Vol. 14 N.º 2 (2010): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos de revisão

A contribuição da Enfermagem para aliviar o sofrimento do doente hemato-oncológico: revisão da literatura

Eunice Maria Casimiro dos Santos Sá
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

Publicado 30-12-2010

Palavras-chave

  • sofrimento,
  • intervenções de enfermagem,
  • pessoas com doença hemato-oncológica

Como Citar

Casimiro dos Santos Sá, E. M. . (2010). A contribuição da Enfermagem para aliviar o sofrimento do doente hemato-oncológico: revisão da literatura. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 14(2), 55–69. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/45

Resumo

PROBLEMÁTICA: Parece-nos consensual que o sofrimento será uma constante na vida das pessoas com doença oncológica. Segundo Wright (2005) o sofrimento é definido como angústia, dor ou aflição física, emocional e espiritual. Para a mesma autora, Wright (2005), a redução ou diminuição do sofrimento é o centro, a essência e o coração da prática clínica das enfermeiras, sendo que o seu objectivo ético e obrigatório deve ser reduzir, diminuir ou aliviar o sofrimento emocional, físico e/ou espiritual dos doentes e familiares. Assim, torna-se pertinente clarificar que intervenções de enfermagem aliviam o sofrimento das pessoas com doença hemato-oncológica.

OBJECTIVO: Descrever e comparar estudos e identificar as intervenções de enfermagem que contribuem para aliviar o sofrimento do doente hemato-oncológico, adulto, internado, evidenciando as intervenções de enfermagem na dimensão não exclusivamente
física.

DESENHO: Revisão Sistemática de Literatura pelo método PICOS.

MÉTODOS: Foram incluídos 6 estudos seleccionados a partir da pesquisa em bases de dados electrónicas (EBSCO e b-on), em que os participantes eram todos pessoas com doença oncológica e com diferentes desenhos de investigação.

RESULTADOS: No alívio do sofrimento os resultados encontrados apontam para a ênfase nos cuidados focados na pessoa e não no doente, no distanciamento das rotinas e duma atitude paternalistas dos enfermeiros, dando destaque à importância das competências relacionais e de ajuda, nomeadamente a escuta, respeito, individualidade, parceria, com franca semelhança com as intervenções de enfermagem apontadas como adequadas e desejáveis para as pessoas em qualquer outra situação de doença.

CONCLUSÕES: As intervenções de enfermagem não são específicas para estes doentes; os achados apontam para sua a simplicidade e transversalidade e a importância de serem asseguradas em toda a prática dos cuidados.

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