Vol. 30 N.º 1 (2026): Revista Científica Pensar Enfermagem
Artigos de revisão

Autoconfiança parental no cuidado ao recém-nascido: uma revisão scoping

Rita Martins
Mestrado. Unidade Local de Saúde da Arrábida, Setúbal, Portugal
Sandra Risso
Mestrado. Doutoranda do Doutoramento em Enfermagem. Centro de Investigação Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
Maria Helena Presado
Doutoramento. Centro de Investigação Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR), Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Publicado 18-08-2026

Palavras-chave

  • Confiança Parental; Cuidados ao Recém-nascido; Mãe; Pai; Parentalidade

Como Citar

Martins, R., Risso, S., & Presado, M. H. (2026). Autoconfiança parental no cuidado ao recém-nascido: uma revisão scoping. Pensar Enfermagem, 30(1). https://doi.org/10.71861/pensarenf.v30i1.515

Resumo

Introdução

Quando nasce um filho, surgem cuidados necessários ao seu desenvolvimento, que integram a transição para a parentalidade. A transição, iniciada na gravidez, torna-se real com a chegada do recém-nascido. Rever as barreiras/facilitadores que contribuem para a autoconfiança parental, no cuidado ao recém-nascido, pode facilitar o diagnóstico de necessidades dos casais e o planeamento de intervenções centradas na tríade, para uma transição e vivência positiva da parentalidade. Optou-se por realizar uma revisão scoping de forma a identificar a evidência disponível e as lacunas de conhecimento relacionadas com o tema.

Objetivo

Mapear a evidência científica das barreiras/facilitadores que influenciam a autoconfiança parental no cuidado ao recém-nascido.

Métodos

A revisão segue as orientações do Joanna Briggs Institute (JBI) e a pesquisa de evidência foi obtida através das bases de dados MEDLINE Ultimate, CINAHL Ultimate, MedicLatina, e Cochrane of Systematic Reviews, Web of science e PUBMED. Foram selecionados estudos que abordavam as barreiras/facilitadores que contribuem para a autoconfiança parental nos cuidados ao recém-nascido, em pais de recém-nascidos saudáveis em qualquer contexto de cuidados. Consideraram-se estudos na língua espanhola, francesa, inglesa e portuguesa, no intervalo temporal de janeiro de 2018 a setembro de 2025. Os artigos foram avaliados por dois revisores.

Resultados

Foram incluídos 16 artigos. Os dados extraídos foram agrupados em categorias de barreiras/facilitadores: tecnológicos, sociais, fisiológicos, educativos, profissionais/género. Destacam-se como facilitadores o recurso a programas online, os grupos de apoio presenciais e online, a continuidade de cuidados entre o pré-natal e o pós-natal, o contacto pele-a-pele e o alojamento conjunto. Entre as principais barreiras identificam-se a desvalorização do período pós-parto, a insuficiência de apoio e educação pós-natal, a informação contraditória de familiares, a primiparidade e a curta licença parental.

Conclusão

Os estudos mostram-nos que é importante investir no pós-parto, numa rede de apoio informada e na inclusão do pai nos cuidados.

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