Vol. 16 N.º 1 (2012): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

A escola de pensamento “Humanbecoming” de Parse

Rosemarie Rizzo Parse
FAAN

Publicado 30-06-2012

Palavras-chave

  • escola de pensamento de Parse,
  • devir humano,
  • pessoa-universo,
  • teoria de enfermagem,
  • investigação em enfermagem

Como Citar

Rizzo Parse, R. (2012). A escola de pensamento “Humanbecoming” de Parse. Pensar Enfermagem - Revista Científica | Journal of Nursing, 16(1), 80–94. Obtido de https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/64

Resumo

Os antecedentes da escola de pensamento “humanbecoming” situam-se no pensamento fenomenológico e na ciência da unicidade dos seres humanos (ver Parse 1981). O trabalho original de Parse (1981) foi designado “Man-Living-Health: A Theory of Nursing” Quando o termo “mankind” foi substituído por “male gender” na definição de “man” no dicionário, o nome da teoria foi modificado para “human becoming” (Parse, 1992). Nenhum aspecto dos princípios foi modificado nessa altura. Com a publicação de “The Human Becoming School of Thought” em 1998, Parse expandiu o trabalho original com a inclusão de descrições de três metodologias de investigação e acrescentou especificidades relacionadas com a prática da metodologia (Parse, 1987), classificando a ciência de “humanbecoming” como uma escola de pensamento (Parse, 1997b). A ideia fundamental em “humanbecoming”
de que os humanos são indivisíveis, imprevisíveis, em constante mudança, tal como especificado na ontologia, exclui o uso de termos, tais como fisiológico, biológico, psicológico ou espiritual para descrever o humano. Outros termos inconsistentes com “humanbecoming” incluem palavras frequentemente utilizadas para descrever pessoas, tais como, não cooperante, disfuncional, manipulativo e outros.

Em 2007b, Parse clarificou a ontologia da escola de pensamento. Especificou o “humanbecoming” através de uma palavra única e o “humanuniverse” também como palavra única. A junção das palavras criou um conceito que confirma a ideia de indivisibilidade. Descreveu também postulados clarificadores da ontologia (Parse 2007b). Estes termos são fragmentários e portanto, inconsistentes com a ontologia. A ontologia - isto é, as assunções, postulados e princípios - estabelece crenças que são claramente diferentes das de outros quadros de referência e de outras teorias de enfermagem. O conhecimento específico da disciplina utiliza uma linguagem única que especifica uma posição sobre o fenómeno de interesse para cada disciplina. A linguagem de “humanbecoming” enfatizada pela conceptualização de “new becoming visible-invisible becoming of the emerging now” é única da enfermagem, criando assim o novo paradigma de “humanbecoming” (Parse, 2012). Os três princípios de “humanbecoming” contêm nove conceitos escritos em forma verbal com terminação “ing” para tornar claro a importância do processo contínuo de mudança como fundamental para a emergência do “humanuniverse”. Cada conceito é também explicado com paradoxos enquanto opostos aparentes, que especificam ainda mais a linguagem única de “humanbecoming”.

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