Desenvolvimento de uma proposta de escala para avaliar o risco de queda em idosos em cuidados de saúde primários
Publicado 28-10-2026
Palavras-chave
- Idoso; Acidentes por Quedas; Avaliação de Risco; Atenção Primária à Saúde; Idoso Fragilizado
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2026 Anabela Schinck, Edmundo Sousa

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
Com o envelhecimento populacional, registou-se um aumento de quedas em idosos, constituindo um importante problema de saúde pública, particularmente nos cuidados de saúde primários (CSP); contudo, a avaliação do risco de queda continua a basear-se em instrumentos desenvolvidos para contexto hospitalar, pouco sensíveis às especificidades da área comunitária.
Objetivo
Desenvolver uma escala de fácil aplicação em cuidados de saúde primários que permita avaliar o risco de queda em idosos, baseada na identificação de fatores clínicos, sociodemográficos e psicossociais associados à ocorrência prévia de quedas.
Métodos
Inicialmente, foi realizado um estudo observacional, analítico, transversal e quantitativo, com uma amostra de 322 idosos, selecionados por amostragem de conveniência, com o objetivo de identificar fatores associados à ocorrência de quedas. Com base nesses resultados, desenvolveu-se um estudo metodológico que permitiu a construção de uma escala de avaliação do risco de queda, utilizando os coeficientes de um modelo de regressão logística.
Resultados
A análise inferencial identificou associação significativa entre a ocorrência de quedas e variáveis sociodemográficas, clínicas e funcionais que, após análise de multicolinearidade, permitiu definir e ajustar um modelo de regressão logística. O modelo final incluiu quatro preditores (antecedentes de quedas, idade, medo de cair e coabitação), cujos coeficientes foram convertidos em pontos para construção de uma proposta de escala de avaliação do risco de queda.
Conclusão
O risco de queda em idosos é multifatorial e a ausência de instrumentos específicos para cuidados de saúde primários dificulta a sua identificação precoce. Este estudo permitiu desenvolver uma escala de avaliação do risco de queda com potencial para ser aplicada e identificar o risco de quedas em idosos, contudo, a validação interna limita a generalização dos resultados, sendo necessária validação externa futura.