Barreiras no autocuidado da pessoa com diabetes mellitus tipo 2: estudo descritivo transversal
Publicado 19-06-2025
Palavras-chave
- Autocuidado,
- Diabetes Mellitus tipo II,
- Barreiras,
- Estudo Descritivo Transversal,
- Técnicas de Mudança de Comportamento
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2024 Dulce Oliveira, Adriana Henriques, Paulo Nogueira, Andreia Costa

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
A diabetes mellitus tipo 2 (DMT2), pela sua complexidade, exige à pessoa a adoção de diferentes comportamentos de autocuidado. Os domínios do autocuidado: adesão à medicação, pesquisa de glicemia, dieta, atividade física e autovigilância, são essenciais na sua gestão¹. Identificar barreiras ao autocuidado é crucial para o controlo da DMT2 ².
Objetivo
Identificar as principais barreiras no autocuidado pela pessoa com DMT2.
Métodos
Entre setembro de 2022 a março de 2023, foi conduzido um estudo descritivo transversal em contexto de cuidados de saúde primários, envolvendo 365 pessoas com DMT2. Os dados foram colhidos através de questionário, categorizados com base no modelo COM-B para a mudança do comportamento (B) (capacidade (C), oportunidade (O) e motivação (M)) ³ e analisados por meio de análise estatística descritiva.
Resultados
Da amostra, 66,9% (n=244) revelaram a existência de barreiras em pelo menos um dos domínios de autocuidado. As barreiras mais relatadas foram na dieta (58,5%) e na atividade física (47,2%). Para a dieta, a capacidade psicológica (falta de conhecimento) representou 12,3% e a motivação automática (falta de vontade) 22,7%. Para a atividade física, a capacidade física (dor, idade) foi a barreira mais apontada (21,4%), seguida pela categoria da motivação automática (falta de vontade) com 14,5%. Na gestão da medicação (6,9%), a capacidade psicológica (esquecimento) foi reportada 5,9% e a oportunidade física (acesso à prescrição) por 1,1%. No domínio da autovigilância, a capacidade psicológica (falta de conhecimento) foi a barreira mais presente (3,9%) e na pesquisa de glicemia, a motivação automática (medo) com 6,3%.
Conclusão
O conhecimento das barreiras no autocuidado da DMT2 permite o desenvolvimento de intervenções direcionadas por profissionais de saúde e políticas informadas de saúde. Este estudo proporciona um contributo substancial e centrado na pessoa, que visa impactar positivamente a gestão e o controlo metabólico da DMT2.