Vol. 29 N.º 1 (2025): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Alimentação saudável das crianças em idade pré-escolar: Perceção dos pais - um estudo qualitativo

Marisol Torres Varela
Enfermeira no Serviço de Medicina Interna do Hospital Conde de Bertiandos da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Viana dos Castelo, Portugal.
Isabel Rodrigues Vilaverde
Enfermeira na USF – Modelo B Vale do Lima, da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Viana dos Castelo, Portugal.
Maria Manuela Amorim Cerqueira
Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Viana do Castelo, Portugal

Publicado 02-06-2025

Palavras-chave

  • Alimentação saudável, Pais, Crianças, Pré-Escolar.

Como Citar

Torres Varela, M., Rodrigues Vilaverde, I., & Amorim Cerqueira, M. M. (2025). Alimentação saudável das crianças em idade pré-escolar: Perceção dos pais - um estudo qualitativo. Pensar Enfermagem, 29(1). https://doi.org/10.71861/pensarenf.v29i1.388

Resumo

Introdução

A alimentação saudável é essencial para o crescimento e desenvolvimento das crianças, influenciando os seus hábitos alimentares ao longo da vida. A infância representa um período crucial para a formação do paladar e para a aquisição de padrões alimentares, sendo estes moldados pelo ambiente familiar e pelas tradições culturais.

Objetivo

Compreender a perceção dos pais sobre uma alimentação saudável em idade pré-escolar.

Métodos

Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo. A recolha de dados foi realizada entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024 através de entrevistas semiestruturadas a 10 pais de crianças em idade pré-escolar acompanhadas numa Unidade de Saúde Familiar do Alto Minho. A análise de conteúdo foi conduzida segundo Bardin, respeitando os princípios éticos e deontológicos, tendo sido obtido parecer favorável da Comissão de Ética para as Ciências da Vida e da Saúde.

Resultados

Os pais destacaram a importância de uma alimentação equilibrada e variada, valorizando a ingestão de legumes, frutas, leite e derivados, bem como a restrição do consumo de açúcares. A sopa foi referida como uma estratégia fundamental para garantir o consumo de hortícolas. No entanto, alguns pais evidenciaram desafios na implementação destas práticas no quotidiano, devido a fatores como as preferências das crianças, a rotina familiar e o acesso a alimentos saudáveis.

Conclusão

Os resultados sugerem que, apesar do reconhecimento da importância de uma alimentação saudável, o conhecimento dos pais nem sempre se traduz em práticas alimentares adequadas. Salienta-se a necessidade de reforçar a literacia alimentar parental e desenvolver estratégias de apoio que promovam escolhas alimentares saudáveis desde a infância.

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