Vol. 16 N.º 1 (2012): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Stress e massagem neonatal: Efeitos da massagem no stress do recém-nascido pré-termo

Otília Maria da Silva Freitas
Universidade da Madeira / Centro de Competência das Tecnologias da Saúde
Maria do Céu Aguiar Barbieri de Figueiredo
Escola Superior de Enfermagem do Porto

Publicado 30-06-2012

Palavras-chave

  • massagem,
  • stress,
  • recém-nascido pré-termo

Como Citar

da Silva Freitas, O. M., & Aguiar Barbieri de Figueiredo, M. do C. (2012). Stress e massagem neonatal: Efeitos da massagem no stress do recém-nascido pré-termo. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 16(1), 55–79. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/63

Resumo

Este estudo experimental avaliou os efeitos da massagem nos recém-nascidos pré-termo internados em unidades de cuidados intermédios neonatais a nível do stress.

A amostra foi constituída por 32 recém-nascidos pré-termo clinicamente estáveis e saudáveis, internados em unidades portuguesas de cuidados intermédios neonatais. Os recém-nascidos foram distribuídos aleatoriamente para os grupos controlo e experimental, em número igual de dezasseis. Em várias características basais os grupos não apresentaram diferenças estatisticamente significativas, obtendo-se assim grupos equivalentes. Durante o estudo os grupos receberam o mesmo padrão de cuidados neonatais, à exceção do grupo experimental que recebeu a massagem.

A avaliação do stress foi feita pela medição da resposta neuro-endócrina, realizando-se no primeiro e último dia do estudo colheitas de sangue e de urina das 24 horas para determinar os valores hormonais de cortisol, norepinefrina e epinefrina.

Quanto aos níveis de cortisol na urina, constatámos que não existiram diferenças significativas entre os grupos ou entre os momentos e o efeito da interacção entre o grupo e o tempo também não foi estatisticamente significativo.

Relativamente aos níveis de cortisol no sangue, verificámos que o efeito do tempo foi estatisticamente significativo com p <0,001. Os níveis de cortisol no sangue dos recém-nascidos pré-termo de ambos os grupos foram idênticos nos dois momentos e registou-se, do primeiro para o segundo momento, uma diminuição semelhante. Quer no grupo experimental quer no grupo de controlo as diferenças do primeiro para o segundo momento foram estatisticamente significativas com p = 0,001 e p = 0,004, respectivamente.

Os efeitos do grupo, do tempo e da interacção entre as duas variáveis não foram estatisticamente significativos quanto à variável norepinefrina urinária. Verificámos a existência de efeito significativo (p = 0,044) do grupo sobre os níveis de norepinefrina no sangue mas os efeitos do tempo ou da interacção não foram significativos. Em qualquer dos momentos os recém-nascidos do grupo experimental evidenciaram níveis de norepinefrina no sangue inferiores aos dos recém-nascidos do grupo de controlo e o aumento do primeiro para o segundo momento foi significativo com p = 0,002 no grupo experimental e p = 0,004 no grupo de controlo.

Os efeitos do grupo, do tempo e da interacção entre estas duas variáveis não foram estatisticamente significativos em relação à epinefrina urinária. Relativamente aos níveis de epinefrina no sangue, verificamos que nenhum dos efeitos foi estatisticamente significativo.

Com os resultados expostos concluímos que o efeito da massagem sobre o stress dos recém nascidos pré-termo saudáveis e clinicamente estáveis internados em unidade de cuidados intermédios neonatais não foi estatisticamente significativo.

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