Vol. 28 N.º Sup (2024): Edição Especial da Revista Científica Pensar Enfermagem
Resumos

Acompanhar um Filho Doente até à sua Morte: recomeçando sem nunca esquecer

Maria Eduarda Correia
Escola Superior de Saúde - Instituto Politécnico de Portalegre, Portalegre. Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Lisboa, Portugal.
Maria Teresa Magão
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa. Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Lisboa, Portugal.
Maria Antónia Velez
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, Portugal.

Publicado 19-06-2025

Palavras-chave

  • Pais,
  • Crianças,
  • Cuidados Paliativos,
  • Fenomenologia,
  • Enfermagem

Como Citar

Correia, M. E. ., Magão, M. T., & Velez, M. A. . (2025). Acompanhar um Filho Doente até à sua Morte: recomeçando sem nunca esquecer. Pensar Enfermagem, 28(Sup), 10. https://doi.org/10.71861/pensarenf.v28iSup.384

Resumo

Introdução
Os pais que acompanham os filhos com doença crónica complexa até à sua morte experienciam uma situação singular, com vulnerabilidades e vivida de forma individual, com necessidades específicas e enorme sofrimento1. Este estudo procurou responder à questão de investigação "Qual a experiência vivida de pais que acompanharam os filhos com doença crónica complexa até á sua morte, num contexto de cuidados paliativos pediátricos?"

Objetivo
Descrever a experiência vivida de pais que acompanharam os seus filhos com doença crónica complexa até à sua morte, num contexto de cuidados paliativos pediátricos.

Métodos
Metodologia qualitativa, orientação fenomenológica descritiva. As participantes foram selecionadas de forma intencional, com o apoio de uma equipa intra-hospitalar de cuidados paliativos pediátricos. Foram realizadas entrevistas fenomenológicas, a nove mães. O processo de análise dos dados foi conduzido através das etapas processuais do método de van Kaam modificado por Moustakas2.

Resultados
A compreensão da estrutura essencial do fenómeno revela-se numa descrição composta que envolve três temas essenciais: "Enfrentando o prenúncio da doença"; "(Con)Vivendo com um filho doente" e "Recomeçando sem nunca esquecer: viver com um filho ausente" sendo este último objeto desta comunicação. Para as mães, renascer das cinzas, e alimentar a esperança em conquistar a capacidade de se reconstruírem, recentrando-se em atitudes e preocupações ligadas ao promover o cuidado de si3,é um desafio quotidiano.

Conclusão
As mães participantes neste estudo atribuem um significado transformador de si à sua experiência vivida de acompanhamento dos filhos com doença crónica complexa até à sua morte. Através do presente estudo, os enfermeiros poderão aceder à experiência vivida destas mães, podendo melhorar a sua intervenção ao longo do processo de doença dos filhos, assim como no seu processo de luto. Resultam também contributos para a investigação e ensino dos cuidados paliativos na área da Saúde Infantil e Pediátrica.

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