Capacitação da pessoa hipertensa e família para a gestão da doença: uma intervenção de enfermagem comunitária
Publicado 27-07-2023
Palavras-chave
- Capacitação,
- Gestão da Doença,
- Adesão Terapêutica,
- Hipertensão Arterial,
- Enfermeiro
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2023 Soraia Nobre Figueiredo, Maria Jorge Brites, José Edmundo Sousa
Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
A hipertensão arterial é uma doença crónica com elevada prevalência nacional, bem como, é o principal fator de risco para a doença cérebro cardiovascular. Deste modo, a capacitação para a gestão da doença é essencial para o controlo e evicção de complicações. Através da determinação do nível de conhecimento da pessoa e família sobre a hipertensão, foi possível estruturar a intervenção visando a promoção da autonomia para a tomada de decisão consciente, adoção de estilos de vida saudáveis e participação ativa no seu projeto de saúde.
Objetivo
Capacitar para a gestão da doença a pessoa hipertensa na faixa etária compreendida entre os 45 e os 65 anos e família, inscritos numa Unidade de Saúde Familiar (USF) na área de intervenção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Almada/Seixal.
Métodos
O estudo observacional transversal analítico, decorreu com base na metodologia de Planeamento em Saúde, assente no referencial teórico de enfermagem do Modelo de Autocuidado de Dorothea Orem. Para a realização do Diagnóstico de Situação foi construído e aplicado um questionário para a obtenção da caracterização sociodemográfica da amostra, identificação dos comportamentos para gestão da doença. A amostra foi constituída através da técnica de amostragem intencional. Para a operacionalização foi previamente obtido parecer favorável da comissão de ética para a saúde da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) com a referência – 5043/CES/INV2022.
Resultados
O diagnóstico de situação revelou défice de conhecimentos sobre a doença e sua gestão, bem como, défice de autocuidado, o que compromete a qualidade de vida dos participantes. Com a priorização dos problemas, foi selecionada a educação para a saúde enquanto estratégia. Após a intervenção comunitária, 70% dos participantes avalia e regista os valores de TA diariamente; 100% destes identifica corretamente os comportamentos de risco para o agravamento da HTA; 63% dos participantes pratica atividade física regular; 87% dos participantes refere ter reduzido a ingestão diária de sal; e, 100% dos familiares identificou duas áreas em que o seu familiar necessita de maior suporte, sendo as mais frequentes, o estímulo para a atividade física e restrição/substituição do sal na alimentação.
Conclusão
O presente projeto foi um importante contributo para a capacitação da pessoa hipertensa e família para a gestão da doença, uma vez que, após o seu término verificou-se um aumento de conhecimentos dos participantes, bem como, alterações comportamentais associadas a estilos de vida saudáveis.