Perceções de Grávidas de Baixo Risco Sobre os Efeitos da Auriculoterapia no Alívio dos Desconfortos da Gravidez
Publicado 01-05-2026
Palavras-chave
- Enfermagem obstétrica; Mulher Grávida; Conforto do Paciente; Auriculoterapia
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2026 Flávio César Bezerra da Silva , Jovanka Bittencourt Leite de Carvalho, Thais Rosental Gabriel Lopes, Rosa Maria dos Santos Moreira

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
Durante a gravidez, as mulheres estão sujeitas a diversas alterações fisiológicas e emocionais, que devem ser monitorizadas no âmbito dos cuidados pré-natais, podendo a equipa de saúde recorrer, sempre que apropriado, a estratégias não farmacológicas, como por exemplo a Auriculoterapia que é uma técnica que estimula pontos específicos do pavilhão auricular para o tratamento de diversas enfermidades, considerando a orelha como um microssistema, onde todo o corpo está representado.
Objetivo
Compreender a repercussão da Auriculoterapia em grávidas de baixo risco relativamente aos desconfortos próprios da gravidez.
Métodos
Estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa desenvolvido com grávidas do Brasil e de Portugal. Utilizou-se um instrumento de recolha de dados com questões fechadas de caracterização e outras abertas relativas a queixas e sensações após uso da técnica. A recolha de dados decorreu entre março e outubro de 2021 com 17 grávidas de baixo risco em Natal/Rio grande do Norte, Brasil e 8 grávidas em Coimbra, Portugal, entre os meses de fevereiro e junho de 2022. Os dados foram tratados pela análise de conteúdo de Bardin. Foram respeitados os princípios éticos para a investigação e obtido parecer favorável ao estudo de duas comissões de ética.
Resultados
A maioria das participantes era casada, com escolaridade superior, idade entre 28 e 32 anos, primigesta e apresentava baixo rendimento familiar. Os desconfortos mais frequentes incluíram dor lombar, edema, cãibras, stresse e ansiedade. A Auriculoterapia mostrou efeitos positivos, promovendo alívio físico e bem-estar emocional, com melhorias reconhecidas também pelos familiares. Estes resultados sugerem que a intervenção é simples, eficaz e contribui para a redução dos desconfortos da gravidez, tanto físicos como emocionais.
Conclusão
As grávidas relataram melhorias significativas nos desconfortos físicos e emocionais da gravidez, com aumento da sensação de tranquilidade. A Auriculoterapia demonstrou efeito positivo no bem-estar, independentemente das diferenças sociodemográficas entre Brasil e Portugal, sem influência cultural relevante. A técnica revela-se simples, eficaz e recomendável como estratégia terapêutica de primeira linha, reforçando o papel do enfermeiro na redução dos desconfortos gestacionais. O reduzido número de participantes, devido à pandemia de COVID-19, constitui uma limitação do estudo.