Vol. 30 N.º 1 (2026): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Perceções de Grávidas de Baixo Risco Sobre os Efeitos da Auriculoterapia no Alívio dos Desconfortos da Gravidez

Flávio César Bezerra da Silva
Doutoramento. Professor Titular, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Escola de Saúde, Brasil
Bio
Jovanka Bittencourt Leite de Carvalho
Doutoramento. Professora Titular, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Escola de Saúde, Brasil
Bio
Thais Rosental Gabriel Lopes
Doutoramento. Enfermeira Obstetra, Cooperativa de Enfermeiros do Rio Grande do Norte, Brasil
Bio
Rosa Maria dos Santos Moreira
Doutoramento. Professora Coordenadora, Universidade de Coimbra, UICISA:E, ESEUC, Portugal
Bio

Publicado 01-05-2026

Palavras-chave

  • Enfermagem obstétrica; Mulher Grávida; Conforto do Paciente; Auriculoterapia

Como Citar

Bezerra da Silva , F. C. ., Bittencourt Leite de Carvalho, J. ., Rosental Gabriel Lopes, T. ., & dos Santos Moreira, R. M. (2026). Perceções de Grávidas de Baixo Risco Sobre os Efeitos da Auriculoterapia no Alívio dos Desconfortos da Gravidez. Pensar Enfermagem, 30(1). https://doi.org/10.71861/pensarenf.v30i1.443

Resumo

Introdução

Durante a gravidez, as mulheres estão sujeitas a diversas alterações fisiológicas e emocionais, que devem ser monitorizadas no âmbito dos cuidados pré-natais, podendo a equipa de saúde recorrer, sempre que apropriado, a estratégias não farmacológicas, como por exemplo a Auriculoterapia que é uma técnica que estimula pontos específicos do pavilhão auricular para o tratamento de diversas enfermidades, considerando a orelha como um microssistema, onde todo o corpo está representado.

 

Objetivo

Compreender a repercussão da Auriculoterapia em grávidas de baixo risco relativamente aos desconfortos próprios da gravidez.

 

Métodos

Estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa desenvolvido com grávidas do Brasil e de Portugal. Utilizou-se um instrumento de recolha de dados com questões fechadas de caracterização e outras abertas relativas a queixas e sensações após uso da técnica. A recolha de dados decorreu entre março e outubro de 2021 com 17 grávidas de baixo risco em Natal/Rio grande do Norte, Brasil e 8 grávidas em Coimbra, Portugal, entre os meses de fevereiro e junho de 2022. Os dados foram tratados pela análise de conteúdo de Bardin. Foram respeitados os princípios éticos para a investigação e obtido parecer favorável ao estudo de duas comissões de ética.

 

Resultados

A maioria das participantes era casada, com escolaridade superior, idade entre 28 e 32 anos, primigesta e apresentava baixo rendimento familiar. Os desconfortos mais frequentes incluíram dor lombar, edema, cãibras, stresse e ansiedade. A Auriculoterapia mostrou efeitos positivos, promovendo alívio físico e bem-estar emocional, com melhorias reconhecidas também pelos familiares. Estes resultados sugerem que a intervenção é simples, eficaz e contribui para a redução dos desconfortos da gravidez, tanto físicos como emocionais.

 

Conclusão

As grávidas relataram melhorias significativas nos desconfortos físicos e emocionais da gravidez, com aumento da sensação de tranquilidade. A Auriculoterapia demonstrou efeito positivo no bem-estar, independentemente das diferenças sociodemográficas entre Brasil e Portugal, sem influência cultural relevante. A técnica revela-se simples, eficaz e recomendável como estratégia terapêutica de primeira linha, reforçando o papel do enfermeiro na redução dos desconfortos gestacionais. O reduzido número de participantes, devido à pandemia de COVID-19, constitui uma limitação do estudo.

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