Vol. 28 N.º Sup (2024): Edição Especial da Revista Científica Pensar Enfermagem
Resumos

Telerreabilitação em Crianças e Adolescentes com Fibrose Quistica - Scoping Review

Mara Ferreira
Unidade Local de Saúde Santa Maria: Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Lisboa, Portugal.
Ezequiel Pessoa
Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Lisboa. Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, Portugal.
Cristina Baixinho
Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Lisboa. Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Lisboa, Portugal.

Publicado 11-06-2025

Palavras-chave

  • Fibrose Quística,
  • Criança,
  • Adolescente,
  • Telerreabilitação,
  • Revisão

Como Citar

Ferreira, M. ., Pessoa, E. ., & Baixinho, C. (2025). Telerreabilitação em Crianças e Adolescentes com Fibrose Quistica - Scoping Review. Pensar Enfermagem, 28(Sup), 18–19. https://doi.org/10.71861/pensarenf.v28iSup.385

Resumo

Introdução
A Fibrose Quística (FQ) é uma doença genética crónica e progressiva que afeta principalmente o sistema respiratório (1). O tratamento é complexo, envolvendo múltiplos cuidados diários e intervenções regulares, no âmbito da reabilitação (2). No entanto, a adesão é frequentemente insatisfatória (2). Os recentes avanços tecnológicos aumentaram a acessibilidade aos cuidados e a adesão aos tratamentos, embora os estudos sobre telerreabilitação continuem a ser limitados e dispersos (1).

Objetivo
Identificar as intervenções de reabilitação que são mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC) e como se desenvolvem na prestação de cuidados a crianças e adolescentes com FQ.

Métodos
A revisão foi orientada pelas etapas recomendadas pelo Joanna Briggs Institute (JBI), utilizando a mnemónica PCC (População - crianças e adolescentes; Conceito - intervenções de reabilitação mediadas pelas TIC; Contexto - ambientes de prática de cuidados de saúde. A pesquisa foi realizada na MEDLINE, CINAHL, Scopus, JBI, Web of Science e literatura cinzenta. O processo de identificação e seleção dos estudos foi descrito através de um fluxograma, de acordo com as orientações PRISMA.

Resultados
Dos 425 estudos identificados incluíram-se 5: 2 ensaios clínicos, 1 estudo quasi-experimental, 1 estudo de viabilidade e 1 estudo transversal. Em 3 dos estudos incluídos, os programas de telerreabilitação consistiram em programas de treino de exercício em casa (1-3) e em 2 deles a promoção do regime terapêutico e controlo sintomático associado, sob a forma de teleconsultas ou telemonitorização. TIC utilizadas foram as plataformas Web, videojogos e telefone (2,3). O acompanhamento da intervenção foi realizado através de teleconsulta (telefone ou plataforma web) ou através de um monitor de frequência cardíaca (3).

Conclusão
As intervenções de telerreabilitação em crianças e adolescentes com FQ desenvolvem-se nas áreas do exercício físico, gestão do regime terapêutico e controle de sintomas, através de plataformas web, videojogos games e telefone. Os resultados obtidos permitem-nos apresentar sugestões para prática clínica, identificando componentes para a estruturação de intervenções de telerreabilitação e identificar lacunas na intervenção e investigação nesta área.

Downloads

Não há dados estatísticos.