Autoconfiança parental no cuidado ao recém-nascido: uma revisão scoping
Publicado 18-08-2026
Palavras-chave
- Confiança Parental; Cuidados ao Recém-nascido; Mãe; Pai; Parentalidade
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2026 Rita Martins, Sandra Risso, Maria Helena Presado

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
Quando nasce um filho, surgem cuidados necessários ao seu desenvolvimento, que integram a transição para a parentalidade. A transição, iniciada na gravidez, torna-se real com a chegada do recém-nascido. Rever as barreiras/facilitadores que contribuem para a autoconfiança parental, no cuidado ao recém-nascido, pode facilitar o diagnóstico de necessidades dos casais e o planeamento de intervenções centradas na tríade, para uma transição e vivência positiva da parentalidade. Optou-se por realizar uma revisão scoping de forma a identificar a evidência disponível e as lacunas de conhecimento relacionadas com o tema.
Objetivo
Mapear a evidência científica das barreiras/facilitadores que influenciam a autoconfiança parental no cuidado ao recém-nascido.
Métodos
A revisão segue as orientações do Joanna Briggs Institute (JBI) e a pesquisa de evidência foi obtida através das bases de dados MEDLINE Ultimate, CINAHL Ultimate, MedicLatina, e Cochrane of Systematic Reviews, Web of science e PUBMED. Foram selecionados estudos que abordavam as barreiras/facilitadores que contribuem para a autoconfiança parental nos cuidados ao recém-nascido, em pais de recém-nascidos saudáveis em qualquer contexto de cuidados. Consideraram-se estudos na língua espanhola, francesa, inglesa e portuguesa, no intervalo temporal de janeiro de 2018 a setembro de 2025. Os artigos foram avaliados por dois revisores.
Resultados
Foram incluídos 16 artigos. Os dados extraídos foram agrupados em categorias de barreiras/facilitadores: tecnológicos, sociais, fisiológicos, educativos, profissionais/género. Destacam-se como facilitadores o recurso a programas online, os grupos de apoio presenciais e online, a continuidade de cuidados entre o pré-natal e o pós-natal, o contacto pele-a-pele e o alojamento conjunto. Entre as principais barreiras identificam-se a desvalorização do período pós-parto, a insuficiência de apoio e educação pós-natal, a informação contraditória de familiares, a primiparidade e a curta licença parental.
Conclusão
Os estudos mostram-nos que é importante investir no pós-parto, numa rede de apoio informada e na inclusão do pai nos cuidados.