Da inovação ao impacto ético: mapeamento bibliométrico da produção científica sobre Inteligência Artificial, Ética e Saúde Global
Publicado 08-04-2026
Palavras-chave
- Inteligência Artificial; Bioética; Cuidados de Saúde; Bibliometria; Profissionais de Saúde; Saúde Global
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2026 Pedro Henrique Brito da Silva, Ellen Synthia Fernandes de Oliveira, António Pedro Costa, Maria Alves Barbosa

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
O avanço da Inteligência Artificial na saúde representa uma revolução tecnológica com profundas implicações éticas e clínicas. No entanto, os benefícios e riscos desse avanço não são igualmente distribuídos, levantando questões sobre dilemas bioéticos seus e impactos na prática da saúde e enfermagem. Investigar a produção científica global sobre Inteligência Artificial, ética e saúde permite identificar temas consolidados, emergentes e negligenciados, essenciais para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, em especial, saúde de qualidade, inovação e redução das desigualdades.
Objetivo
Mapear a produção científica global sobre Inteligência Artificial na saúde, com foco em ética, identificando tendências, lacunas e principais contribuintes na área.
Métodos
Foi realizada uma análise bibliométrica utilizando as bases de dados Scopus, Web of Science e PubMed. Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2015 e maio de 2025. Os dados foram processados com o pacote Bibliometrix em R e visualizados por meio do Biblioshiny. A análise incluiu produção científica anual, tendências temáticas, evolução de palavras-chave, redes de colaboração e impacto das fontes.
Resultados
Foram analisados 1.390 documentos. A produção científica cresceu exponencialmente a partir de 2020. A análise temática revelou que “Inteligência Artificial”, “Ética” e “Saúde” são temas motores, enquanto “Bioética”, “Privacidade” e “Aprendizagem de Máquina” são temas básicos ainda pouco desenvolvidos. O mapa de colaboração mostrou concentração na América do Norte e Europa Ocidental, evidenciando assimetrias globais.
Conclusão
Há forte centralidade nos debates sobre ética e Inteligência Artificial, mas o desenvolvimento de temas como bioética e justiça social permanece limitado. A prática de saúde enfermagem deve ocupar papel estratégico na construção de soluções tecnológicas inclusivas, contribuindo para a redução de desigualdades e fortalecimento dos sistemas de saúde. A ampliação da colaboração internacional e o investimento em pesquisas no Sul Global são urgentes para a equidade e ética digital em saúde.