Vol. 30 N.º 1 (2026): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos originais

Desenvolvimento de uma proposta de escala para avaliar o risco de queda em idosos em cuidados de saúde primários

Anabela Schinck
Mestrado. Research2Care. Unidade Local de Saúde de Almada Seixal - USF Costa do Mar, Almada, Portugal
Edmundo Sousa
Doutoramento. Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Publicado 28-10-2026

Palavras-chave

  • Idoso; Acidentes por Quedas; Avaliação de Risco; Atenção Primária à Saúde; Idoso Fragilizado

Como Citar

Schinck, A., & Sousa, E. (2026). Desenvolvimento de uma proposta de escala para avaliar o risco de queda em idosos em cuidados de saúde primários. Pensar Enfermagem, 30(1). https://doi.org/10.71861/pensarenf.v30i1.509

Resumo

Introdução

Com o envelhecimento populacional, registou-se um aumento de quedas em idosos, constituindo um importante problema de saúde pública, particularmente nos cuidados de saúde primários (CSP); contudo, a avaliação do risco de queda continua a basear-se em instrumentos desenvolvidos para contexto hospitalar, pouco sensíveis às especificidades da área comunitária.

Objetivo

Desenvolver uma escala de fácil aplicação em cuidados de saúde primários que permita avaliar o risco de queda em idosos, baseada na identificação de fatores clínicos, sociodemográficos e psicossociais associados à ocorrência prévia de quedas.

Métodos

Inicialmente, foi realizado um estudo observacional, analítico, transversal e quantitativo, com uma amostra de 322 idosos, selecionados por amostragem de conveniência, com o objetivo de identificar fatores associados à ocorrência de quedas. Com base nesses resultados, desenvolveu-se um estudo metodológico que permitiu a construção de uma escala de avaliação do risco de queda, utilizando os coeficientes de um modelo de regressão logística.

Resultados

A análise inferencial identificou associação significativa entre a ocorrência de quedas e variáveis sociodemográficas, clínicas e funcionais que, após análise de multicolinearidade, permitiu definir e ajustar um modelo de regressão logística. O modelo final incluiu quatro preditores (antecedentes de quedas, idade, medo de cair e coabitação), cujos coeficientes foram convertidos em pontos para construção de uma proposta de escala de avaliação do risco de queda.

Conclusão

O risco de queda em idosos é multifatorial e a ausência de instrumentos específicos para cuidados de saúde primários dificulta a sua identificação precoce. Este estudo permitiu desenvolver uma escala de avaliação do risco de queda com potencial para ser aplicada e identificar o risco de quedas em idosos, contudo, a validação interna limita a generalização dos resultados, sendo necessária validação externa futura.

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