Vol. 28 N.º Sup (2024): Edição Especial da Revista Científica Pensar Enfermagem
Resumos

Autonomia Reprodutiva de Mulheres Negras: Revisão de Escopo

Eliana do Sacramento de Almeida
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde, Universidade Federal da Bahia, Brasil.
Ueigla Batista da Silva
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde, Universidade Federal da Bahia, Brasil.
Silvia Lúcia Ferreira
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde, Universidade Federal da Bahia, Brasil.
Evanilda Souza de Santana Carvalho
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Universidade Estadual de Feira de Santana, Brasil.
Sânzia Bezerra Ribeiro
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde, Universidade Federal da Bahia, Brasil.
Flávia Karine Leal Lacerda
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde, Universidade Federal da Bahia, Brasil.

Publicado 19-06-2025

Palavras-chave

  • Saúde da Mulher,
  • Autonomia Pessoal,
  • Mulheres,
  • População Negra,
  • Saúde Sexual e Reprodutiva

Como Citar

do Sacramento de Almeida , E., Batista da Silva, U., Ferreira, S. L. ., Souza de Santana Carvalho, E., Bezerra Ribeiro, S., & Leal Lacerda, F. K. . (2025). Autonomia Reprodutiva de Mulheres Negras: Revisão de Escopo. Pensar Enfermagem, 28(Sup), 11. https://doi.org/10.71861/pensarenf.v28iSup.369

Resumo

Introdução
A autonomia reprodutiva refere-se ao poder de decidir e controlar as questões relacionadas à contracepção, gravidez e maternidade. Esse é um tema historicamente negligenciado, especialmente no caso das mulheres negras, que são frequentemente marcadas pela opressão e pela negação do direito de controlar sua capacidade reprodutiva, sendo expostas aos efeitos das discriminações de gênero, raça, sexualidade e origem.

Objetivo
Mapear o conhecimento produzido sobre Autonomia Reprodutiva de Mulheres Negras.

Métodos
Revisão de escopo baseada na estratégia mnemônica PCC, onde População: mulheres negras, Conceito: autonomia reprodutiva e Contexto: global. As buscas foram realizadas nas bases SciELO, Scopus, Web of Science, BVS Saúde (BDENF, LILACS, MEDLINE) e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), em abril de 2024. Foram incluídos textos completos, em todos os idiomas, sem recorte temporal. Foram excluídos os textos que não abordavam a temática, estavam incompletos e/ou indisponíveis para acesso aberto.

Resultados
Foram selecionadas 18 publicações. Os resultados evidenciaram que, embora os direitos humanos estejam assegurados por lei, eles estão longe de ser garantidos às mulheres, especialmente às mulheres negras. Fatores sociais, econômicos, culturais, religiosos e familiares interferem nas escolhas reprodutivas dessas mulheres, impedindo-as de exercer a liberdade sobre seus corpos e vontades, além de implicar em riscos à saúde sexual e reprodutiva. Há um consenso sobre a necessidade de apoio às mulheres negras, visando à prevenção da coerção e ao suporte para ampliar a consciência e o exercício da autonomia reprodutiva. Adicionalmente, há uma lacuna científica na conceitualização e análise da autonomia reprodutiva e dos fatores associados.

Conclusão
Reconhecer e combater o racismo como um determinante da autonomia reprodutiva das mulheres negras é crucial para alcançar a justiça reprodutiva, sendo assim, necessário o desenvolvimento de novos estudos para aprofundar a temática em questão.

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