Práticas de Cuidado de Mulheres com Câncer nos Setores de Cuidado conforme Kleinman: Revisão Integrativa
Publicado 03-11-2026
Palavras-chave
- Medicina Tradicional; Neoplasias; Mulheres; Terapias Complementares; Setor Informal
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2026 Andriele Ferreira Falcão, Stefanie Griebeler Oliveira, Fernanda Einsenhardt de Mello, Karen Soares Porto, Ágata Fernandes Justin

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Objetivo
Compreender, a partir da literatura científica, as práticas de cuidado utilizadas por mulheres com câncer nos diferentes setores de cuidado à saúde, conforme o referencial teórico de Arthur Kleinman.
Método
Revisão integrativa realizada nas bases SciELO, LILACS, Scopus e CINAHL, com estratégias de busca combinando termos relacionados à saúde, mulheres, câncer, medicina tradicional e medicina popular por meio dos operadores booleanos AND e OR. Foram identificados 5.072 registros e, após seleção e avaliação da qualidade da publicação considerando os itens do COREQ, 14 artigos compuseram a amostra final. Os dados foram analisados por análise de conteúdo dirigida, fundamentada em Arthur Kleinman.
Resultados
Os estudos evidenciaram que mulheres com câncer mobilizam práticas de cuidado nos setores popular, folk e profissional, com predominância do setor profissional, especialmente por meio de tratamentos oncológicos e da atuação da fisioterapia. No setor popular, destacaram-se autocuidado, espiritualidade, apoio familiar, alimentação e uso de plantas medicinais. No setor folk, foram identificadas práticas como garrafadas, chás e orientações de curandeiros ou rezadores. As intersecções entre os setores revelaram que esses cuidados podem ocorrer de forma concomitante, complementar ou processual ao longo do itinerário terapêutico.
Conclusão
Evidenciou-se que mulheres com câncer mobilizam práticas de cuidado nos setores profissional, popular e folk, com predomínio do cuidado biomédico, mas também com presença de práticas espirituais, familiares, tradicionais e de autocuidado. Os achados reforçam a necessidade de uma enfermagem integral, humanizada e culturalmente sensível, capaz de reconhecer a coexistência e as intersecções entre diferentes modos de cuidado ao longo da trajetória de adoecimento e tratamento.