A mobilização precoce na pessoa hospitalizada com pneumonia: uma revisão sistemática de efetividade
Publicado 08-04-2026
Palavras-chave
- Adulto, Idoso, Pneumonia, Mobilização precoce, Hospitalização
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2026 Dina Peças, Ana Vanessa Antunes, Cristina Baixinho

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
A pneumonia é uma das principais causas de hospitalização a nível mundial, afetando diferentes faixas etárias, com maior risco para adultos/idosos. Além de representar uma significativa carga de morbimortalidade, a hospitalização prolongada devido à pneumonia está associada a elevados índices de imobilidade, com os doentes a permanecerem até 95% do tempo na cama.1,2 A baixa mobilidade hospitalar é um fator de risco evitável, tornando a implementação de estratégias de mobilização precoce essencial para a melhoria dos resultados em saúde.1
Objetivo
Identificar as evidências disponíveis sobre as intervenções a implementar para a mobilização precoce no adulto/idoso hospitalizado com Pneumonia.
Métodos
Realizou-se uma revisão sistemática de efetividade, conforme diretrizes da Cochrane3, para responder à questão: “Quais as intervenções garantem a mobilização precoce em adultos/idosos hospitalizados com pneumonia?”. Foram incluídos estudos envolvendo adultos e idosos hospitalizados com pneumonia, abordando intervenções como levante, transferência, deambulação e mobilização precoce. As bases de dados consultadas incluíram CINAHL, MEDLINE, Scopus, Cochrane Library, CENTRAL, PEDro, OTseeker e B-On. O protocolo foi registado na PROSPERO. Avaliaram-se o risco de viés com a ferramenta RoB 2 e a qualidade da evidência com a abordagem GRADE.
Resultados
Foram analisados 10 RCT´s, que destacam que a mobilização precoce exige capacitação contínua das equipas de saúde, através de treino presencial e/ou online, sessões práticas e monitorização sistemática. A implementação eficaz das intervenções inclui a avaliação inicial detalhada, a mobilização progressiva ajustada à condição clínica do doente, o uso de exercícios específicos e a aplicação de escalas de monitorização. O envolvimento ativo dos doentes e familiares, através de educação e materiais informativos, mostrou-se fundamental para a adesão às estratégias. A adaptação das intervenções às necessidades individuais, aliada ao uso de tecnologias assistidas e equipamentos especializados, favorece a recuperação funcional. A monitorização contínua e reuniões interdisciplinares são essenciais para garantir a eficácia e segurança das intervenções implementadas.
Conclusão
A mobilização precoce em pacientes com pneumonia reduz complicações associadas ao repouso prolongado, favorece a reabilitação funcional e melhora a qualidade de vida. A sistematização dessas intervenções promove o cuidado centrado na funcionalidade e contribui para a formação de profissionais de saúde.