Vol. 28 N.º Sup (2024): Edição Especial da Revista Científica Pensar Enfermagem
Resumos

A Mobilidade e Posicionamento da Grávida no Trabalho de Parto: Revisão Scoping

Ana Sofia Martins
Enfermeira no Serviço de Bloco de Partos e Urgência Obstétrica e Ginecológica do Hospital de Cascais, Mestranda no Mestrado de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL), Portugal
Maria João Freitas
PhD, Professora Adjunta na ESEL; Departamento Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica; Investigadora no CINDUR, ESEL, Portugal

Publicado 11-06-2025

Palavras-chave

  • Grávida,
  • Movimento,
  • Posicionamento do Paciente,
  • Trabalho de Parto

Como Citar

Martins, A. S., & Freitas, M. J. . (2025). A Mobilidade e Posicionamento da Grávida no Trabalho de Parto: Revisão Scoping. Pensar Enfermagem, 28(Sup), 33. https://doi.org/10.71861/pensarenf.v28iSup.396

Resumo

Introdução
A medicalização do parto resultou em alterações na assistência, confinando a grávida ao leito e condicionando-a na assunção plena do papel de protagonista no seu trabalho de parto (TP). A mobilidade (capacidade de mover-se livremente) e posicionamentos (verticais ou horizontais) assumidos espontaneamente pelas parturientes, revelam benefícios materno-fetais, promovendo o parto natural e prevenindo desvios da normalidade do TP.

Objetivo
Mapear a evidência científica publicada sobre a influência da mobilidade e posicionamento da grávida no TP.

Métodos
Revisão Scoping, realizada em três bases de dados: Academic Search Complete, CINAHL Complete e MEDLINE Complete, para dar resposta à questão de pesquisa “Qual a influência da mobilidade e posicionamento da grávida no trabalho de parto?” formulada recorrendo à mnemónica PCC - População (parturientes), Conceito (mobilidade e posicionamento) e Contexto (TP). Identificaram-se 41 artigos, excluíram-se duplicados, após leitura dos títulos e resumos selecionaram-se 5 artigos para leitura integral, 3 respondiam à questão proposta; incluíram-se ainda 3 artigos obtidos através de outras fontes de informação, perfazendo um total de 6 artigos.

Resultados
Na análise dos artigos emergiram duas categorias de resultados influenciados pelo posicionamento e mobilidade da grávida no TP: Resultados maternos com seis subcategorias (Duração do 1º e 2º estádio do TP; Dor; Tipo de parto; Resultado perineal; Satisfação; Complicações); Resultados fetais/neonatais, com três subcategorias (Posicionamento fetal, Bem-estar fetal e Índice de Apgar). Destacam-se a diminuição da duração do TP, aumento de partos eutócicos, melhores resultados perineais, traçados cardíacos fetais normais, diminuição da dor sentida e consequentemente uma experiência de parto mais satisfatória.

Conclusão
A mobilidade e posicionamento da parturiente concorrem para a favorável progressão do TP. Cabe ao enfermeiro obstetra promover a liberdade de movimentos e orientar a parturiente para os posicionamentos adequados à fase do TP em que se encontra.

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