enfermagem: revisão sistemática de literatura

Nânci Marisela Correia Camacho
Mestrado em Filosofia, na área de especialização em Bioética, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, experiência profissional em Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos.
Helena Maria Fernandes Moreira
Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica, Hospital Santa Luzia, Serviço de Urgência Pediátrica da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. Viana do Castelo.

Publicado 20-04-2022

Palavras-chave

  • Estratégias,
  • Motivação,
  • Enfermagem

Como Citar

Correia Camacho, N. M., & Fernandes Moreira, H. M. (2022). Estratégias motivacionais no trabalho de Enfermagem: revisão sistemática de literatura. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 25(2), 33–52. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/184

Resumo

Enquadramento: A desmotivação no trabalho de enfermagem condiciona o enfermeiro a desempenhar as suas funções de forma menos produtiva e dificulta o desenvolvimento das suas potencialidades e um desempenho profissional satisfatório, com resultados negativos nos relacionamentos interpessoais e na prestação de cuidados aos utentes e suas famílias, com menor qualidade. Instituir estratégias motivacionais no trabalho de enfermagem é um desafio para os enfermeiros na sua práxis profissional, chefes de equipa, gestores e supervisores. Finalidade: Sintetizar a análise da evidência científica dos estudos selecionados sobre as estratégias motivacionais no trabalho de enfermagem. Objetivos: O objetivo geral desta Revisão Sistemática de Literatura é identificar as estratégias que promovem a motivação no contexto do trabalho de enfermagem. Os objetivos específicos são: descrever a evidência científica disponível sobre o tema em estudo, clarificar os conceitos de motivação e satisfação e sintetizar o processo de tomada de decisão na promoção de estratégias motivacionais no trabalho de enfermagem. Método: A estratégia metodológica utilizada foi a de Joanna Briggs Institute (JBI). Foi estruturada uma questão de investigação segundo a mnemónica PICo, nos idiomas em português, inglês e espanhol, com o operador boleano AND e as palavras-chave foram transcritas de acordo com os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). A colheita de dados ocorreu em maio de 2020 nas bases de dados: SciELO with Full Text da plataforma Open Journal System (OJS), IBECS with Full Text e LILACS with Full Text da plataforma Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Resultaram 65 estudos e após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e avaliação da qualidade metodológica dos estudos selecionados através da avaliação crítica, graus de recomendação para a prática e níveis de evidência, seis estudos foram considerados elegíveis para estudo. A avaliação da qualidade metodológica foi realizada por duas revisoras independentes. Resultados: Os resultados obtidos nos estudos selecionados indicam uma multiplicidade de fatores que influenciam a motivação: a qualidade do ambiente de trabalho, a idade do enfermeiro, o desempenho de funções no setor público ou privado e a presença/ausência de sentimentos de autonomia, reconhecimento, realização e valorização profissional, reuniões motivacionais, padronização de condutas e elaboração de protocolos de cuidados/intervenções, a comunicação e feedback entre enfermeiros colaboradores, gestores e supervisores, a possibilidade de frequência de cursos de formação, a disponibilidade de materiais para a prestação de cuidados e a existência de fatores facilitadores/não facilitadores perante a vivência de situações stressantes junto dos familiares dos doentes em fim de vida. Conclusão: As estratégias promotoras da motivação no contexto de trabalho em enfermagem relacionam-se com as políticas das organizações/instituições de saúde, a conduta dos enfermeiros gestores e supervisores, os relacionamentos interpessoais na equipa de enfermagem, a construção de protocolos, a formação contínua frequentada, os cuidados prestados e a existência de sentimento de autorrealização.

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