Vol. 28 N.º Sup (2024): Edição Especial da Revista Científica Pensar Enfermagem
Resumos

Programa para autogestão das consequências da dependência de substâncias: Estudo experimental piloto randomizado

Paulo Seabra
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa; Centro de Investigação Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR).
Rui Sequeira
Equipa Técnica Especializada do Barreiro, ICAD.
Ana Sequeira
Equipa Técnica Especializada do Barreiro, ICAD.
Fernando Miguel
Equipa Técnica Especializada do Barreiro, ICAD.
Paula Amaral
Equipa Técnica Especializada do Barreiro, ICAD.
Carlos Sequeira
Escola Superior de Enfermagem do Porto; Center for Health Services and Technology Research (CINTESIS – NursID).

Publicado 11-06-2025

Palavras-chave

  • Efetividade,
  • Comportamento Aditivo,
  • Ensaio randomizado controlado,
  • Autogestão,
  • Consequências da dependência de substâncias

Como Citar

Seabra, P., Sequeira, R. ., Sequeira, A., Miguel, F. ., Amaral, P. ., & Sequeira, C. (2025). Programa para autogestão das consequências da dependência de substâncias: Estudo experimental piloto randomizado. Pensar Enfermagem, 28(Sup), 24–25. https://doi.org/10.71861/pensarenf.v28iSup.390

Resumo

Introdução
Milhões de pessoas têm a sua saúde e o seu estado social afetados devido ao uso nocivo de álcool e drogas.1

Objetivo
Avaliar a eficácia de um programa de treino para a autogestão das consequências da dependência de substâncias.

Métodos
Adultos integrados no mínimo 5 semanas em programas medicamentosos para álcool e outras drogas, foram selecionados aleatoriamente neste estudo piloto realizado em um único centro em ambulatório, durante 2023. Desenho de grupo paralelo comparando utentes que receberam o programa de Autogestão de Consequências do Dependência de Substâncias (ADSProgram),2 com outros recebendo tratamento usual (TAU), realizando avaliação da efetividade e identificação de possíveis ajustes no programa e no desenho do estudo. Dados coletados na avaliação inicial (T0) e após 8 a 21 semanas (T1) com as escalas sobre as consequências da dependência de substâncias3 (CDS) e a de Saúde mental positiva (SMP) e a percentagem de diagnósticos de enfermagem.

Resultados
236 utentes foram triados e 72 foram randomizados, 38 para ADSProgram e 34 para TAU. Aqueles no ADSProgram frequentaram mais consultas (6 versus 2). Os utentes que finalizaram o Programa (n=25) melhoram o valor médio da Escala CDS=35,64 (dp=6,18) para 47,60 (dp= 9,02) (teste t para amostras emparelhadas p=<0,001), mas, os utentes em TAU (n=16) também melhoram o valor médio=37,56 (dp=7,05) para 52,50 (dp=11,78) (p=<0,001).
Aqueles no ADSProgram melhoram o valor médio na Escala SMP=51,52 (dp=8,23) para 55,24 (dp=7,94) (p<0,001) (n=21), e os pacientes em TAU também melhoram seu valor médio=55,17 (dp=7,39) para 57,17 (DP=6,82) (p=0,0,54) (n=12). Houve redução de 48,8% no número de diagnósticos em todos os utentes do Programa.

Conclusão
Este ensaio piloto demonstra que o programa é aplicável e pode ser efetivo para melhorar a autogestão das CDS. O programa deve ser adaptado entre 6 a 18 semanas, devido ao número alcançável de consultas de enfermagem. É necessário um futuro ensaio clínico randomizado maior.

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